sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eric Jenner Rosas um médico paraibano cuja trajetória profissional, política e intelectual está intimamente vinculada à criação do SUS e à democracia.


"Memorial Dr. Eric Jenner Rosas
(*27/12/1949 - † 26/06/2001)


Eric Jenner Rosas nasceu em João Pessoa, Paraíba em 27 de dezembro de 1949.
Começou a estudar medicina em 1968, tendo se formado em 1973, na Universidade Federal da Paraíba.
Fez o internato na Dinamarca em 1972 e retornou ao Brasil para fazer residência em Cirurgia Geral, no Hospital dos Servidores do Estado no Rio de Janeiro.
A partir daí, abraça a saúde pública e dela nunca mais se separa.
Participou como pesquisador do PESES - Programa de Estudos Socioeconômicos em Saúde em 1976.
Fez mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz em 1979 com a tese defendida em 1981 – “A extensão da cobertura dos serviços de saúde no Brasil: Programa de Interiorização de Ações de Saúde e Saneamento - PIASS; análise de uma experiência”.
Em 1977, ajudou a estruturar no Rio de Janeiro o núcleo do Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde - CEBES, fundado por David Capistrano, em São Paulo, no ano anterior. Participou do Movimento de Renovação Médica do Rio de Janeiro que deu uma sacudida nas estruturas profissionais da corporação e de lá se expandiu para todo o país.
Assumiu desde o final da década de 1970 um visceral e completo compromisso com a transformação do sistema de saúde brasileiro e com a democracia. Viveu a época das utopias com dedicação e persistência.
Participou e teve um papel fundamental na organização, em 1979, do Seminário de Política de Saúde da Câmara, cujo relatório Saúde e Democracia consolidou a agenda da reforma sanitária para os dez anos seguintes."
Junto com Eleutério Rodriguez Neto, José Gomes Temporão, Sonia Fleury e Sérgio Arouca, assumiu a direção nacional do CEBES e foi o seu presidente de 1978 a 1981.

Em 1982, participou do projeto “Medicina Comunitária no Brasil”.

Em 1985, com a Nova Republica veio para Brasília onde trabalhou com Eduardo Kertz no Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN). Participou da estruturação do Núcleo de Saúde Coletiva da UnB.

Foi assessor legislativo no gabinete do Deputado Sérgio Arouca.

Em 1985 foi consultor do Instituto de Estudos Sócio Econômico INESC

Participou da VII e da VIII Conferencia Nacional de Saúde, a última na condição de presidente da Comissão Organizadora e de relator.

Participou do II Seminário Internacional de atuação Primária á Saúde realizado em Cuba de 13 a 19 de novembro de 1988.

Em 1989 integrou a Equipe de Coordenação do Grupo de Assessoramento para a Elaboração de Legislação Ordinária sobre a Seguridade Social Pós Constituinte como Coordenador do grupo de trabalho “Ciência e Tecnologia, Equipamentos, Insumos e Assistência Farmacêutica”.

Em 1989, participou também, do anteprojeto denominado Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde concebido pelo Núcleo de Estudos em Saúde Pública.

Publicou em dezembro de 1994 na revista Saúde em Debate o artigo “A Vigilância Sanitária em crise”.

Eric Jenner Rosas faleceu em Brasília em 26 de junho de 2001.

A sua trajetória profissional, política e intelectual está intimamente vinculada à criação do SUS. Conforme o julgamento qualificado do sanitarista Sérgio Arouca, que o conhecia bem: “Se nossas lutas pela Reforma Sanitária Brasileira tiveram êxitos, grande parte do mérito cabe a esse militante silencioso. Como disse Ferreira Gullar sobre o PCB, quando contarem a história e não disserem isso, estarão mentindo”.

Fonte:enviado por Rosalina Jenner Rosas via email.

Certas palavras: Tive a ventura de conhecer Éric, ainda quando eu residia em Recife e ele em João Pessoa. Preparo um texto sobre os reflexos desta convivência.
A importância desta homenagem, para além da memória a um cidadão comprometido com os ideários de dignidade humana, que um sistema de saúde mais justo pode operar, deve realçar a importância do poder, que, a sociedade civil organizada possui, como protagonista, na construção e defesa do Sistema Único de Saúde. Aspiração vislumbrada por muitos homens e mulheres valiosos, para o que, muitas vezes dedicaram toda uma vida.
Que não deixemos de relembrar nossos combatentes, de possuirmos a necessidade justa de comemorar os nossos avanços no campo social, sabendo que devemos capitalizá-los e empreender continuamente aperfeiçoamentos e novas conquistas.
Entendo que o maior engenho do SUS é a plasticidade que enseja, quando tornado dialético e dinâmico, quando bem utilizado e gerenciado, desde que as forças sociais não o deixem caducar ou desvirtuar-se por falta do seu contrôle.
Se lamentamos a contingência humana que não permite que pessoas como Dr. Éric Jenner Rosas, Dr. Sérgio Arouca, Dr. Carlos Gentile de Melo, Dr. David Capristano e tantos não o possam avaliar e intervir no aqui e no agora; temos por outro lado como certeza, que, nenhuma grande ideia prossegue sem que se cuide de forjar seguidores.
Assim é a vida.
Waldir Pedrosa Amorim

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Residência em Hepatologia como área de atuação da Gastro na Unicamp

"gostaria de avisá-los que a UNICAMP continua a oferecer a residencia de hepatologia (como área de atuação da Gastro) e já está confirmada a bolsa. Peço que avisem os residentes de Gastro interessados nas suas instituições. O edital deve sair em breve, e eu enviarei a voces.
um abraço,
Tiago

Tiago Sevá Pereira
Unidade de Hepatologia e Transplante hepático.
Disciplina de Gastroenterologia - Unicamp"

Câmara mantém veto e projeto sobre salões de beleza é barrado

03/11/2009 - 15h16

Da Redação
Numa votação acirrada, que terminou 8 a 7 votos, a Câmara Municipal de Cuiabá manteve nesta terça (3) o veto do Executivo ao projeto do vereador Paulo Borges (PSDB) que pretendia obrigar os salões de beleza e estética a afixar cartaz contendo informações profiláticas contra hepatite e doenças dermatológicas. O parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) foi pela derrubada do veto ao considerar que a aplicação da medida não acarretaria em ônus ao poder público, porém, a maioria decidiu manter o veto. A proposta tinha o intuito de garantir a segurança dos profissionais que trabalham no ramo deestética e das pessoas usuárias desses serviços.
Os estabelecimentos deveriam, caso a medida fosse promulgada pelo Legislativo com a derrubada do veto, disponibilizar em local visível sobre os riscos a que são submetidos profissionais e usuários do serviço, caso as medidas profiláticas não sejam adotadas. Além disso, deve ser informado o tempo de esterilização de instrumentos, a lista de materiais descartáveis que devem ser usados no serviço, assim como oi modo e maneiras de utilização dos instrumentos, medidas preventivas que evitam o contágio da hepatite e doenças dermatológicas afins e a obrigatoriedade do uso de luvas pelo profissional.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tenofovir - Droga para Aids vai tratar hepatite B

Ministério afirma que acordo entre farmacêuticas atrasou ampliação dos usos aprovados do medicamento.

Lígia Formenti, BRASÍLIA

O Diário Oficial da União vai estampar na sua edição de amanhã o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para que o medicamento Tenofovir, atualmente usado para Aids, seja indicado também para portadores de hepatite B. A medida é resultado de uma ação inédita, adotada pelo Ministério da Saúde. Diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir a autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio ministério decidiu fazer a solicitação à agência.
"A hipótese mais provável é a de que havia um acordo entre empresas, dividindo o mercado brasileiro", afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a resistência da fabricante. Nesse trato, a Gilead, multinacional de origem americana, não entraria no mercado de tratamento de hepatites no Brasil, deixando espaço para outras fabricantes. Com a iniciativa do ministério, o possível acerto foi minado.
Além do Tenofovir, o governo tinha como escolha adotar uma outra droga, o Adefovir, produzido pela multinacional GSK. Mas há pontos desfavoráveis. "Além do problema de preço, há um risco maior de pacientes desenvolverem resistência ao medicamento", conta a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, que liderou a organização de um novo protocolo de tratamento para hepatite B. O protocolo procura trazer uma padronização da terapia.
Pelas novas diretrizes, o Tenofovir seria usado como primeira opção de tratamento para portadores de hepatite B. A previsão é a de que, no primeiro ano, 2,5 mil pessoas recebam indicação para o remédio.
O Adefovir continuaria a ser usado por pacientes que já iniciaram o tratamento com a droga - graças às decisões judiciais em ações movidas para obtenção do medicamento. Há ainda um terceiro remédio, o Entecavir, fabricado pela Bristol, laboratório americano, cuja indicação é mais restrita.
Mariangela Simão conta que sua equipe mostrou à empresa fabricante do Tenofovir o interesse em comprá-lo para tratar portadores hepatite B. "Mas a empresa não esboçou nenhum movimento para fazer o pedido de registro à Anvisa." Tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos, a droga já é usada para tratamento de hepatite.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, afirma que esta é a primeira vez que o próprio ministério requer a autorização do uso de um remédio para indicação diferente da que havia sido registrada.
NOVA POLÍTICA
Desde setembro, a política para tratamento da hepatite B crônica - uma das maiores preocupações em saúde pública - mudou. A coordenação do trabalho agora é feita pelo Programa Nacional de DST-Aids, que passou a se chamar Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais.
Depois de sete anos sem alteração, o ministério lança amanhã um novo protocolo para tratamento da forma crônica da hepatite B. O documento inclui quatro medicamentos para distribuição gratuita aos portadores da doença, entre eles o Tenofovir. A incorporação de novas drogas ao protocolo deve reduzir o número de ações judiciais de pacientes que reivindicam o fornecimento de remédios que não estão na lista de distribuição gratuita do governo.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, há ainda uma lacuna: a inclusão de exames de carga viral para portadores de hepatite B crônica.

Fonte: ESTADÃO ONLINE 26/OUTUBRO/09

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Governo declara de interesse público o medicamento Tenofovir

RIO DE JANEIRO - O Ministério da Saúde declarou de "interesse público" o medicamento Tenofovir, usado no tratamento da Aids. A droga possui um pedido de patente pendente no país que o governo espera que seja negado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Com a medida, o ministério espera que o processo da patente seja resolvido mais rapidamente, abrindo a possibilidade para o Brasil negociar preços do medicamento, do laboratório farmacêutico Gilead.
"Se a patente não for concedida no INPI, o país estará livre para negociar preços, seja de medicamentos genéricos ou de marca", afirmou nesta quinta-feira uma fonte do Ministério da Saúde.
Segundo portaria assinada pelo ministro José Gomes Temporão, e publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, o Tenofovir é indispensável no tratamento de pessoas que vivem com Aids e é indicado na terapia inicial. Em 2008, 31.300 pessoas usarão o anti-retroviral, segundo o ministério.
O Tenofovir representa 10 por cento do orçamento gasto com drogas anti-retrovirais pelo governo, que distribui gratuitamente medicamentos à população.
Entre os argumentos do governo, além do direito de acesso à saúde, "a apresentação de pedido de patente ao INPI gera expectativa de direito monopolístico, com impacto no preço do produto". O governo gasta atualmente 2.500 dólares ao ano no tratamento de cada paciente, em média.
Segundo a portaria, o laboratório estatal Farmanguinhos (Fiocruz) já forneceu subsídios técnicos ao INPI com relação ao pedido de patente do laboratório, demonstrando "falta de atividade inventiva, ou seja, ausência de um dos requisitos de patenteabilidade necessários para a concessão de patente".
Pelo mesmo motivo, o Escritório de Patentes Norte-Americano negou em janeiro deste ano um pedido para o mesmo medicamento, segundo o governo.
Em abril de 2007, o Brasil declarou o medicamento Efavirenz, do laboratório Merck, de "interesse público" e solicitou o licenciamento compulsório no mês seguinte. Segundo a fonte do ministério, no entanto, desta vez "não é o mesmo caso".
A representante da Gilead no Brasil, a United Medical, não quis comentar a medida do ministério, mas informou que um funcionário da Gilead está em contato com o governo brasileiro.
(Por Maria Pia Palermo, com reportagem adicional de Pedro Fonseca)
Fonte: Estadão - http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid154475,0.htm

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Trauma pede a colaboração da sociedade para doação de sangue


12/10/2009 às 16:40

Tudo mundo sabe que ‘Sangue é vida’. Mas alguns podem não saber que a única forma de se conseguir sangue é através da doação voluntária. Por isso, o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL) está desenvolvendo uma estratégia interna no sentindo de sensibilizar os familiares de pacientes para a importância do ato.

Para que o hospital possa atender com tranqüilidade todos os casos de alta complexidade, perfil no qual o Trauma está inserido, a partir de agora, será solicitado a todos os familiares de pacientes que efetivamente ficarem internos, dois doadores. Nos casos de cirurgia, o número de doadores passa a ser quatro. De acordo com Roseneide de Pontes, Coordenadora da Agência Transfusional, a medida é necessária para que o hospital possa normalizar seu estoque de sangue e, consequentemente, continuar salvando vidas. “A demanda no hospital de Trauma é bastante grande. Estamos atendendo mais, consumindo mais e se doando menos. Existe histórico de pacientes que para estabilizar o quadro clínico foram necessárias 20 bolsas de sangue”, exemplificou a médica. O Trauma é o hospital referência na Paraíba e recebe toda a demanda dos municípios. “Geralmente é o sangue tipo negativo que é mais difícil de manter no estoque, mas atualmente a carência é tão grande, que estamos necessitando até de sangue tipo a positivo”, alertou a coordenadora.

No mês de setembro, só o Hospital de Trauma de João Pessoa consumiu do Hemocentro da Paraíba, que abastece de sangue todas as unidades públicas e privadas, 526 bolsas. Desse total, o HT só conseguiu repor 129, ou seja, apenas 20%. “Temos que dividir essa responsabilidade. É preciso que a comunidade se sensibilize e nos ajude a manter o nosso estoque, que vai servir para salvar a vida de milhares de pessoas que diariamente precisam do Trauma. Com essa estratégia de trabalho, objetivamos manter um estoque regular”, enfatizou Roseneide de Pontes. E o alerta é justamente porque a única fonte para se conseguir sangue é através do doador voluntário. “O hospital pode ter mil médicos, equipamentos de última geração para atender o paciente, mas se não tiver doadores, tiver sangue, não vai poder socorrê-lo”, frisou a coordenadora.

Para fazer a doação é bem simples. Basta ir até o Hemocentro da Paraíba, localizado na Avenida Dom Pedro II e dizer que quer doar sangue. É importante não esquecer que a doação é dirigida ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Após o ato de solidariedade, a pessoa recebe um protocolo, que deve ser entregue no setor de Serviço Social do Trauma, para que a equipe possa fazer o controle da doação. O Hemocentro funciona de segunda à sexta no horário das 7h da manhã às 18h, sem intervalo para almoço. No sábado, o atendimento é das 7 às 13h.

Requisitos – Para ser doador, basta ter idade de 18 a 65 anos, estar com peso acima de 50 kg, não tomar remédio controlado, não ter ingerido bebida alcoólica até 24 horas antes da doação e gozar de boa saúde. Todo o material coletado passa por exames de Sífilis, HIV, hepatite B e C, entre outros que garantam a qualidade do sangue coletado. Na doação de sangue convencional se coleta de 400 a 450 ml de sangue de acordo com sexo e peso. Esta doação gerará de 3 a 4 hemocomponentes, o que representa um concentrado de glóbulos vermelhos, um concentrado de plaquetas, um concentrado de plasma ou um concentrado de crioprecipitado, que poderão ser utilizados por até 4 pacientes no hospital.

Os glóbulos vermelhos são responsáveis por carregar oxigênio a todas as partes do nosso organismo; as plaquetas têm função na coagulação e são utilizadas para evitar ou interromper sangramentos; o plasma é composto por água e várias proteínas, entre elas os fatores de coagulação; o crioprecipitado é um sub-produto do plasma contendo grande concentração de alguns dos fatores da coagulação.

Atendimento - O Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa é referência na Paraíba no atendimento de casos de alta complexidade. Trabalhando em regime de plantão de 24 horas, a unidade de saúde possui uma equipe formada por 150 profissionais em cada turno de plantão. A cada 12 horas, se reversa um grupo de 42 médicos de várias especialidades. Com todo esse aparato clínico, o Trauma se transformou na porta de entrada para os pacientes de todos os municípios paraibanos. A comprovação do trabalho realizado na unidade é demonstrada nos números. De primeiro de janeiro até o dia 12 de outubro desde ano, só no setor de emergência, o HT atendeu 46.459. Os números detalham que neste período foram 921 acidentes de automóvel, 3.760 acidentes de motos, 719 vítimas de arma de fogo e quase 500 casos de arma branca, ocorrências que sempre há a necessidade de consumo de sangue nos procedimentos realizados.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Anunciada a atualização da portaria contendo novo protocolo clínico para Hepatite B.

Presidente do Grupo Esperança Santos - SP. - e representante das OSC nacionais de hepatites, integrando o Comitê Técnico Assessor do MS para Hepatites Virais, Jeová Pessin Fragoso traça um balanço dos obstáculos e da conquista do movimento social e seus aliados ao obterem finalmente a atualização do protocolo de tratamento para a hepatite B, que há sete anos não sofria adequação.

http://www.grupoesperanca.org.br/ grupoesperanca@hotmail.com


Prezados Parceiros e Colaboradores

Após uma ansiosa espera, tivemos no dia de hoje, anunciada oficialmente, a atualização da Portaria que preconiza os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para Hepatite B e suas Co-Infecções. Como integrante do Comitê Técnico Assessor do MS para Hepatites Virais, sentimos que nossa tarefa é finalizada em momento eminente de enfrentamento da enfermidade, e como integrante das OSCs voltadas para as Hepatites Virais e Doenças do Fígado, percebemos como foi válida nossa intercedência na busca de uma assistência mais adequada e atual para a população envolta com essa séria questão de saúde pública, entre elas, a solicitação de audiência com o Sr. Ministro (em 21/08), exatamente para a tratativa da atualização da Portaria em questão, e com a subscrição de quase a totalidade das entidades do país.
Teremos uma cerimônia, para a qual estamos sendo convidados, e que contempla a representação das OSCs, além da titular e suplente do Comitê, de todas as 5 macro-regiões do país:
- A assinatura do Sr. Ministro José Gomes Temporão ocorrerá no próximo dia 27/10 às 10h30, em Brasília, em momento que antecede a abertura do I Encontro Nacional de Coordenadores de Hepatites Virais.
Independente para o momento, da analise técnico-científica dos esquemas terapêuticos a serem utilizados na nova Portaria, que poderão e deverão ser paulatinamente adequados, em periodos certamente mais curtos (essa decorreu 7 anos), temos a certeza que esse momento, com a inclusão dos medicamentos com eficácia superior amplamente comprovada, traduzirá um imenso ganho para a promoção da saúde dos portadores da Hepatite B.
Agradecemos e parabenizamos à todos envolvidos nesse processo de atualização, sejam gestores, técnicos, parlamentares, funcionários da saúde, e em especial aos portadores de Hepatites Virais e Doenças do Fígado e aos que outorgaram como seus representantes.

Jeová Pessin Fragoso Pela Diretoria e Corpo de Voluntários

sábado, 12 de setembro de 2009

Bulas terão letras maiores e serão específicas para pacientes e profissionais da saúde

Saúde // Norma
Bulas terão letras maiores e serão específicas para pacientes e profissionais da saúde
Publicado em 09.09.2009, às 18h53
A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da União determina que todos os medicamentos deverão ter duas versões da bula, uma para o paciente e outra para os profissionais da saúde. A nova norma também determina o aumento do tamanho da letra e obriga os laboratórios a oferecerem modelos de bula para deficientes visuais.“A bula do paciente terá uma linguagem mais didática”, afirmou Tatiana Lowande, gerente-geral de Medicamentos da Anvisa. As bulas também estarão disponíveis na internet, no bulário eletrônico da Anvisa.

O subgerente de uma farmácia, em Brasília, Leonardo da Costa Romualdo, disse que, eventualmente, recebe reclamações de consumidores que não entendem a bula. “Acontece, em especial, porque a bula vem em uma linguagem técnica. Facilitaria também aumentar o tamanho”, afirmou. A enfermeira aposentada, Maria das Graças Carvalho Pereira também considera positiva a a decisão da Anvisa em aumentar o tamanho da letra na bula.“Acho que as letras tem que ser maiores, e a linguagem mais simples”, disse.

De acordo com a resoluçao da Anvisa, a bula será organizada na forma de perguntas e respostas, explicando a função terapêutica do medicamento, quando não deve ser usado e o que fazer em caso de super-dosagem, por exemplo. Ela ainda deverá conter o alerta para atletas quanto à potencialidade em causar doping e expor de forma mais clara a idade mínima para o seu uso. A resolução determina ainda o tamanho mínimo obrigatório da letra das bulas (fonte Times New Roman com tamanho mínimo de 10 pontos).

Os pacientes com deficiência visual poderão solicitar ao serviço de atendimento ao cliente (SAC), do laboratório farmacêutico, a bula em formato especial, impressas em braile ou em formato digital, por exemplo. Os fabricantes terão dez dias após a solicitação para enviá-las gratuitamente.

Os fabricantes terão 180 dias, a partir de hoje, para enviar os novos modelos de bula para a Anvisa e, depois da aprovação, mais 90 dias para disponibilizar os medicamentos com as novas bulas.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirdeu Raposo, com exceção dos genéricos e similares, que devem adotar o modelo do medicamento de referência (podendo diferir quanto a informações específicas dos produtos, como composição e prazo de validade, por exemplo), todos os medicamentos terão que conter na sua embalagem o novo modelo de bula.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Bom humor para abordar um tema sério!

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE Editoria: CIDADES 09/SETEMBRO/09

Radionovela feita por alunos do ensino médio do Centro Educacional 03, do Guará II, ganha espaço e é veiculada pela Rádio Justiça, emissora vencedora de uma premiação internacional promovida pelo Unicef

Mara Puljiz


As eleições presidenciais se aproximam e não é só gente grande que se preocupa com eventuais maus políticos candidatos a uma vaga no Congresso Nacional. Cansado do famoso "eu prometo", um grupo de 20 alunos do Centro Educacional 03 do Guará II resolveu protestar. Em uma radionovela (1)chamada Fubasada da Guariroba, eles denunciam de modo sarcástico as mazelas do poder público e questionam a garantia de direitos humanos em relação à saúde, à educação, ao esporte e ao lazer. O produto é uma das peças escolhidas pela Rádio Justiça, vencedora do prêmio International Children's Day of Broadcasting - ICDB (Dia Internacional da Criança na Mídia), promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef). A premiação será em novembro, em Nova York (EUA).


Mais de 200 gravações de jovens da rede pública de ensino que cumprem medida socioeducativa nos centros de internação do DF foram selecionadas. Entre elas havia poesias, músicas e radiojornais elaborados dentro do tema Unidos pela infância: em sintonia com as crianças. Toda a produção foi coordenada e veiculada pela Rádio Justiça em março deste ano, com enfoque voltado para o exercício da cidadania e garantia dos direitos fundamentais do ser humano. A radionovela produzida pelos alunos do CED 03 - local também conhecido como "Centrão"- relata a trajetória de Romildo Dantas, um político que vence as eleições na cidade de Guariroba com falsas promessas de campanha. Depois que ele cumpre quatro anos de mandato, a população, encarada como "fubasada", ou ralé, se revolta com as mentiras e o faz perder as eleições seguintes.


Toda gravação foi feita de modo descontraído, mas, para produzir a radionovela, os jovens tiveram de se esforçar. Foram dois bimestres entre produção de texto e gravação do programa em um estúdio de rádio cedido por uma faculdade particular. "A gente não sabia direito como fazer, mas depois passamos a gostar da ideia e foi tudo muito divertido", disse o estudante do 2º ano do ensino médio Sebastião da Silva Júnior, de 16 anos. Ele e a colega de sala Jussara Siqueira, da mesma idade, foram os roteiristas do programa destinado a fazer uma crítica aos políticos corruptos que desviam dinheiro público em benefício próprio, em vez de investir em uma educação de qualidade, saúde e lazer para a comunidade.


Uma das características a destacar esse trabalho na seleção final foi justamente a abordagem da corrupção. "Acho que conseguimos plantar a consciência política aqui na escola", acredita Sebastião. "Usamos uma linguagem do povão para não ficar aquela coisa formal e chata de se ouvir", resumiu a colega Carolina Carvalho Rodrigues, 16 anos. Para Cândida Vieira, professora de múltiplas linguagens e coordenadora do projeto na escola, a proposta era retratar o respeito ou desrespeito aos direitos humanos. Em foco, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento das Nações Unidas que completou 60 anos em 2008. A partir disso, os estudantes fizeram os trabalhos com base nos artigos previstos na lei. "Eles passaram a observar que, embora exista a Declaração dos Direitos Humanos, ela nem sempre é respeitada. A gente fica muito feliz quando um trabalho desta natureza extrapola os muros da escola", destacou Cândida.


Conscientização


Segundo a coordenadora da Rádio Justiça, Madeleine Lacsko, abordagens com esse viés são fundamentais para fomentar debates sobre os problemas da população, de modo geral. "A mídia pública tem obrigação de abrir espaço para os jovens. Fiquei muito impressionada com as ideias que eles tinham e achei que os trabalhos superaram as expectativas", avaliou. Madeleine irá receber o prêmio pela Rádio Justiça em novembro, durante cerimônia na sede das Nações Unidas, em Nova York. A emissora ganhou o prêmio regional e foi escolhida pelo Unicef como a que tinha a melhor programação entre as da América Latina e Caribe em 1º de março deste ano, quando foi comemorado o Dia Internacional da Criança na Mídia. "Achei que nossa programação era boa, mas não esperávamos ganhar porque concorremos com todas as rádios educativas do continente. Foi uma surpresa", admitiu Madeleine.
Waldir Pedrosa Amorim

sábado, 29 de agosto de 2009

Importante comunicado da Sociedade Brasileira de Hepatologia. Por por iniciativa pessoal repasso ao movimento social de hepatites.


Sociedade Brasileira de Hepatologia

Comunicado aos sócios

COMUNICAÇÃO

Vimos, através deste, comunicar que a SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA se fez representar conjuntamente com o Comitê Intersetorial de Enfrentamento às Hepatites do Estado do Rio Grande do Sul, em audiência com o Excelentíssimo Ministro da Saúde, obtendo do mesmo a promessa da publicação da nova Portaria relativa à dispensação de medicamentos para o tratamento da Hepatite B antes da realização do XX Congresso Brasileiro de Hepatologia. Esta será uma conquista da integração de ações entre Gestores, Sociedade Científica e de todos os demais segmentos que, irmanados, envolveram-se na luta para superar o constante desafio das hepatites virais.

A Diretoria

sexta-feira, 8 de maio de 2009

GRIPE BRANDA...

Por Rui Martins

Leia a matéria na Fonte: http://www.diretodaredacao.com/

Berna (Suiça) - Será que sou o único tonto do planeta ?
Por favor leitores, pode ser que as artérias entupiram e começo a falar besteira. Neste caso, me avisem para eu praticar minha eutanásia.
Vejam bem, na semana passada estive em Genebra fazendo uma reportagem sobre a malária. Durante mais de 40 anos, os laboratórios farmacêuticos se negaram a fabricar um produto derivado de uma planta chinesa, da família das artemísias, porque os beneficiários desse remédio, principalmente os africanos e alguns países asiáticos, não tinham poder de compra.
E, enquanto isso, um milhão de africanos por ano, a maioria crianças, continua morrendo.
Agora algumas fundações de trilionários mais um imposto por passageiro de avião, criado pelo ex-presidente francês Chirac e o nosso Lula, permitem o financiamento da compra e distribuição em massa desse remédio, coisa de 250 milhões de doses para começar, e os africanos vão poder se curar da malária porque os laboratórios decidiram fabricar.
Dizem mesmo que, em algumas décadas, a malária poderá ser erradicada porque diminuindo o número de infectados os mosquitos vetores continuarão picando as pessoas mas sem transmitir o parasita.
Perceberam ? Os laboratórios farmacêuticos podem ter o remédio mas só comercializam se houver um bom mercado, que garanta um bom rendimento.
Um milhão de mortos por ano, na África. Ou será que quando se tem a pele preta se vale menos ? Pode ser isso também.
Ora, no último telejornal que vi, aparecia um mapa da Europa cobrindo toda a tela e os números 1, 3, 2, 4, 2, 2, 1 espalhados em cima dos países da União Européia. Sabem o que eram esses números ? O de mortos com a atual gripe A, ou suína ou mexicana.
Será que estou dizendo besteira ? A OMS colocou a gripe A no nível 5, os jornais e tevê só falam nisso, e talvez aqui se possa usar o linguajar da Folha de São Paulo, aqui sim talvez se possa falar em gripebranda. A histeria levou o governo egípcio, que não come porco, a mandar exterminar 250 mil porcos, deixando os coptas cristãos sem ter o que comer.
Mas, na minha santa ignorância, pergunto – por que a malária na África não foi nunca colocada no nível 6, mesmo se ela mata um milhão por ano e se pode pegar malária até no avião ? Por que, ao contrário do que ocorreu com as granjas de frangos de rendimento intensivo em Hong-Kong e China, quase nada se fala ou se mostra das criações mexicanas intensivas de porcos onde surgiu o virus da gripe suína? E quanto os países estão gastando com o Tamiflu da Roche ?
E se essa gripe suína for tão forte como aquela que peguei no ano passado e que só mata mesmo desnutrido ?
Será que o tonto sou eu ou somos todos nós ?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Beto Volpe leva experiência pessoal e luta pela qualidade de vida a audiência pública do STF




04/05/2009 - 16h30



O ativista Beto Volpe, do Grupo Hipupiara de São Vicente foi destaque na audiência pública que o Supremo Tribunal Federal realizou na manhã de hoje, 04 de maio, em Brasília.

Volpe foi um dos nove palestrantes convidado pelo STF para debater o direito a saúde. Esta foi a segunda rodada de audiências, que se iniciou na semana passada e que ao todo reuniram 25 especialistas para debates entre outros pontos registro de medicamentos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), protocolos e diretrizes terapêuticas, e também de políticas públicas e assistência farmacêutica.

O Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, abriu a sessão destacando que o objetivo destes encontros é ouvir o depoimento de pessoas com experiência e autoridade em matéria do Sistema Único de Saúde (SUS) e que os debates deverão esclarecer questões técnicas científicas, administrativas, políticas, econômicas e jurídicas relativas às ações de prestação de saúde do SUS.

Após a fala do presidente da ANVISA, Dirceu Raposo e do representante do Conselho Federal de Medicina, Geraldo Guedes a palavra foi passada a Beto Volpe apresentado como fundador do grupo Hipupiara e membro da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids.


Volpe quebrou a linha tecnicista que vinha sendo desenvolvida ao iniciar seu depoimento se revelando portador do HIV há 20 anos e as dificuldades que tem passado em decorrer desta situação como a necessidade de 15 intervenções cirúrgicas e o surgimento de cânceres ao longo do tempo.


O plenário ouviu atento às intervenções do ativista que defendeu a integralidade absoluta do SUS como conceito basilar para se salvar vidas. Para ilustrar, contou sua própria experiência em recorrer duas vezes ao Judiciário para obter medicamentos que garantiram a continuidade de sua vida.


Volpe apresentou duas propostas ao STF. A primeira quer garantir aos pacientes que fazem parte de pesquisas, a garantia de continuidade do fornecimento dos medicamentos. Citou exemplos de laboratórios farmacêuticos que impedem a continuidade de tratamento após o final das pesquisas obrigando os pacientes a recorrerem ao Judiciário.


A segunda tese apresentada quer garantir aos pacientes o acesso a medicamentos não licitados e não previstos na lista do SUS, desde que tenham certificação internacional. Para isto sugere que se criem, a exemplo do que já ocorre no estado de São Paulo, um GT que avalie administrativamente os pedidos de medicamento sem a necessidade de intervenção judicial e de custas elevadas ao Estado.


Por fim, citou exemplos de outras patologias que necessitam igualmente de atenção como as hepatites virais, “onde muitas vezes o Judiciário é a única alternativa para acesso a medicamentos”, a tuberculose e a sífilis congênita. Segundo ele, atualmente nove milhões de pessoas recebem medicamentos excepcionais e que se utilizado o conceito de “financeiramente possível” defendido pelo presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS), Osmar Terra, acontecerá um “genocídio em massa” dos pacientes e os gestores e os poderes de decisão terão responsabilidade.

Papel da Anvisa

O papel da ANVISA- Agencia de Nacional de Vigilância Sanitária neste processo foi um dos pontos de maior discussão na audiência publica. O diretor-presidente da ANVISA, Dirceu Raposo de Mello, explicou os critérios para que um medicamento cumpra o regulamentado pela Lei 6.360/76 e que nenhum dos produtos de que trata a lei, inclusive importados, poderá ser industrializado, posto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado no Ministério da Saúde que analisa critérios de segurança eficácia e qualidade farmacotécnica.

Explicou que a entrada de novos medicamentos no mercado é cada vez mais rápida. Segundo a OMS, mais de 50% dos avanços tecnológicos atuais não existiam há dez anos.


A necessidade de atualização periódica dos protocolos de tratamento foi defendida pela procuradora do Rio Grande do Sul, Janaina Gonçalves. O estado ocupa hoje 41% do seu orçamento com política de assistência farmacêutica sendo que o crescimento de ações judiciais cresceu quase 20% entre 2007 e 2008. Segundo ela, foram identificados casos no estado de grupos de pacientes que participaram de pesquisas desenvolvidas por laboratórios e que após o termino da mesa tiveram que acionar o estado para garantir a continuidade do tratamento. Em alguns casos o estado tem conseguido responsabilizar os laboratórios chamando-os a discussão judicial sobre a responsabilidade sobre a saúde dos participantes das pesquisas.


O Representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Picon propôs a construção de uma nova forma de avaliação criteriosa de medicamentos e tratamentos, com a criação de centros de medicinas regionais que aplicariam a chamada “medicina baseada em evidência”. Segundo ele, esses centros, que já estão em funcionamento no Rio Grande do Sul, funcionariam com a presença de um fórum deliberativo composto pelas várias instâncias representativas da sociedade civil organizada, dos usuários, do governo, das áreas da Justiça, entre outros.


O coordenador da Comissão de Incorporação de Tecnologia do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch Pessanha Henrique, que assumiu o cargo em novembro do ano passado, destacou que o principal desafio “desta instancia é modificar” o enfoque tradicional na adoção de novas tecnologias”.

Segundo ele, 86% das propostas de incorporação de tecnologias submetidas ao Ministério da Saúde, entre 2006 e 2008, são oriundas de indústrias farmacêuticas. Destacando a necessidade de se subordinar a análise desses produtos ao interesse público através da participação de outros segmentos nesta discussão.



Liandro Lindner Especial para a Agência de Notícias da Aids

Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=12087

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ministério da Saúde divulga lista de hospitais brasileiros de referência para encaminhamento de casos suspeitos de gripe suína

Hospitais de referência para pandemia de influenza:

UF
Município
Unidade
Endereço
Telefone



AC
Rio Branco
Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco
consultar SES
consultar SES
AL
Maceió
Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes
consultar SES
consultar SES
AM
Manaus
Fundação de Medicina Tropical
Av, Pedro Teixeira nº 25 Bairro D. Pedro
(91) 3238- 1146
AP
Macapá
Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima
consultar SES
3212-6120/6242/6240/6127
BA
Salvador
Hospital Otávio Mangabeira
Praça Conselheiro João Alfredo - S/Nº - Bairro Pau Miúdo
(71) 3256-1914/ 3386-4122
CE
Fortaleza
Hospital Universitário Walter Cantídio - UFCE
Rua Capitão Francisco Pedro, 1290 - Bairro Rodolfo Teófilo
(85) 3366-8110
CE
Fortaleza
Hospital São José de Doenças Infecciosas
Rua Nestor Barbosa, 315 - Bairro Parquelândia
(85) 3101-2352
DF
Brasília
Hospital Regional da Asa Norte
SMHN Quadra 101 - Asa Norte (HRAN) - 70710-905- Brasília/DF
(61) 3325-4313/ 3328-5351
ES
Vitória
Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes - UFES
Avenida Marechal Campos, 1355 - Santos Dumont
(27) 3335-7101/ 7108/ 7105/ 7110/ 7100
GO
Goiânia
Hospital de Doenças Tropicais
Av. Contorno S/Nº - Jardim Bela Vista
(62) 3524-3111/ 3249-3022
GO
Goiânia
Hospital Materno Infantil
Rua R-7 esquina com a Av. Perimetral, S/Nº - Setor Oeste
(62) 3291-4900
MA
São Luiz
Hospital Universitário - UFMA
consultar SES
consultar SES
MG
Belo Horizonte
Hospital das Clínicas - UFMG
Universidade Federal de Belo Horizonte - Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia
(31) 3248-9300
MS
Campo Grande
Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande
Rua Eduardo Santos Pereira, nº 88 - Centro
(67) 3322-4001/ 4002 (fax)
MT
Cuiabá
Pronto Socorro Municipal de Cuiabá
Rua General Vale, n° 192, Bairro Bandeirantes
(65) 3051-9402/ 9404/ 9416/ 3617-1374/ 3051
PA
Belém
Hospital Universitário João de Barros Barreto - UFPA
Rua dos Mundurucus, nº4487, Bairro do Guamá.
(91) 3201-6699/ 3201-6600
PB
João Pessoa
Hospital Universitário Lauro Wanderley
Campus Universitário - I João Pessoa
(83) 3216-7022
PE
Recife
Hospital de Clínicas - UFPE
consultar SES
consultar SES
PE
Recife
Instituto Materno Infantil de Pernambuco - AMIP(OBS2)
Rua dos Coelhos n. 300, Boa Vista
(81) 2122-4163
PI
Teresina
Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela
Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos, 151
3221-3413
PR*
Curitiba
Hospital de Clínicas - UFPR
Rua General Carneiro, n° 181; Centro
(41) 3360-1805/ 1800
PR*
Londrina
Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná daUniversidade Estadual de Londrina
Av. Robert Koch, n° 60
(43) 3371-2229
PR*
Foz do Iguaçu
Hospital Ministro Costa Cavalcanti
Av. Gramado, n°580 - Vila A
(45) 3576-8082/ 8060/ 8000
PR*
Curitiba
Hospital de Trabalhador - Secretaria de Estado da Saúde doParaná
Av. República Argentina, n°4406, Bairo Novo Mundo
(41) 3212-5709/ 5710
RJ
Rio de Janeiro
HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho
Av. Brigadeiro Trompovsky, s/n° - prédio HUCFF - Ilha do Fundão
(21) 2299-8249 / 2562-2562
RJ
Rio de Janeiro
IPEC - Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas
Av. Brasil, 47365 - Manguinhos CEP: 21.040-370
(21) 9967-1880 / 3865-9544 / 3865-8522
RN
Natal
Hospital Gizelda Trigueiro
Rua Conego Monte - S/N Quintas
(84) 3232-7900/ 7907/ 7909
RO
Porto Velho
Centro de Medicina Tropical de Rondônia - CEMETRON
Avenida Guaporé, 415 Bairro Lagoa
(69) 3216-2201/ 2202
RR
Boa Vista
Hospital Geral de Roraima
Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, S/N, Novo Planalto
(95) 3623-2024/ 2062/ 7370
RS
Pelotas
Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas
Rua Professor Araújo, 33 - Bairro Centro
(53) 3284-4902/ 4900
RS
Porto Alegre
Hospital Nossa Senhora da Conceição / GHC
Rua Domingos Rubro, n°20 - Bairro Cristo Redentor - Hospital Cristo Redentor, 3°andar
(51) 3357-4350/ 2000 / 3325-0580
RS
Porto Alegre
Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA - UFRGS
Rua Ramiro Barcelos, 2350
(51) 2101-8135
RS
Santa Maria
Hospital Universitário de Santa Maria
Av. Roraima, Prédio 22, Campus UFSM Bairro Camobi
(55) 3220-8500 / 3220-8005
RS
Caxias do Sul
Hospital Geral de Caxias do Sul
Av. Professor Antonio Vignoli, 255 Bairro Petrópolis
(54) 3218-7257/ 7322/ 7200
RS
Passo Fundo
Associação Hospitalar Beneficente São Vicente de Paulo
Rua Teixeira Soarez 808, Bairro Centro
(54) 3316-4045/ 4015/ 4000
RS
Uruguaiana
Hospital Santa Casa de Uruguaiana
Rua Domingos de Almeida, 3801 - Bairro São Miguel
(55) 3411-035 / 3412/5588
RS
Rio Grande
Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande
Rua General Osorio 625 - Bairro Centro
(53) 3233-7111 / 3232-1643
SC
Florianópolis
Hospital Nereu Ramos
Rua Rui Barbosa s/n Bairro Agronomica
(48) 3216-9365
SC
Florianópolis
Hospital Infantil Joana de Gusmão
Rua Rui Barbosa, 152 /Bairro Agronomica
(48) 3251-9000
SC
Chapecó
Hospital Regional Lenoir Vargas Ferreira
Rua Florianópolis, 1448 E / Bairro Esplanada
(49) 3321-6500
SE
Sergipe
Hospital de Urgência de Sergipe Governador João AlvesFilho
Av, Tancredo Neves s/n, Aracaju/SE
(79) 3216-2600
SP
Campinas
HC Unicamp
Rua Vital Brasil, 251 - Barão Geraldo
(19) 3216-2600
SP
Ribeirão Preto
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de RibeirãoPreto - USP
Av. Bandeirantes, 3900 - Campus Universitário - Monte Alegre
(16) 3602-1000
SP
São José do Rio Preto
Hospital de Base / Fundação Faculdade de Medicina de SãoJosé do Rio Preto
Av. Brigadeiro Faria Lima, 5544 - V. São Pedro
(17) 3201-5000
SP
São Paulo
Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (Butantã)
Av. Prof. Lineu Prestes, 2565 - Butantã
(11) 3069-6405
SP
São Paulo
Hospital São Paulo - UNIFESP
R. Napoleão de Barros, 715 - V. Clementino
(11) 5576-4000
SP
São Paulo
Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina de São Paulo -HCFMSP - Fundação Faculdade de Medicina
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 - Cerqueira César
(11) 3069-6405
SP
São Paulo
Hospital de Infectologia Emilio Ribas
Av. Dr. Arnaldo, 165 - Cerqueira César
(11) 3896-1200
SP
Bauru
Hospital Estadual de Bauru
Av. Eng. Luís Edmundo Carrijo Coube, 1-100 - Núcleo Presidente Geisel
(14) 3103-7777
SP
Santos
Hospital Guilherme Álvaro - Santos
Rua Oswaldo Cruz, 197 - Boqueirão
(13) 3202-1313
TO
Palmas
Hospital Geral de Palmas Dr. Francisco Aires
201 Sul Av. NS-01 Conj. 02 Lt. 01 Centro Palmas
(63) 3218-7815

A gripe suína e o monstruoso poder da indústria pecuária por Mike Davis

Em 1965, havia nos EUA 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações. Isso significou passar das antiquadas pocilgas a gigantescos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patógenos à velocidade de um raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais com sistemas imunológicos debilitados.
Cientistas advertem sobre o perigo das granjas industriais: a contínua circulação de vírus nestes ambientes aumenta as oportunidades de aparição de novos vírus mais eficientes na transmissão entre humanos.
A análise é de Mike Davis.
Data: 28/04/2009

A gripe suína mexicana, uma quimera genética provavelmente concebida na lama fecal de um criadouro industrial, ameaça subitamente o mundo inteiro com uma febre. Os brotos na América do Norte revelam uma infecção que está viajando já em maior velocidade do que aquela que viajou a última cepa pandêmica oficial, a gripe de Hong Kong, em 1968.
Roubando o protagonismo de nosso último assassino oficial, o vírus H5N1, este vírus suíno representa uma ameaça de magnitude desconhecida. Parece menos letal que o SARS (Síndrome Respiratória Aguda, na sigla em inglês) em 2003, mas como gripe, poderia resultar mais duradoura que a SARS. Dado que as domesticadas gripes estacionais de tipo “A” matam nada menos do que um milhão de pessoas ao ano, mesmo um modesto incremento de virulência, poderia produzir uma carnificina equivalente a uma guerra importante.
Uma de suas primeiras vítimas foi a fé consoladora, predicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na possibilidade de conter as pandemias com respostas imediatas das burocracias sanitárias e independentemente da qualidade da saúde pública local. Desde as primeiras mortes causadas pelo H5N1 em 1997, em Hong Kong, a OMS, com o apoio da maioria das administrações nacionais de saúde, promoveu uma estratégia centrada na identificação e isolamento de uma cepa pandêmica em seu raio local de eclosão, seguida de uma massiva administração de antivirais e, se disponíveis, vacinas para a população.
Uma legião de céticos criticou esse enfoque de contrainsurgência viral, assinalando que os micróbios podem agora voar ao redor do mundo – quase literalmente no caso da gripe aviária – muito mais rapidamente do que a OMS ou os funcionários locais podem reagir ao foco inicial. Esses especialistas observaram também o caráter primitivo, e às vezes inexistente, da vigilância da interface entre as enfermidades humanas e as animais. Mas o mito de uma intervenção audaciosa, preventiva (e barata) contra a gripe aviária resultou valiosíssimo para a causa dos países ricos que, como os Estados Unidos e a Inglaterra, preferem investir em suas próprias linhas Maginot biológicas, ao invés de incrementar drasticamente a ajuda às frentes epidêmicas avançadas de ultra mar. Tampouco teve preço esse mito para as grandes transnacionais farmacêuticas, envolvidas em uma guerra sem quartel com as exigências dos países em desenvolvimento empenhados em exigir a produção pública de antivirais genéricos fundamentais como o Tamiflu, patenteado pela Roche.
A versão da OMS e dos centros de controle de enfermidades, que já trabalha com a hipótese de uma pandemia, sem maior necessidade novos investimentos massivos em vigilância sanitária, infraestrutura científica e reguladora, saúde pública básica e acesso global a medicamentos vitais, será agora decisivamente posta a prova pela gripe suída e talvez averigüemos que pertence à mesma categoria de gestão de risco que os títulos e obrigações de Madoff. Não é tão difícil que fracasse o sistema de alertas levando em conta que ele simplesmente não existe. Nem sequer na América do Norte e na União Européia.
Não chega a ser surpreendente que o México careça tanto de capacidade como de vontade política para administrar enfermidades avícolas ou pecuárias, pois a situação só é um pouco melhor ao norte da fronteira, onde a vigilância se desfaz em um infeliz mosaico de jurisdições estatais e as grandes empresas pecuárias enfrentam as regras sanitárias com o mesmo desprezo com que tratam aos trabalhadores e aos animais.
Analogamente, uma década inteira de advertências dos cientistas fracassou em garantir transferências de sofisticadas tecnologias virais experimentais aos países situados nas rotas pandêmicas mais prováveis. O México conta com especialistas sanitários de reputação mundial, mas tem que enviar as amostras a um laboratório de Winnipeg para decifrar o genoma do vírus. Assim se perdeu toda uma semana.
Mas ninguém ficou menos alerta que as autoridades de controle de enfermidades em Atlanta. Segundo o Washington Post, o CDC (Centro de Controle de Doenças) só percebeu o problema seis dias depois de o México ter começado a impor medidas de urgência. Não há desculpas para justificar esse atraso. O paradoxal desta gripe suína é que, mesmo que totalmente inesperada, tenha sido prognosticada com grande precisão. Há seis anos, a revista Science publicou um artigo importante mostrando que “após anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte tinha dado um salto evolutivo vertiginoso”.
Desde sua identificação durante a Grande Depressão, o vírus H1N1 da gripe suína só havia experimentado uma ligeira mudança de seu genoma original. Em 1998, uma variedade muito patógena começou a dizimar porcas em uma granja da Carolina do Norte, e começaram a surgir novas e mais virulentas versões ano após ano, incluindo uma variante do H1N1 que continha os genes do H3N2 (causador da outra gripe de tipo A com capacidade de contágio entre humanos).
Os cientistas entrevistados pela Science mostravam-se preocupados com a possibilidade de que um desses híbridos pudesse se transformar em um vírus de gripe humana – acredita-se que as pandemias de 1957 e de 1968 foram causadas por uma mistura de genes aviários e humanos forjada no interior de organismos de porcos – e defendiam a criação urgente de um sistema oficial de vigilância para a gripe suína: advertência, cabe dizer, que encontrou ouvidos surdos em Washington, que achava mais importante então despejar bilhões de dólares no sumidouro das fantasias bioterroristas.
O que provocou tal aceleração na evolução da gripe suína: Há muito que os estudiosos dos vírus estão convencidos que o sistema de agricultura intensiva da China meridional é o principal vetor da mutação gripal: tanto da “deriva” estacional como do episódico intercâmbio genômico. Mas a industrialização empresarial da produção pecuária rompeu o monopólio natural da China na evolução da gripe. O setor pecuário transformou-se nas últimas décadas em algo que se parece mais com a indústria petroquímica do que com a feliz granja familiar pintada nos livros escolares.
Em 1965, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações. Isso significou passar das antiquadas pocilgas a gigantescos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patógenos à velocidade de um raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais com sistemas imunológicos muito debilitados.
No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um informe sobre a “produção animal em granjas industriais”, onde se destacava o agudo perigo de que “a contínua circulação de vírus (...) característica de enormes aviários ou rebanhos aumentasse as oportunidades de aparição de novos vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”. A comissão alertou também que o uso promíscuo de antibióticos nas criações de suínos – mais barato que em ambientes humanos – estava propiciando o surgimento de infecções de estafilococos resistentes, enquanto que os resíduos dessas criações geravam cepas de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou um bilhão de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores).
Qualquer melhora na ecologia deste novo agente patógeno teria que enfrentar-se com o monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e pecuários, como Smithfield Farms (suíno e gado) e Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática de suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas algumas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento de pesquisadores que cooperaram com a investigação.
Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como a gigante avícola Charoen Pokphand, sediada em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre seu papel na propagação da gripe aviária no sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do vírus da gripe suína bata de frente contra a pétrea muralha da indústria do porco.
Isso não quer dizer que nunca será encontrada uma acusadora pistola fumegante: já corre o rumor na imprensa mexicana de um epicentro da gripe situado em torno de uma gigantesca filial da Smithfield no estado de Vera Cruz. Mas o mais importante – sobretudo pela persistente ameaça do vírus H5N1 – é a floresta, não as árvores: a fracassada estratégia antipandêmica da OMS, a progressiva deterioração da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industrializada e ecologicamente bagunçada.

Mike Davis é professor no departamento de História da Universidade da Califórnia (UCI), em Irvine, e um especialista nas relações entre urbanismo e meio ambiente. Ex-caminhoneiro, ex-açogueiro e ex-militante estudantil, Davis é colaborador das revistas New Left Review e The Nation, e autor de vários livros, entre eles Ecologia do Medo, Holocaustos coloniais, O monstro bate a nossa porta (editora Record), e Cidade de quartzo: escavando o futuro em Los Angeles (Boitempo) Também é membro do Conselho Editorial de Sin Permiso.
Fontes:
Carta maior - Matéria da Editoria: Meio Ambiente29/04/2009
Tradução: Katarina Peixoto

Artigo publicado originalmente no The Guardian (27/04/2009).
Publicado também, em espanhol, no Sin Permiso.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Defensor público oferece soluções para o cumprimento das sentenças favoráveis aos pacientes do SUS.

Notícias STF Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Divulgada pelo Grupo de apoio a Portadores de Hepatites Unidos Venceremos

O representante da Defensoria Pública-Geral da União, André da Silva Ordacgy, sugeriu nesta terça-feira (28) formas de garantir a solidariedade jurídica e a reserva do possível financeiro para o estado quando a Justiça determina o pagamento de remédios ou tratamentos de alto custo não incluídos na lista do Sistema Único de Saúde.Ele sugeriu a existência de um sistema de compensação financeira para o ente da federação que arcar com o medicamento ou o tratamento, em relação aos demais entes – co-responsáveis pelo fornecimento.Ordacgy também citou o artigo 33 da Lei 8.080/90 (Lei do SUS), que prevê o Fundo Nacional da Saúde, administrado pelo Ministério da Saúde. “A verba pode ser deduzida daí, para efeito de posterior repasse”, opinou. Outra sugestão feita pelo defensor foi o controle informatizado da saída de medicamentos, para que o beneficiado não receba em duplicidade, cada vez de um dos entes federativos.Ao falar sobre a reserva do possível financeiro, ele comparou os gastos do SUS com medicamentos e tratamentos ordenados pela Justiça com os da propaganda governamental. Ordacgy citou que o jornal Valor Econômico estimou em R$ 48 milhões os gastos do governo federal em cumprimento das decisões judiciais na área de saúde pública em favor dos pacientes no ano passado. Segundo o palestrante, o gasto em propaganda foi de R$ 400 milhões no mesmo período, de acordo com o jornal O Globo.“Quando se pegam os dados financeiros se percebe que não há toda essa discrepância de valores, sem contar que nem tudo o que é destinado à saúde é efetivamente gasto, e uma parte retorna aos cofres públicos”, disse.Ainda entre as sugestões que ele fez está a de tentar conciliação do paciente com o Estado para evitar o ajuizamento de ações e obrigar a ampliação do leque de cobertura dos planos de saúde para evitar que quem tem plano recorra ao SUS para tratamentos não cobertos – geralmente os mais caros. Ele citou que a Argentina, por exemplo, já obrigou a hemodiálise como parte da oferta de tratamentos dos planos de saúde.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Entendendo as coisas. Regina Lancellotti - Secretária Geral do MBHV

O artigo do Ministro Temporão para a Folha de SP refere-se a audiência que irá discutir a legalidade e manutenção (ou não) das liminares via judicial para atender aos pedidos de medicamentos daqueles não contemplados pelos protocolos, o que tem tudo a ver conosco, e que pede a nossa atenção, posicionamento e manifestação. Discute-se a legalidade das liminares já que seu alto custo (a medicação fornecida por esta via não passa pelo pregão e tem que ser comprada pelo preço de mercado) é responsável pelo gasto de parte significativa do orçamento do SUS. Como o gasto total acaba sendo superior ao previsto nos orçamentos, este excedente acaba sendo tirado de outras pastas, de onde evidentemente, outros tantos usuários serão prejudicados. E isto vem inviabilizando e desestruturando o SUS. Tira-se o cobertor de uns para cobrir outros... O problema é que nem sempre os usuários realmente precisam dos medicamentos pedidos. Formaram-se verdadeiras industrias de liminares, onde o foco é a obtenção do lucro a qualquer preço, onde o usuário é somente uma moeda de troca, pouco importando as conseqüências para a sua saúde. Assim foi que o Senador Tião Vianna propôs seu projeto de lei pela "vedação ao ingresso, em juízo, para obter a medicação necessária à manutenção do direito natural à vida, quando requisitado por médico especializado e não disponibilizado pelo Estado", conforme nossa moção de repúdio (em anexo). Também não é só o CONASS que defende o fim das liminares. De outro lado os que vêm auferindo altos lucros com esta indústria ilícita lutam pela liberação total e irrestrita das liminares, de preferência sem nenhum controle, para poderem continuar saqueando impunemente os cofres da saúde. Nem oito, nem oitenta. Muitas das liminares são necessárias e é uma conquista da sociedade civil organizada pelo direito a vida. E estamos lutando em todo o Brasil para que aqueles que realmente precisam destas medicações tenham seu acesso a elas garantido, e para que sejam instaurados mecanismos de controle e fiscalização que coíbam as distorções e usos indevidos e ilegais desta via jurídica, assegurando financeiramente a continuidade do SUS. Em São Paulo, com a ajuda da sociedade civil na elaboração da ação, alguns gestores já estão desenvolvendo mecanismos de análise prévia das demandas por medicamentos, concedendo-os quando constatada a real necessidade e evitando assim que mais usuários caiam nas redes da indústria de liminares. Em todo o Brasil estão acontecendo manifestações e mobilizações pelas ações do STJ, pela Garantia ao Acesso Universal de Medicamentos e as Hepatites, até agora, nada. Este é o assunto a que se refere o artigo, e que pede o nosso posicionamento e atenção.

Regina Lancellotti
Secretária Geral Movimento Brasileiro de luta contra as Hepatites Virais MBHV

O SUS e o direito da coletividade - José Gomes Temporão.

Estamos certos de que o STF decidirá de modo ponderado e equilibrado. Pois o que está em jogo é a manutenção dos pilares conceituais do SUS
NESTA SEMANA , o Brasil galga importante degrau rumo ao aperfeiçoamento de sua democracia. O STF (Supremo Tribunal Federal) promove, em audiência pública, o encontro de conhecimentos e responsabilidades, de diferentes posições, a respeito dos diversos aspectos que estruturam o SUS (Sistema Único de Saúde), dimensionam a sua abrangência e qualificam a sua gestão.Os debates reúnem representantes dos setores diretamente envolvidos com a saúde pública brasileira. Com eles, a mais alta corte do país busca subsídios para definir como as demais instâncias do Judiciário devem se posicionar diante de uma avalanche de ações judiciais que pressionam o SUS a fornecer medicamentos e os mais variados tratamentos.
A discussão desse tema está diretamente relacionada à constitucionalização dos direitos individuais e sociais, uma vitória da democracia brasileira que precisamos garantir. Nosso sistema público de saúde tem a atribuição constitucional de oferecer a todos os brasileiros o acesso à saúde segundo um ideal de justiça social, baseado na universalidade, integralidade, resolubilidade e acessibilidade.
Único acesso aos serviços de saúde para 140 milhões de brasileiros (70% da população), o SUS tem uma produção anual de 2,3 bilhões de atendimentos ambulatoriais, 16 mil transplantes, 215 mil cirurgias cardíacas, 11,3 milhões de internações e 9 milhões de procedimentos de rádio e quimioterapia.
Na assistência farmacêutica, de 2002 até o ano passado, o orçamento do Ministério da Saúde quase triplicou, passando de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,4 bilhões. São oferecidos medicamentos para a atenção básica e programas estratégicos, nos quais estão incluídas doenças endêmicas e negligenciadas, como tuberculose, hanseníase, malária e Chagas, entre outras, e ainda medicamentos para doenças raras e de baixa prevalência que apresentam alto custo de tratamento, como hepatite C, doença de Gaucher, Alzheimer, Parkinson e insuficiência renal crônica. O Brasil é, também, o único país em desenvolvimento a garantir, gratuitamente, tratamento integral a portadores de HIV.
No entanto, os recursos financeiros destinados ao custeio e a novos investimentos do SUS são e sempre serão finitos, sobretudo se considerados os custos crescentes na área da saúde, relacionados à ampliação dos cuidados, ao envelhecimento populacional, às características próprias da atividade econômica do setor e à crescente incorporação de novas tecnologias.
Essa incorporação tem de ser considerada diante da necessidade de atender ao conjunto das doenças que mais acometem o brasileiro, em termos de ocorrência ou de gravidade. Ela se faz a partir da análise dos critérios de eficácia, efetividade e custo/ benefício e deve estar acompanhada de regras precisas quanto às circunstâncias e condições de indicação, forma de uso, critérios de acompanhamento e interrupção. Esses protocolos, com suas necessárias revisões periódicas, são -e, para o bem do futuro do SUS, devem continuar a ser- o norte dessa política.
Está nas mãos do Judiciário brasileiro a responsabilidade de julgar casos em que, muitas vezes, prescrições médicas privilegiam medicamentos extremamente caros em situações em que o SUS oferece remédios eficazes para o mesmo tipo de tratamento a custo muito mais compatível.
Impressiona e preocupa como a pressão por incorporação de procedimentos experimentais, produtos não registrados no país, tecnologias sem forte consenso entre especialistas, que envolvem milhares de desdobramentos judiciais, tem distorcido a imagem da gestão do SUS, incorretamente tratada como dificultadora do acesso a procedimentos e medicamentos. Transferir para o SUS a responsabilidade por atendimento feito fora de suas normas operacionais pode gerar consequências como desregulação do acesso assistencial, perda da integralidade e redução de controle e avaliação da atenção prestada.
Na verdade, devemos buscar um modelo em que o Estado, os médicos e as entidades que representam os pacientes possam juntos estabelecer critérios transparentes, baseados em protocolos e consensos terapêuticos, a custos que a sociedade brasileira possa suportar.
O objetivo dessa estratégia deverá estabelecer normas, mecanismos e instrumentos operacionais para proteger as pessoas e a coletividade, garantindo a integralidade assistencial com o melhor resultado, o menor risco e custos compatíveis.Estamos certos de que o STF, como de hábito, decidirá de modo ponderado e equilibrado. Pois o que está em jogo é a manutenção dos pilares conceituais do SUS.

JOSÉ GOMES TEMPORÃO , 57, é o ministro da Saúde. Médico, é mestre em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e doutor em medicina social pelo Instituto de Medicina Social da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Fonte: FOLHA DE S.PAULO - OPINIÃO São Paulo, domingo, 26 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Fórum Medicamentos Políticas Públicas e Judicialização da Saúde

O primeiro fórum após a realização da Audiência Pública convocada pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, dias 27 e 28 de abril.
A consciência de que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado tem levado milhares de pessoas a recorrerem à Justiça quando necessitam de um medicamento ou procedimento que não conseguem adquirir no Sistema Único de Saúde (SUS). A chamada judicialização da saúde, que começou a ocorrer há cerca de 20 anos com os medicamentos anti-retrovirais, se fortaleceu principalmente nos cinco últimos, tornando-se um tema cuja discussão é cada vez mais necessária.
Segundo dados do Ministério da Saúde, ações judiciais para a aquisição de medicamentos consumiram R$ 52 milhões do orçamento da saúde em 2008, o triplo do valor gasto em 2007. Em três anos, o aumento dos custos com a judicialização foi de quase 2.000%. Nesses valores não estão incluídos os gastos dos Estados. Em 2007, São Paulo despendeu cerca de R$ 25 milhões por mês para cumprir ordens judiciais determinando a distribuição de remédios que não constam na lista do SUS. No Rio Grande do Sul, foram outros R$ 6,5 milhões mensais e, em Minas Gerais, quase R$ 40 milhões gastos no ano com essas ações.
O Ministério da Saúde reafirma que, 60% dos pacientes que ingressam com ações poderiam ser tratados com remédios similares, disponíveis no SUS. Os outros 40% pedem drogas de última geração, algumas das quais não estão aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Na avaliação da pasta, muitos dos medicamentos requeridos por meio de ações judiciais agregam baixo ganho terapêutico em relação aos oferecidos pelo SUS.
Para “organizações não governamentais” que atuam nessa temática, no entanto, algumas dessas drogas representam a última alternativa para manter vivo um doente.
Para conter o avanço das ações judiciais, o governo federal aposta na aprovação de um projeto de lei (PL 219/2007) que tramita no Senado, de autoria do senador Tião Vianna (PT-AC), que estabelece que a oferta de medicamentos pelo SUS aconteça somente com base em prescrições amparadas em protocolos clínicos aprovados pelo Ministério da Saúde.
O Terceiro Setor entende que, se aprovado dessa forma, o projeto poderá impedir que as pessoas recorram à Justiça para ter acesso a medicamentos de alta complexidade ainda sem registro na ANVISA. O setor defende que os protocolos clínicos sejam frequentemente atualizados e que, uma vez por ano, a lista de novos medicamentos seja revista pelo Ministério.
A polêmica sobre a distribuição de remédios excepcionais também chegou ao Supremo Tribunal Federal, que promoverá uma Audiência Pública nos dias 27 e 28 de abril/09, para ouvir depoimento de pessoas com experiência e autoridade em matéria de SUS. Até o final o STF deverá julgar um recurso, definindo como deve ser a oferta de medicamentos não-incluídos na lista de drogas fornecidas pelo Ministério.
O alto custo das medicações, especialmente as drogas anti-neoplásicas, tem gerado discussão em todo o mundo. A França, por exemplo, decide se concede ou não uma nova droga após uma comissão avaliar o perfil do paciente e a eficácia da terapia. Já a Alemanha define, de antemão, os tratamentos e remédios que são reembolsáveis.
No Reino Unido, é o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (Nice) que aprova os medicamentos aos quais os pacientes terão acesso. Em 2007, porém, uma decisão do órgão - que foi revogada - causou grande polêmica. Ela estabelecia um limite de pagamento de US$ 22.750 por uma droga oncológica que oferecia uma sobrevida de seis meses.
O debate sobre judicialização é bastante polêmico e envolve a eterna dicotomia entre o direito individual e o coletivo. Por um lado, a participação do Judiciário pode ser considerada um fenômeno positivo, uma vez que pode reduzir as violações de direito cometidas pelo próprio Estado contra seus cidadãos. Por outro, o excesso de demandas judiciais pode segundo alguns autores, prejudicar o exercício da cidadania, estimular uma cultura paternalista e favorecer o individualismo.
O tema exige discussão intersetorial e multidisciplinar e propicia a integração entre os diversos segmentos da área. O reconhecimento de que o tema é complexo, mas que é possível prover subsídios aos poderes executivo e judiciário, de forma a atuar integradamente em benefício dos cidadãos, é um desafio.
Tendo em vista, portanto, a relevância da matéria, o Instituto Brasileiro de Ação Responsável, realiza no dia 07 de maio de 2009, em Brasília no Senado Federal, o “Fórum Medicamentos: Políticas Públicas e Judicialização da Saúde”, qual compõe as ações do Programa Ação Responsável (assuntos prioritários da agenda do Governo Federal).

Justificativa
A Constituição Federal do Brasil define, em seu artigo 196 que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas, que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único organizado de acordo com as seguintes diretrizes: descentralização, atendimento integral, e participação da comunidade, nos termos do artigo 198 da Constituição Federal.
A chamada judicialização da saúde, que começou a ocorrer nos últimos quinze anos e se fortaleceu principalmente nos cinco últimos anos, tornou-se um tema para debate, com reflexão das discussões mais amplas e relacionadas, principalmente, ao acesso a medicamentos, ressaltando, sobretudo, o impacto do custo dos mandados judiciais e as distorções que podem causar no SUS. A discussão sobre o uso crescente das ações judiciais individuais, para solucionar os conflitos de interesses e de direitos no acesso à assistência à saúde, ganhou relevância no âmbito da saúde pública. Há, portanto, uma grande necessidade de se pensar instrumentos e mecanismos que possam analisar interagir com o sistema de justiça e buscar reduzir as distorções causadas pelos mandados judiciais.
Objetivo
O objetivo desse Fórum é estimular e fortalecer a discussão sobre o direito à assistência integral farmacêutica entre usuários, gestores, profissionais do direito, instituições e serviços selecionados, de forma a colaborar para a promoção e garantia do acesso e o uso adequado dos medicamentos.
Diretrizes
Direito constitucional à saúde;
O interesse público na observância do contraditório em ações judiciais para fornecimento de medicamentos ou procedimentos de saúde;
Cidadania, direito de acesso e a judicialização da saúde;
Políticas públicas e o fornecimento de medicamentos através de mandados judiciais;
O papel do Legislativo Federal na garantia do direito;
Papel do Ministério Público na garantia da igualdade do acesso versus tratamentos particulares;
O papel das indústrias farmacêuticas na tomada de decisão médica;
A necessidade de se pensar instrumentos e mecanismos que possam analisar interagir com o sistema de justiça e buscar reduzir as distorções causadas pelos mandados judiciais, como forma de garantir para o país os benefícios econômicos gerados pelos gastos em saúde.
Público Alvo
Governos (Poder Legislativo, Executivo e Judiciário); Setor Privado (Indústrias e Comércio); Redes Virtuais; Mídias Impressas; Instituições Nacionais e Internacionais; Centros de Pesquisa; Universidades e Terceiro Setor.
Número de Participantes
Presencial: 100 profissionais
Vídeo conferência com interação em tempo real, com as Assembléias Legislativas
Vídeo Streaming (via Internet): Acesso pela página do Senado Federal e Interlegis
TV: O Seminário é transmitido ao vivo pela TV Senado e TV Câmara
Alcance superior a 100.000 expectadores.
Realização
Instituto Brasileiro de Ação Responsável.
Coordenação
Agência de Integração à Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social do Brasil - Íntegra Brasil - Coordenação técnica MSc. Edilamar G. Teixeira.
Instituições Parceiras
Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Ministério do Planejamento; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD e Interlegis.
Local, data e horário
Senado Federal, no auditório Senador Antonio Carlos Magalhães no Interlegis - Brasília, dia 07 de maio de 2009 (quinta-feira), das 9h às 14h.
Informações e inscrições
Pelos telefones (61): 3468-5696 / 8465-3961 / 8465-3962
E-mail: seminarios@integrabrasil.com.br
Site: www.integrabrasil.com.br
É necessário o credenciamento prévio. Inscrições Gratuitas

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Vírus da hepatite B cria resistência à droga usada no SUS

Matéria repassada pelo Grupo Esperança - Santos SP.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u546554.shtml e http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0604200902.htm 06/04/2009 - 10h34


CLÁUDIA COLLUCCI

da Folha de S.Paulo


O vírus da hepatite B, doença que atinge 2 milhões de brasileiros, criou resistência a um dos principais medicamentos usados no SUS (Sistema Único de Saúde), o que está levando o Ministério da Saúde a formular uma nova política para melhorar o tratamento da doença. Inalterado há seis anos, o atual protocolo prevê a distribuição de apenas dois remédios-o interferon alfa e a lamivudina. No caso da lamivudina, estudos mostram que a taxa de resistência do vírus chega a 80% a partir do quinto ano de uso. O interferon alfa tem baixa eficácia e efeitos colaterais. A expectativa dos médicos é que o novo protocolo inclua drogas mais eficazes e com uma taxa de resistência menor. Entre elas estão o entecavir (Bristol), o adefovir (GSK) e a telbivudina (Novartis), além dos interferons peguilados. Segundo o médico Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, do Hospital das Clínicas da USP e coordenador do comitê de hepatites da Sociedade Brasileira de Infectologia, há um consenso de que os atuais medicamentos antivirais usados no SUS estão ultrapassados. "Eles não são os ideais para quem já está em tratamento nem para quem vai começar." Araújo afirma que a lamivudina, por exemplo, deveria ser usada somente em casos de emergência. "Quando o paciente já tem indicação de transplante, por exemplo." Araújo participou do comitê científico que preparou o novo protocolo no Ministério da Saúde e diz que as drogas usadas atualmente no SUS diminuem a carga viral num primeiro momento, mas inviabilizam o tratamento a longo prazo. "A doença acaba evoluindo para transplantes e outras complicações, como câncer. Além de prejuízo ao paciente, isso encarece o sistema de saúde." Segundo ele, a tendência é que haja uma associação de medicamentos para controlar a doença. Para Araújo, os custos adicionais trazidos por essas novas drogas não deverão ser muito altos porque apenas uma parcela dos pacientes -aqueles multirresistentes- irá precisar delas. Segundo o Ministério da Saúde, ainda não há uma previsão do custo da inclusão dessas novas drogas no SUS. Na opinião de Jeová Pessin Fragoso, dirigente da ONG Grupo Esperança, voltada a portadores de hepatite, a expectativa é que o novo protocolo inclua, além dos novos medicamentos, exames de biologia molecular, usado para medir a carga viral e definir as estratégias de tratamento adequadas para cada paciente. Fragoso afirma que são poucos os locais do SUS que oferecem esses exames.

Ministério diz que nova política de tratamento sai até julho

DA REPORTAGEM LOCAL

O coordenador do programa nacional de controle e prevenção das hepatites virais do Ministério da Saúde, Ricardo Gadelha, afirma que a nova política de hepatite B deverá ser lançada até o fim deste semestre."Estamos finalizando o protocolo. Como devemos incluir novas drogas, temos que avaliar estudos de custos, efetividade e segurança desses novos medicamentos, até para não colocar os pacientes em risco."Além da hepatite B, o novo protocolo deve contemplar a hepatite D -que é codependente da B e tem mais prevalência na região Norte.Gadelha explica que a lamivudina e o interferon alfa não deverão ser retirados totalmente do novo protocolo porque são úteis para determinados grupos de paciente, como os "virgens" de tratamento.

No caso dos exames de biologia molecular, ele diz que o Ministério da Saúde tem o produto em quantidade suficiente. O problema, afirma, é que alguns Estados não estavam solicitando o teste à pasta.

Gadelha diz que o novo protocolo vai focar também na prevenção da hepatite B, principalmente entre os jovens. A orientação é que todos os adolescentes até 19 anos sejam vacinados contra a doença.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Brasil leva à Assembléia Mundial de Saúde Proposta de Resolução para o Estabelecimento do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

Parabéns a todos os que compõem o Movimento Social de Hepatites e à coordenação do Programa Nacional de Prevenção e Controle das Hepatites Virais.

Vamos Divulgar a notícia e Preparar com Força as Ações para o Dia 19 de Maio

Eis o teor da proposta:

A 61ª Assembléia Mundial da Saúde,
Após a análise do relatório sobre as hepatites virais, que propõe o estabelecimento do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais;
Considerando que cerca de dois bilhões de pessoas tenham sido infectadas pelo vírus da hepatite B e destas 350 milhões vivem com infecção crônica;
Considerando que a hepatite C é responsável por grande parte dos casos graves de hepatite, sendo que a 80% dos casos evoluem para a infecção crônica;
Considerando a magnitude das hepatites virais como um grave problema de saúde pública no mundo e da necessidade de um esforço conjunto para sensibilização de governos e cidadãos no sentido do desenvolvimento de ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento dessa patologia;
Considerando as hepatites B e C tem como um dos mecanismos de transmissão a via parenteral e que a resolução WHA 28.72 recomendou o desenvolvimento de serviços nacionais públicos de doação de sangue e a EB115.R15 instituiu o Dia Mundial da Doação de Sangue e que ambas prevêem a disponibilização de sangue seguro aos receptores;
Considerando a resolução WHA 45.17 que recomenda a inclusão da vacina contra a hepatite B nos programas nacionais dos Estados Membros e a criação da GAVI Aliança Global para a Vacinas e Imunização como forma de incentivar implantação da vacina;
Considerando a proposta da OMS da redução das taxas de mortalidade pelo câncer de fígado e que as hepatites virais são responsáveis por 5 a 10% dos casos de hepatocarcinoma;
E, reconhecendo a necessidade da redução da incidência, do controle das hepatites virais, da ampliação do diagnóstico e a instituição do tratamento em todas as regiões, ações efetivas devem ser implementadas,

1. Insta aos Estados Membros:

1) Que apliquem métodos integrados de prevenção e controle das hepatites virais mediante a colaboração multisetorial entre as instituições de saúde, as instituições de educação e a participação correspondente das organizações não governamentais e da sociedade civil;
2) Que incorporem em seus contextos específicos as políticas, as estratégias e os instrumentos recomendados pela OMS com o objetivo de definir e implementar ações de prevenção, diagnóstico e assistência aos portadores;
3) Que instituam programas nacionais para prevenção e controle das hepatites virais que tenham como objetivo de desenvolver ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, vigilância epidemiológica e sanitária das hepatites virais e ao acompanhamento e tratamento dos portadores de hepatites virais;
4) Que destinem recursos nacionais e internacionais, tanto humanos como financeiros, para prestar apoio técnico a fim de que sejam aplicadas as estratégias mais adequadas à situação epidemiológica local e que atendam as respectivas populações;
5) Que, quando necessário, disponham em suas legislações recursos para as flexibilidades previstas no Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio (ADPIC), com a finalidade de promover o acesso aos produtos farmacêuticos específicos;[1]
6) Que utilizem todos os meios administrativos e legislativos necessários a fim de promover o acesso às tecnologias de prevenção, diagnóstico e tratamento;
7) Que desenvolvam instrumentos para o monitoramento e avaliação das políticas de saúde das hepatites virais com a finalidade de verificar a efetividade das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento;
8) Que implementem e aperfeiçoem os sistemas de vigilância epidemiológica para a produção de informações que orientem as medidas de controle e prevenção;
9) Que os Estados Membros promovam anualmente a celebração do 19 de maio como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais;

2. Solicita às organizações internacionais e as instituições financiadoras:
1) Que prestem apoio para o incremento da capacidade dos países em desenvolvimento em expandir o uso de métodos confiáveis de diagnóstico e tratamentos apropriados à realidade epidemiológica local;
2) Que aportem recursos para luta contra as hepatites virais, prestando apoio aos países de forma equitativa para que propiciem assistência técnica no sentido de que esses recursos possam ser utilizados de forma adequada e eficaz;

3. SOLICITA à Diretora Geral
1) Que estabeleça diretrizes necessárias para que os Estados Membros possam instituir políticas, estratégias e instrumentos necessários para prevenção e controle das hepatites virais.
2) Que proporcione apoio necessário para o desenvolvimento de pesquisas científicas relacionadas à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das hepatites virais;
3) Que adote medidas para estimar com mais exatidão a prevalência das hepatites virais no mundo;
4) Que apóie os Estados-Membros na condução dos eventos destinados a celebrar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

4. RESOLVE que:
(1) o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais deve ser celebrado anualmente no dia 19 de maio para promover a educação e a compreensão da doença como um problema global de saude pública e estimular o fortalecimento das medidas de prevenção e controle dessa doença pelos Estados Parte.

[1] O Conselho Geral da OMC, em sua decisão de 30 de agosto de 2003 sobre a aplicação do parágrafo 6 da Declaração de Doha relativa ao acordo sobre os ADPIC e a Saúde Pública decidiu que “por produto farmacêutico” se entende qualquer produto patenteado, ou produto manufaturado mediante um processo patenteado, do setor farmacêutico, necessário para fazer frente aos problemas de saúde pública reconhecidos no parágrafo 1 dessa Declaração. Fica entendido que incluiria os ingredientes ativos necessários para sua fabricação e os equipamentos de diagnóstico necessários para sua produção.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Programa de Formação de Conselheiros Nacionais de Saúde

O Programa, idealizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, é realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio da articulação entre o Projeto Democracia Participativa (PRODEP), o Projeto República e o Centro de Referência do Interesse Público (CRIP), e a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) - e surgiu da necessidade de consolidar e sistematizar o conhecimento a respeito da participação social no âmbito do governo federal. ObjetivoO objetivo é contribuir para a formação qualificada de conselheiros dos Conselhos Nacionais de políticas públicas, de gestores e técnicos do governo federal que trabalham com instituições participativas e de representantes de organizações da sociedade civil de abrangência nacional e criar um espaço de reflexão e troca de experiências relacionadas à participação social e à democratização da gestão do Estado.O Programa de Formação de Conselheiros Nacionais foi antecedido por projeto desenvolvido numa parceria entre a Cáritas Brasileira e o Projeto Democracia Participativa (PRODEP), da UFMG. Este projeto ofereceu um Curso em Movimentos Sociais, Organizações Populares e Democracia Participativa, nas modalidades de especialização, aperfeiçoamento e atualização. O Programa de Formação de Conselheiros Nacionais compreende um Curso em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais e um Ciclo de Debates, realizados de forma articulada, por um período de 24 meses. Estas atividades visam oferecer subsídios teórico-conceituais aos participantes nos temas específicos e correlatos ao Programa – democracia participativa, república, controle público, accountability, sistema político brasileiro, processos participativos, gestão de políticas participativas, dentre outros – bem como manter os alunos atualizados quanto ao debate contemporâneo nessas temáticas.Como funcionaO Curso é oferecido por meio de Educação a Distância, o que pressupõe que os alunos saibam utilizar-se dos programas básicos de computação, tenham acesso à internet e algum domínio das ferramentas disponíveis para interação neste meio. O Curso está disponível em plataforma eletrônica de acesso restrito, para o qual cada aluno possui login e senha. Na plataforma estão disponíveis os textos para leitura obrigatória e complementar, assim como as ferramentas que permitem a interação entre professores, tutores e alunos (bate-papo, fórum, tarefas etc.) Os alunos são instruídos ao uso desta plataforma econtam com o apoio da equipe de coordenação sempre que tiverem dúvidas sobre sua utilização. Além do material disponível na plataforma, os alunos recebem o mesmo material em meio físico (livro e DVD). As avaliações das disciplinas são realizadas por meio de trabalhos, entregues ao professor ao final de cada curso ou semestre letivo.
A estratégia de ensino a distância possibilita o acesso às atividades letivas por alunos das diversas regiões do Brasil e se fundamenta na capacidade do aluno em organizar-se com autonomia para o processo de apropriação e domínio dos conteúdos, conforme sua disponibilidade de tempo. A proposta pedagógica visa interligar os saberes constituídos pelos conselheiros em sua prática cotidiana com o conhecimento científico e sistematizado acerca da temática do Curso. Os alunos das modalidades de Especialização e Aperfeiçoamento são acompanhados por tutores durante todo o Curso, que os auxiliam no processo de aprendizagem sugerindo leituras complementares, tirando dúvidas, comentando os trabalhos a serem apresentados aos professores, dentre outras possibilidades de apoio. Alunos e tutores podem estabelecer formas de encontro presencial durante o Curso.
As disciplinas ofertadas no curso podem ser visualizadas no Cronograma de Atividades Acadêmicas 2008-2010 (atualizado).Modalidades oferecidas1. Especialização e AperfeiçoamentoO Curso a Distância é oferecido em duas modalidades de pós-graduação: Especialização (300 vagas) e Aperfeiçoamento (100 vagas), para os quais os candidatos participaram de processo seletivo prévio. A modalidade de Especialização é oferecida para pessoas que já possuem formação educacional de nível superior em qualquer área e tem carga horária de 405 horas/aula. Para obter o grau de especialista, o aluno, além de cumprir a carga horária exigida, deve ser aprovado nas disciplinas do curso, ter freqüência de 75% nas atividades interativas e ter sua monografia aprovada por banca de professores ao final do curso.
A modalidade de Aperfeiçoamento tem carga horária de 180 horas/aula e é oferecida para pessoas que já possuem formação educacional de nível superior em qualquer área. O certificado de Aperfeiçoamento será emitido aos alunos que, além de cumprirem a carga horária exigida, forem aprovados nas disciplinas do curso, tiverem freqüência de 75% nas atividades interativas, assim como Trabalho de Conclusão de Curso aprovado.
Os cursos de Especialização e de Aperfeiçoamento são oferecidos concomitantemente, com a mesma estrutura curricular, com início das atividades em 11 de agosto de 2008. O Programa arcará com os custos de três taxas de matrícula (2º sementre/2008, 1º semeste/2009 e 2º semestre/2009) e das mensalidades dos alunos aprovados no processo seletivo para as modalidades de Especialização e Aperfeiçoamento.Acesse a página do curso de Especialização para obter mais informações.Acesse a página do curso de Aperfeiçoamento para obter mais informações.2. AtualizaçãoA terceira modalidade do curso é a Atualização, com número de vagas variado conforme a disciplina, para a qual não há exigência de escolaridade mínima. Os interessados devem inscrever-se no link Inscrições e as vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, tendo prioridade os conselheiros nacionais e técnicos do governo federal que trabalham com instituições participativas. Os alunos desta modalidade, além da leitura do material indicado pelo professor, deverão participar das atividades interativas propostas durante o Curso e obter 75% de freqüência. O Programa arcará com os custos relativos aos alunos de Atualização.Acesse a página dos cursos de Atualização e veja as disciplinas ofertadas e datas de inscrição para os próximos cursos.Ciclo de debatesO Ciclo de Debates será realizado trimestralmente, de forma descentralizada, em cada uma das cinco regiões brasileiras e será transmitido pela internet, como complemento das atividades letivas. As datas e os locais dos encontros serão amplamente divulgados ao longo do Programa. Veja os encontros que já foram realizados:
.: Debate República, Democracia e Participação Social - 08/07/2008 em Brasília/DF..: Debate Pensamento Social Brasileiro e Participação da Juventude - 08/12/2008 no Rio de Janeiro/RJ.Clique aqui para acessar os vídeos dos debates realizados pelo Programa.DúvidasClique aqui para esclarecer dúvidas quanto ao funcionamento do curso e as disciplinas e modalidades ofertadas.Contatos.: Universidade Federal de Minas GeraisFaculdade de Filosofia e Ciências HumanasAv. Antônio Carlos, 6.627 - Prédio da FAFICH - Sala 4119Campus PampulhaBelo Horizonte/MGCEP 31270-901Telefone: (31) 3499-3551 E-mail: edist@fafich.ufmg.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .: Secretaria-Geral da Presidência da RepúblicaTelefone: (61) 3411-1505 Site: www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sec_geral Voltar para o menu Voltar para o conteúdo

domingo, 8 de março de 2009

Carta ao Povo Paraibano Apoio ao Padre e Deputado Luís Couto contra a perseguição desencadeada pelo retrogrado Arcebispo Aldo Pagotto

OLHA

– Milton Nascimento

“...Persegues a quem trabalha, Calúnia, carga e traição.
Te julgas o mais esperto.
Mas és mentira, só ilusão.
Depois de passar o tempo,
Colhe o deserto que é todo teuCom todo teu preconceito.
Segue pesando que enganas DEU
SE enganando a ti mesmo.
Pois quem trabalha continuou
Em cada sonho suado.
Que nem percebes o que custou....”

Vimos através desta Carta resgatar alguns fatos que marcam a trajetória do ainda Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo de Cillo Pagotto.

Diante destes fatos e de seus atos, solicitamos que o mesmo venha a público prestar explicações à sociedade paraibana.

Em 2004, logo após sua chegada à Paraíba, um dos seus primeiros atos foi fechar a CASA DE CONVIVÊNCIA POSITIVA- núcleo da Cáritas Diocesana da Paraíba. A Casa de Convivência Positiva era o espaço onde se realizava o programa de prevenção e apoio às pessoas vivendo com HIV/AIDS.
Ainda na presidência da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, ocorreu algo bem curioso. Contrariando ao que se esperava de uma autoridade religiosa que ocupa a função de responsável pelo setor social da Igreja Católica no Brasil, o Arcebispo Dom Aldo Pagotto declarou apoio e solidariedade ao proprietário da fazenda Antas, Sr. Sebastião Figueiredo Coutinho, desconsiderando toda a luta pela reforma agrária, empreendida no cotidiano pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais que legitimamente lutam por um pedaço de chão naquela área. Além de não registrar qualquer amparo à luta do povo, ainda persegue as Pastorais Sociais, ora com palavras ora com atos, como as acusações levianas que fez contra a Comissão Pastoral da Terra - CPT.
Apesar da opinião contrária do Sr. Arcebispo, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, entendeu nos processos HC no 5574-SP e HC no 4399-SP, que ocupação de terra por movimento social não caracteriza crime, mas pressão social, direito coletivo e expressão da cidadania.
O mesmo Dom Aldo declarou ser a favor do TRABALHO INFANTIL e da REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, tão caro aos movimentos sociais, resultado de uma luta que originou a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembléia Geral da ONU, em 20 de novembro de 1989. Talvez seja o caso do Arcebispo consultar a opinião da CNBB, através do seu Secretariado Nacional da Pastoral do Menor, que no dia 13 de julho estará completando 20 (vinte) anos de defesa ao ECA, lutando para aprimorá-lo cada vez mais, garantindo avanços na legislação citada, se distanciando das idéias contidas no caduco Código de Menores, ONDE AS CRIANÇAS POBRES ERAM CONSIDERADAS INFERIORES E DEVERIAM SER TUTELADAS PELO ESTADO E SEGREGADAS EM VERDADEIROS DEPÓSITOS HUMANOS.
Além de estar na contra mão do que pensa a Igreja Católica sobre tais assuntos, o Sr. Arcebispo ainda atenta contra o Cristianismo que tem por sagrado o cuidado e a caridade com os seres.
Também assistimos ao atrelamento de Dom Aldo de Cillo Pagotto com grupos políticos envolvidos com CORRUPÇÃO e COMPRA DE VOTOS, a exemplo do conhecido Caso CONFRARIA, onde o mesmo prestou apoio e solidariedade a CÍCERO LUCENA, acusado e preso por desviar mais de 100 milhões de reais dos cofres públicos da Prefeitura Municipal de João Pessoa.
O Arcebispo também levantou hipoteca ao GOVERNADOR CASSADO Cássio Cunha Lima, por compra de votos e outros crimes eleitorais. Neste setor, o Arcebispo se contradiz o tempo todo: diz que é contra a participação de religiosos na política, mas na prática promove a defesa antecipada de políticos do PSDB, alguns já realmente condenados pelas Cortes Superiores e que cumprem penas judiciais.
Poderia, já que é afeito a prestar solidariedade a membros da classe política, ter saído na defesa do Frei Anastácio, que é religioso como ele. Ao invés de penhorar apoio ao colega, resolveu atacá-lo no mais torpe estilo, declarando temer a nomeação de Frei Anastácio para a Superintendência do Incra sob o argumento de que aumentaria o número de ocupações de terra no estado.
Tal incidente lembrou um inoportuno comentário feito pelo empresário Mário Amato, para favorecer os donos do poder econômico, por ocasião das eleições presidenciais de 1989.
Mais uma vez o Arcebispo Dom Aldo Pagotto vem prestar um desserviço à luta dos trabalhadores pela Reforma Agrária na Paraíba, pois é sabido que o frei Anastácio dedicou os últimos 30 (trinta) anos de sua vida à defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do campo.
O Arcebispo Dom Aldo Pagotto fez gestões junto a um Senador para impedir a nomeação de Frei Anastácio para o INCRA e defendeu a ida de um latifundiário para o órgão.
O protegido do Dom Cillo no Incra, quando na direção de outro órgão estatal, teve sua gestão marcada por acusação de irregularidade, com denúncia de improbidade administrativa apurada pelo Ministério Público Federal.
Tanta incoerência tem contribuído para afastar fiéis da Igreja Católica e ficarem alheios ao assistirem ao “fiel” Arcebispo celebrar um dos mais luxuosos casamentos já realizados neste Estado, quando casou o filho do senador Efraim Morais, apesar de determinar aos sacerdotes da Arquidiocese que evitassem o luxo em casamentos, mandando retirar até a ornamentação interna das igrejas.
A gota d´Água foi a perseguição ao Padre e Deputado Federal Luiz Couto, representante legítimo do povo paraibano que, por defender questões de Direitos Humanos e de saúde pública, foi privado de exercer o sacerdócio por um ato arbitrário, violento e ostensivo do Arcebispo Dom Aldo de Cillo Pagotto.
O Padre Luiz Couto não teve direito à defesa e vem sendo punido por um ato meramente político e não de cunho religioso.
Em declarações à imprensa, o PADRE LUIZ COUTO demonstra acompanhar e compreender as verdadeiras necessidades de sua comunidade e sociedade em geral. Além de tudo que defende, o Padre e Deputado Luis Couto foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI da Exploração e do Abuso Sexual Infanto-Juvenil na Paraíba, tendo depois assumido a Presidência da CPI que investigou o Narcotráfico e o Crime Organizado na Paraíba, e hoje é ameaçado de morte.
Participou ainda da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito - CPMI do Abuso e Exploração Sexual Infanto-juvenil do Congresso Nacional e foi Relator da CPI dos Grupos de Extermínio no Nordeste da Câmara dos Deputados.
Também presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Pe. Luiz Couto é o nosso legítimo representante na Câmara Federal, para orgulho dos irmãos e irmãs católicos, assim como dos paraibanos em geral.
Aqui na Paraíba, o Arcebispo Dom Aldo nunca se colocou a favor das famílias vítimas do crime organizado, tendo inclusive, negado, através da mídia local, a existência de grupos de extermínio no Estado.
Lamentamos que o nosso maior pastor no Estado esteja utilizando os meios de comunicação para tentar deslegitimar os aliados do povo, como é o caso da suspensão das ordens sacerdotais do Padre Luiz Couto. O espaço da mídia talvez pudesse ser bem melhor aproveitado pelo Arcebispo, para explicar à comunidade religiosa e aos contribuintes paraibanos, sobre a quantia de hum milhão e meio de reais recebidos do governo Cássio, conforme informações veiculadas por órgãos de comunicação da Paraíba.
Diante de todos os fatos expostos, nós dos movimentos sociais, ONG´S e Sociedade Civil Organizada, vimos de público exigir que o Arcebispo Dom Aldo de Cillo Pagotto se retrate perante a sociedade paraibana.
Sugerimos que um dos seus primeiros atos, seja tornar transparentes as contas da Arquidiocese da Paraíba, já que a mesma vem recebendo vários recursos públicos, através de convênios com o Governo do Estado.
Vamos mais além! Recomendamos que, diante de tantos desserviços prestados à sociedade paraibana, Dom Aldo de Cillo Pagotto, possa rever se é digno de continuar pastoreando o fiel rebanho da nossa Arquidiocese.
João Pessoa, 27 de fevereiro de 2009.
Assinam: AMAZONA – Associação de Prevenção a Aids
ABRAÇO – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias
ABAMAM – Associação de Moradores do Alto do Mateus
ASTRAPA – Associação das Travestis da Paraíba ASTEIAS CENTRO DOM OSCAR ROMERO -
CEDOR COLETIVO DE MULHERES SANTO DIAS
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA OAB Comitê Regional do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação –
FNDC/PB FORUM DCA – Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente
FUNDAÇÃO MARGARIDA MARIA ALVES GRUCON –
Grupo de Consciência Negra
MARCHA MUNDIAL DE MULHERES SINTER/PB SINTRAMB –
Sindicado dos Trabalhadores Municipais de Bayeux
SINTRICON – Sindicado dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
SINDTEXTIL RECID – Rede de Educação Cidadã da Paraíba Sindicato dos Servidores Em Educação do Município de Alagoinha/PB – SSEMA Centro Atendimento Médico e Psicológico – CAMP
Mandato do Vereador Jorge Camilo
DIGNISTATIS Movimento dos Trabalhadores Cristãos Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Paratibe – AMAJAPA
Associação União de Moradores de Mandacaru e Padre Zé
Movimento Terra e Liberdade – MTL Associação de Juventude pelo Resgate a Cultura e Cidadania -
AJURCC Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST ASSEMBLÉIA POPULAR CONSULTA POPULAR
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Associação de Promoção Sócio-Cultural do Bairro dos Novais
Associação Paraibana de Amigos da Natureza – APAN; SINTESP –
Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba;
Sec. Municipal d@s GLBT do PSB de João Pessoa.
Setorial GLBT do PT - Partido dos Trabalhadores;
Secretaria de Mulheres do PT - Partido dos Trabalhadores;
CUFA – Central Única das Favelas/JP;
Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba;

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

É ALEGRIA! É FOLIA! É CARNAVAL!!!

USE BEM OS SEUS BONS INSTINTOS

INCLUSIVE O DE PROTEÇÃO

LEIA!

é d o s e u i n t e r e s s e

Hepatite oferece maior risco de transmissão do que o HIV

Lisiane Wandscheer Repórter da Agência Brasil

Brasília - O carnaval é época de alegria, diversão, mas também de prevenção. A hepatite é uma das doenças contagiosas que mais se adquire nesta época do ano. Segundo o médico infectologista e professor da Universidade de Brasília (UNB), Ricardo Marins, as hepatites são mais freqüentes do que o HIV - o vírus transmissor da aids. A cada 100 pessoas, 1,2 tem hepatite, enquanto pouco mais da metade, 0.6, tem o vírus HIV.“No carnaval existe uma permissividade social que induz as pessoas à prática sexual, muitas vezes, sem nenhum cuidado. O vírus da hepatite é um dos mais resistentes ao meio ambiente”, afirma Marins.
O diretor da organização não-governamental (ONG) Saúde em Vida, que trabalha com portadores de hepatite, Christian Joseph Souza Carvalho, explica que outra forma comum de contrair o vírus é com o uso de drogas.
“As pessoas precisam saber que não é só com droga injetável que se adquire a hepatite. Muitos usuários utilizam uma “marica” (canudo feito com caneta, alumínio ou nota de dinheiro) para cheirar a cocaína ou o crack. Como a droga machuca a parede interna da narina, ocorre o contato com o sangue de outra pessoa”, destaca Carvalho.
Segundo o professor, as hepatites B e C são de grande preocupação para os profissionais de saúde porque a grande maioria torna-se crônica, evoluindo para a destruição do fígado até a morte. A hepatite C torna-se crônica em 80% dos casos e a B em 10%.O vírus da hepatite B é transmitido quando o sangue ou os fluidos orgânicos contaminados penetram na corrente sangüínea. O vírus é encontrado no sangue, no sêmen, no fluido vaginal ou no fluxo menstrual. A transmissão do tipo C é mais limitada ao contato direto com o sangue.“A hepatite é uma doença silenciosa. No início, o quadro clínico assemelha-se à gripe ou a um mal-estar, dificultando a identificação. A doença só se manifesta em dez, 15 ou 20 anos, quando o portador apresenta uma cor amarelada e a hepatite já está em um grau adiantado. O correto é que todos fizessem o teste de forma preventiva”, orienta Marins.No último levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em 2007, foram registrados cerca de 20 mil casos, apenas das hepatites B e C. Segundo o coordenador do Programa Nacional de Hepatites, Ricardo Gadelha, o Brasil está pleiteando junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) a criação do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. “Nossa intenção é sensibilizar o mundo para esta causa. ”.Gadelha diz que a melhor forma de prevenção é a vacina, apesar de, no momento, só existir para o tipo A (menos grave) e a B. A aplicação é disponibilizada nos postos de saúde de forma gratuita. A última campanha para realização de testes ocorreu em 2005. “Naquele ano, tivemos um grande número de notificações, por isso hoje focamos na prevenção, que é mais barata que o tratamento. Estamos direcionando o trabalho à população adolescente, que tem maior dificuldade de ir até a uma unidade de saúde”.Os salões de beleza, estética, clínicas de podologia, estúdios de tatuagem e de aplicação de piercing são outro importante local de transmissão, pois utilizam instrumentos sem a devida esterilização. A ONG Saúde em Vida defende, em Campinas, a criação de uma lei que fiscalize e regulamente esses locais. O projeto determina o uso de materiais descartáveis, luvas e esterilização dos instrumentos após cada uso, entre outros cuidados. “Não é necessário uma transfusão, uma pequena quantidade de sangue é suficiente. Muitas pessoas não sabem como contraíram o vírus, mas basta uma alicate contaminado para transmiti-lo”, afirma Christian Carvalho.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma em cada dez manicures tem hepatite, revela estudo em São Paulo

Fonte: UOL Ciência e Saúde
09/02/2009 - 11h15
Clic no link para acessar a página original http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2009/02/09/ult4477u1335.jhtm

Estudo inédito promovido pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, na capital, revela que uma em cada dez manicures ou pedicures possui hepatite. E o pior: essas profissionais não adotam medidas de segurança necessárias para evitar o contágio e sequer sabem dos riscos de saúde relacionados à atividade que exercem.Foram avaliadas 100 participantes, dos quais metade trabalhava em shopping centers e a outra metade em salões de beleza localizadas em ruas de bairros da capital. O trabalho de campo foi feito ao longo dos anos de 2006 e 2007, incluindo coleta de sangue e aplicação de questionário. Dez profissionais deram positivo para hepatite, das quais oito para o vírus do tipo B da doença e outras duas para o tipo C.

Das 100 participantes, oito têm o vírus do tipo B da doença e outras duas para o C
SP FAZ CAMPANHA PARA JOVENS
VOCÊ TEM MEDO DE FAZER MÃO OU PÉ EM SALÕES?
SAIBA MAIS SOBRE HEPATITE

A pesquisa verificou também que só 26% das manicures entrevistadas faziam esterilização dos instrumentais com autoclave, método considerado o mais seguro, mas que ninguém sabia utilizar o equipamento adequadamente. Outras 54% utilizavam estufa, mas a grande maioria não sabia o tempo e a temperatura corretas para esterilizar os materiais. Oito por cento usavam forninho de cozinha, o que é totalmente inadequado, e 2% simplesmente não utilizavam nenhum método de esterilização. Somente 8% faziam a limpeza dos instrumentais antes de esterilizá-los, e mesmo assim de forma inadequada. Embora 74% das profissionais tenham afirmado que sempre lavam as mãos antes e depois de fazer mão e pé das clientes, foi constatado que ninguém adotou esse procedimento enquanto a pesquisadora permaneceu no salão observando o atendimento. Das entrevistadas, 20% disseram que usam luvas no trabalho, mas só 5% foram observadas utilizando a proteção. Das 100 manicures entrevistadas, 72% desconheciam as formas de transmissão de hepatite B, e 85% não sabiam como se pega hepatite C. Noventa e três por cento desconheciam formas de prevenção contra o tipo B, e 95%, contra o tipo C. E 45% acreditavam que não transmitiriam nenhuma doença a seus clientes. O estudo apontou, ainda, que 74% das manicures não estão imunizadas contra a hepatite B, embora a vacina esteja disponível para esta categoria profissional, gratuitamente, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).A enfermeira Andréia Cristine Deneluz Schunck de Oliveira, do Instituto Emílio Ribas, que é responsável pela pesquisa, alerta que essas profissionais usam o mesmo instrumental de trabalho para tirar a própria cutícula e, como em geral não adotam os cuidados adequados, é bem provável que estejam se contaminando com a hepatite e transmitindo o vírus também às clientes. A pesquisadora sugere que as clientes dos salões de beleza procurem observar as condições de higiene e esterilização dos materiais e, se possível, levem seus próprios instrumentais quando forem fazer as unhas dos pés e das mãos.

É possível pegar hepatite ao fazer as unhas

Salões de beleza sãoCor do texto foco de transmissão da doença.

Leia a matéria e assista que foi veiculado em vídeo no portal Globo.com
Clicando no link: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL992584-15605,00.html
Uma pesquisa que acaba de ser concluída em São Paulo dá o alerta. Salões de beleza são focos importantes de transmissão de hepatite. O perigo começa quando você entra no salão de beleza para fazer as unhas. Se as manicures não tomarem certos cuidados elas e o próprio cliente correm o risco de pegar a doença. Por que fazer as unhas pode representar algum risco? Uma dissertação de mestrado feita por uma enfermeira na Secretaria da Saúde do estado de São Paulo mostra que um perigo silencioso ronda as manicures dos salões de beleza - a hepatite, uma inflamação do fígado causada por um vírus. “As manicures geralmente cortam a cutícula e isso sangra. O sangue contém uma quantidade enorme de vírus. Então, uma gota de sangue pode favorecer a transmissão”, explica o Dr. Focaccia. O médico infectologista Roberto Focaccia é uma das maiores autoridades em hepatite no Brasil e orientador da pesquisa. Cem manicures em São Paulo foram entrevistadas e tiveram o sangue analisado. O resultado impressiona: 10% das entrevistadas tinham hepatite B ou C, as formas mais graves desta doença. “Tanto a hepatite B como a C são doenças silenciosas, elas não se exteriorizam durante longos anos. Elas vêm se exteriorizar quando já têm complicações, o indivíduo já está com cirrose, um câncer de fígado, uma insuficiência hepática. Isso leva décadas”, explica o Dr. Foccacia. “Todas as profissionais que foram positivas haviam entrado em contato com sangue durante sua prática profissional”, explica a pesquisadora Andréia. A pesquisadora descobriu que muitas vezes as normas de higiene não são respeitadas nos salões de beleza. Isso facilita a transmissão da hepatite através do sangue ou de instrumentos contaminados. Clientes e manicures correm riscos. Andréia vai nos acompanhar numa blitz por vários salões de São Paulo para mostrar o que deve ser feito e o que tem que ser evitado, porque representa um risco à saúde. Ao entrar num salão, a Andréia já bateu o olho num erro muito comum e muito perigoso. Qual foi? “A manicure está sem luva fazendo a unha da cliente, sendo que, nesse momento da retirada da cutícula, pode ocorrer algum tipo de sangramento”, observa Andréia A justificativa não convence.... “Eu não costumo machucar a cliente”, respondeu a manicure Ivone Ornellas. Dica número um: sempre usar luva descartável. Mas a luva não dispensa outro cuidado: lavar muito bem as mãos com água e sabão. O Fantástico visitou 13 salões de beleza e encontrou várias falhas, como uma mesma lixa sendo usada por várias pessoas. “Não pode ter lixa de estimação. Após o uso, ela deve ser desprezada. Ela é usada apenas uma única vez”, explica Andréia. Dica número 2: lixas e palitos têm que ser descartáveis, usar uma vez e jogar fora. As toalhas têm que ser uma por cliente. Mais uma dica: materiais de metal, como alicates, espátulas e cortadores de unha, exigem um cuidado especial. Após cada uso, é preciso limpar bem. “Limpo com acetona”, conta uma manicure. “Eu o limpo com álcool”, acrescenta mais uma. Errado. Esqueça o "alquinho" e a acetona. O certo é esfregar com uma escova usando água e sabão. Depois disso, eles estão prontos para serem esterilizados. “Deixo cada alicate no esterilizador uns 15, 20 minutos, mas fica muito quente”, diz a manicure Rosangela Duarte. “Ficar muito quente não significa que houve esterilização, e a morte das bactérias e fungos”, aponta Andréia. Para funcionar, a esterilização deve ser feita em aparelhos especiais chamados autoclave ou em estufas. O procedimento correto leva de uma a duas horas. E outro detalhe importante: você não poderia abrir a porta da estufa durante o processo. Um cuidado extra que as manicures podem adotar é tomar a vacina contra hepatite B. “Temos uma vacina bastante segura, eficaz, que oferece 100% de proteção”, explica o Dr. Roberto Focaccia. Se tiver dúvida se o seu salão está fazendo tudo direitinho, uma última dica. “Eu levo o meu próprio kit com toalha, palitos, lixa, esmalte”, revela Andréia. “A próxima vez que eu vier, a Rosângela vai fazer com o meu material, viu Rosângela? Tudo meu!”, brinca Milce de Assis Moura, cliente do salão.

Fonte: Fantástico Portal Globo.com exibido em 08-03-2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

A propósito de uma perda e o do seu significado

A SOS HEPATITES VIRAIS, presta seus votos a família de Isaac Benchimol, Promotor de Justiça que atuava na área de saúde do Ministério Público do Estado de Goiás, vítima de um infarto na noite de ontem 27/01/09.Sempre combateu e entrou com dezenas de mandados de segurança contra prefeitos e autoridades para obrigar o serviço público a fornecer remédios e tratamentos clínicos de alto custo à população carente. Incansável sempre privava o direito do usuário do SUS e, não média esforços para ajudar portadores de doenças crônicas, como as Hepatites.Deixa uma lacuna enorme, pois, sendo um homem de vida simples oriundo de família humilde, venceu na vida e sempre ajudou famílias e mais famílias do estado. O Ministério Público perde, mas recebe dele um legado enorme de justiça compromisso com a saúde da população de GoiásA SOS HEPATITES VIRAIS solidariza neste momento de dor, com os familiares e amigos do distinto Promotor Isaac Benchimol.
A Diretoria.

Caros companheiros do grupo SOS hepatites virais
Acolham meus sentimentos extensivo à família do Promotor de Justiça Isaac Benchimol.
A morte das pessoas dígnas, justas, cônscias dos seus papeis sociais, o que no mundo atual representa inevitavelmente a promoção dos desvalidos e pela justiça verdadeira; infelizmente deixa um vácuo enorme em nossos corações. Isto porque caminhamos com elas como raridades, enquanto elas caminham com as causas com uma dificuldade que se assemelha à luta contra moinhos de vento, como no livro Dom Quixote de la Mancha. No livro, por uma espécie de loucura, na vida pela loucura de persistirem mantendo princípios éticos que se direcionam à promoção do ser humano.
Não esperaríamos assim!
Aguardaríamos que rara fosse a natureza do homem que destrói, que complica, que mata, que tira proveito da miséria e da dor alheia.
Recentemente em uma entrevista à Folha de Sao Paulo, o grande escritor Saramago, 86 anos, único prêmio Nobel de língua portuguesa, falando do seu livro e do filme advindo deste; Ensaio Sobre a Cegueira falava que somos todos cegos e que era contra isto que o seu romance lutava. Mais adiante ele diz "O instinto serve mais ao animal do que a razão ao homem." O animal mata para comer, o homem mata por prazer.
Exatamente por isto é que entendo as palavras do Fagner, ao enaltecer um homem bom e justo.
Gosto muito de duas afirmações que não são minhas, mas que me amparam e sustentam: Toda pessoa que se eleva, eleva o mundo. O elevar-se aquí diz respeito ao estado de aperfeiçoamento da nossa sensibilidade pela compreensão do que se passa em nós e no mundo. Sem dúvida isto impele a uma ação benéfica, coletiva e fora dos limites do nosso próprio umbigo. - A segunda, de uma pensadora francesa: Marie Nöel, diz que quando nada mais pudermos realizar, o bom e o belo que fizermos continuarão sem nós o seu percurso.
Acredito que nestas duas reflexões se enquadre o Dr. Isaac Benchimol. Se isto não é alento para tudo, o será para o aquí e agora que voces e a família dele viverão.
Que o SOS Hepatites Virais se mantenha unido, forte o suficiente para superar pequenas adversidades e que continue a prestar o belo serviço que tem desenvolvido no estado de Goiás.
Um abraço amigo e solidário a todos,
Waldir Pedrosa

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

20 ANOS DO SUS - CELEBRAR O CONQUISTADO. REPUDIAR O INACEITÁVEL.

MANIFESTO do CEBES - Centro Brasileiro de Estudos de Saúde

Nos 20 anos da Constituição Brasileira e do Sistema Único de Saúde - SUS, o Cebes celebra a grande conquista da sociedade brasileira, que mudou a história da política social no país ao instituir a saúde como direito de todos os cidadãos, sem distinção de qualquer natureza, e como dever do Estado.
Nessas duas décadas, profissionais, gestores, movimentos sociais, serviços e a população vêm travando uma dura batalha para fazer com que esse direito seja concreto, contínuo e seguro.O SUS mudou de forma radical a configuração da atenção à saúde no Brasil. É, sem dúvida, uma das políticas sociais mais abrangentes e distributivas da história nacional, ao tornar o acesso universal e incluir milhões de brasileiros na condição de usuários de saúde.
Com o SUS criou-se um sistema nacional e único, abrangendo todas as áreas relativas ao cuidado em saúde. O SUS reordenou a prestação de serviços, criando uma complexa e ousada estrutura onde união, estados e municípios trabalham em conjunto. Criou e expandiu instâncias de pactuação e participação social inéditas na história do país.
O SUS aumentou a rede de serviços públicos; criou e implementou inúmeros programas de atenção e promoção avançados e abrangentes. A população conhece e usa o SUS todos os dias, seja direta ou indiretamente. Os números do SUS impressionam, demonstram a potência desse jovem sistema e confirmam a importância da instituição do direito à saúde na Constituição.
O SUS é mais que um sistema de saúde. Ele faz parte do pacto social presente na Constituição de 1988, que visa a construir uma sociedade democrática e solidária. Por isso foi inscrito na seguridade social; para, junto com assistência social e previdência, garantir proteção social em condições de igualdade a todos os cidadãos, através de políticas eqüitativas e sistemas universais, públicos e financiados por toda a sociedade.
Esses são preceitos que valorizam a vida, a dignidade e o direito ao futuro como bens inalienáveis de todos. Não há paz e desenvolvimento onde a vida é um valor menor, onde a saúde é considerada uma mercadoria, que mais terá quem mais puder pagar. Não há justiça social onde a atenção à saúde dependa da capacidade e do esforço individual de cada um. Não há futuro para uma sociedade sem bens coletivos sólidos e perenes.
Os governos têm continuamente adiado sua integral responsabilidade com a seguridade social e o SUS, restringindo financiamento, recursos humanos, permitindo a expansão do setor privado em áreas estritamente públicas e sendo permissivo com práticas clientelistas e patrimonialistas.
Em 20 anos de SUS, a saúde tem sido negligenciada em prol de uma de política econômica restritiva e de acordos políticos particularistas. Esse não é o projeto dos brasileiros. O projeto dos brasileiros é que se cumpra a Constituição. E aos governos cabe não somente 'respeitá-la'; eles têm a obrigação de implementá-la.
E é exatamente o reconhecimento a todos os avanços do SUS que faz com que o Cebes, neste momento de justa celebração, venha registrar sua indignação com a permanência de um conjunto de problemas que atinge de forma cruel a população e ameaça os princípios conquistados.
Nossa indignação faz com que venhamos registrar o que consideramos inaceitável no SUS hoje.
Inaceitável porque ultrapassa os limites do respeito à dignidade humana. Inaceitável porque fere os direitos da cidadania e da democracia. Inaceitável porque corrompe os princípios do que é público, bem de todos, e não pode ser usado em favor de alguns. Inaceitável porque conhecemos as soluções e porque dominamos as condições necessárias para implementá-las.
A sociedade brasileira investiu trabalho e esperanças na construção de um SUS para todos. É inaceitável que governos e gestores, representantes do Estado responsáveis pelo SUS, deixem de cumprir suas diretrizes elementares. Não podemos mais esconder ou justificar as tragédias cotidianas que afligem a população e que podem ser resolvidas já.
O SUS é um projeto nacional, solidário, justo e, acima de tudo, possível.Por isso consideramos INACEITÁVEL, passados 20 anos:
1 Que ainda não exista uma fonte estável para o financiamento do SUS.
2 Que o gasto público em saúde ainda seja de menos de 1 real por habitante/dia, muito aquém de países menos ricos na América Latina.
3 Que permaneçam as condições precárias de atendimento nos serviços do SUS. O SUS pode e deve prestar serviços dignos aos cidadãos. A população tem direito a saber em que condições será atendida, quanto tempo tardará o atendimento e como proceder em caso de expectativas não cumpridas.
4 Que serviços do SUS ainda não funcionem como uma rede integrada, com porta de entrada única, deixando ao usuário a responsabilidade de buscar por conta própria os serviços de que necessita.
5 Que ainda não tenham sido implementados, em todo o território nacional, mecanismos elementares de gestão de filas que eliminem o sofrimento diário dos usuários.
6 Que na reorganização da atenção seja dada prioridade às UPAs e AMAs, modelo ultrapassado e imediatista de instalação focada de unidades, e que a atenção básica não seja até hoje o eixo estruturante de todo o sistema.
7 Que ainda não tenha sido implantado o cartão SUS, com informações seguras sobre o histórico de cuidados dos usuários, fonte de planejamento, transparência e combate à corrupção.
8 Que a população não tenha ainda acesso seguro e regular aos medicamentos e exames vinculados ao ato terapêutico.
9 Que serviços do SUS ainda hoje não garantam às mulheres grávidas a referência segura de onde vão parir.
10 Que se mantenham discriminações de classe social, gênero, orientação sexual e raça em serviços do SUS.
11 Que serviços e profissionais de saúde continuem maltratando as mulheres que fazem aborto, com negligência no atendimento, ajuizamento moral, denúncias e outras formas de violação de direitos.
12 Que serviços desautorizados pela vigilância sanitária continuem funcionando.
13 Que hospitais lucrativos continuem sendo considerados como filantrópicos e recebendo subsídios públicos.
14 Que se mantenha a dupla porta de entrada nos hospitais públicos e contratados.
15 Que os profissionais de saúde sejam desvalorizados, tenham suas condições de trabalho e salariais aviltadas.
16 Que o SUS permaneça sem uma política nacional de formação e capacitação de recursos humanos.
17 Que, a título de redução do gasto público, se mantenha a farsa dos vínculos precários de trabalho, dependendo de convênios e contratos temporários.
18 Que profissionais usem a precariedade das condições de trabalho como justificativa para ausências e não cumprimento de horários.
19 Que o SUS continue sendo usado como moeda política. É preciso criminalizar o uso político de cargos de direção e dos setores de compras de hospitais do SUS, que estimulam a corrupção, drenam recursos e comprometem a qualidade dos serviços.
20 Que se mantenham transferências e subsídios do setor público para o setor privado de planos e seguros, através da compra de planos para funcionários públicos e da dedução do pagamento de planos no imposto de renda. É injusto que o conjunto da população financie o acesso diferenciado das camadas médias e a sobrevivência e crescimento do setor privado.
21 Que o SUS ainda não estabeleça metas e responsabilidades sanitárias claras a serem cumpridas pelos gestores e governos.
22 Que ainda não haja mecanismos legais de responsabilização de governos e gestores pelos serviços não cumpridos. Essa ausência estimula e encobre a alarmante corrupção no setor.
23 Que as transferências financeiras intergovernamentais ainda sejam feitas de forma verticalizada, em "caixinhas", engessando o planejamento e a lógica sanitária.
24 Que as políticas sociais sejam ainda hoje, e cada vez mais, fragmentadas e setorializadas. É urgente o estabelecimento de políticas que integrem as distintas áreas sociais, para garantir os direitos instituídos no título VIII da Constituição.
25 Que o país ainda careça de uma política saudável para o meio ambiente, que afaste os riscos do cultivo de transgênicos, do abuso de agrotóxicos, da poluição dos mananciais, do desflorestamento, e também de uma política que assegure condições saudáveis de trabalho no campo e nas indústrias.
26 Que governo e sociedade se recusem a discutir o aborto que praticamos, o consumo de álcool que nos vitima, os acidentes de trabalho que nos aleijam.
27 Que se ignore a importância do complexo produtivo da saúde como forma de afirmação da soberania nacional, como combate á subordinação da produção industrial à lógica de preservação de patentes e domínios de conhecimento, como possibilidade de associar o desenvolvimento industrial à política de proteção social, gerando um exemplar modelo de desenvolvimento nacional.
28 Que não se efetive a concepção de Seguridade Social prevista na Constituição de 88, como condição imprescindível para a coesão social. Essa efetivação passa hoje pela convocação da Conferência Nacional de Seguridade Social. Transformar o direito à saúde em direito em exercício é dever do Estado e não pode mais ser retardado, sob alegações de qualquer ordem.
Não existe valor superior à vida, muito menos aqueles propugnados pelos defensores de políticas voltadas para o pagamento de juros e produção de superávits fiscais que restringem o investimento social inadiável.O Cebes conclama a todos a celebrar nossas conquistas, refletir sobre os impasses e desafios e não transigir com o que é inaceitável.Depois de 20 anos, já temos condições de exigir a sua superação imediata!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

OSCs de Hepatites criam democraticamente sua representação nacional, o MBHV

Aos quatorze dias do mês de novembro do ano de dois mil e oito, durante a realização, em Brasília, do VII ENONG, Encontro Nacional de ONG/Hepatites Virais, foi fundado o Movimento Brasileiro de Luta Contra as Hepatites Virais - MBHV.

Após a aprovação de seu estatuto realizou-se a eleição de composição de sua primeira Diretoria, tendo sido eleitos, com mandato para o biênio 2009/10, os seguintes fundadores:

Conselho Administrativo:
Regina Maria Lancellotti - Secretária Geral
Rômulo José Valença Corrêa - Secretário Geral Substituto
Dulcimar Leni Pontes Freitas - 1ª Tesoureira
Emilia Pereira de Barros - 2ª Tesoureira

Conselho Fiscal:
Titulares:
Jeová Pessin Fragoso
Derval Evangelista de Magalhães
Bartolomeu Luis de Aquino
Áurea Yooko Yonekura Inada
José Eudes Brasil
José Almir Amaral Rego

Coordenadores Regionais: -

Região Norte
Titular a Sra. Maria Cisalpina Cantão da Silva e suplente Sr. Rildo Agres-
Região Sul Titular Sr. José Freitas de Oliveira e suplente Sra. Sandra Mara Scherpinski-
Região Nordeste Titular Sr. Arair de Freitas Azambuja e suplente Sr. Aristóteles Vigas de Almeida
Região Sudeste Titular Sr. Jorge Greve e suplente Sr. Donizete Aparecido Soares de Campos-
Região Centro-Oeste Titular Sr. Otacílio Wanner da Silva e suplente Sr. Álvaro Eduardo dos Santos

Endereço eletrônico oficial do movimento movimentobrhv@gmail.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Família não consegue doar órgãos de rapaz devido a demora em exame para atestar morte cerebral

Edição de 31/10/2008
A burocracia contra a vida

Pâmela Oliveira Rio

- Há uma semana, a família do motorista Marcos Vinícius Rojas Arêas, 26 anos, tenta doar os órgãos do rapaz, vítima de acidente. Ele está no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá, desde a tarde de sexta-feira, quando foi constatada suspeita de morte cerebral, e somente na quarta-feira o foi submetido a exame capaz de confirmar o diagnóstico. O resultado atestando a morte encefálica chegou apenas ontem ao hospital. Muito angustiada, a família da vítima teme que devido à longa espera os órgãos já não possam ser doados. Dias antes do acidente, Marcos disse que queria ser doador caso sofresse acidente. "Eu queria muito saber que uma parte do meu filho salvou alguém, ajudou um jovem a viver com um coração novo, saudável. Ou um rim, um fígado", disse a mãe de Marcos, Nádia do Carmo Gimenes Rojas, 55 anos."Dias antes do acidente, meu filho viu que os pais da Eloá doaram os órgãos dela, ficou emocionado, e disse que se aquilo ocorresse com ele, gostaria de ter a chance de ajudar sete, oito pessoas. Mas a gente vê que a realidade é outra. A burocracia e o descaso são enormes", lamenta a mãe. Nádia diz que a família telefonou para a Central Estadual de Transplantes no sábado para informar o desejo de doar os órgãos, mas foi informada de que o hospital era quem deveria fazer a notificação. "Quando falamos que queríamos doar, o hospital disse que teríamos que arcar com despesas do transporte dele até Niterói e que teríamos que trazer um neurologista de fora. Além disso, teríamos que esperar dias até o corpo do meu filho voltar para Maricá para fazer o enterro. Fomos tratados como se estivéssemos pedindo um favor", conta Nádia, que até a chegada da equipe de O DIA chegar ao hospital, ontem, não tinha sequer a certeza de que seu filho estava com morte encefálica. "Sexta-feira, nos disseram que sim. Sábado, trouxemos médico particular, que conversou com o médico daqui e nos disse que tínhamos que esperar", disse ela.Feriados e falta de estruturaOntem, o diretor do hospital municipal, José Luiz Francisco Santos, disse que a unidade não tem condições de realizar os exames necessários para a constatação da morte encefálica, exigidos pela Central Estadual de Transplantes. E alegou que demorou a fazer o eletroencefalograma — que mede a atividade cerebral — devido a feriados.
"Segunda-feira foi ponto facultativo e terça, feriado. Quarta-feira, o exame foi feito por uma clínica conveniada, mas o técnico teve que levar para o Rio e receberemos o resultado hoje (ontem), por fax", disse."Fica realmente difícil para um hospital pequeno, no interior, ter acesso aos exames necessários para cumprir o protocolo. Isso praticamente impossibilita a doação. Deveria ter alguma forma de ajuda, de auxílio", acrecentou o diretor, que afirma não ter sido procurado pela família ou pelos médicos para falar sobre o caso: "Soube pela Secretaria de Saúde de Maricá". José Luiz disse ainda não ter sido informado sobre a abordagem à família. "Se algum médico disse que a família teria que arcar com as despesas, disse por conta dele", afirmou o diretor.

CONTATO COM CENTRAL ESTADUAL

A Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil afirmou que a Central de Transplantes foi notificada pelo hospital, ontem, sobre a realização do exame para confirmação de morte cerebral. A secretaria afirmou ainda que a Central foi contatada por familiares de Marcos, sábado, sobre a suspeita de morte cerebral, e que propôs que ele fosse levado para o Hospital Azevedo Lima, em Niterói, que tem condições de realizar os exames necessários. Segundo a Central, porém, o pai foi contra a transferência, alegando que o enterro seria em Maricá e a ida e vinda do corpo dificultaria o sepultamento.
Quarta-feira, outro familiar voltou a procurar a Central.

CARLOS R CABRAL

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Transplante em SP cresce 30% no mês do caso Eloá

- A média mensal de transplantes de órgãos realizados no Estado de São Paulo teve um aumento de 30% no mês passado, justamente quando a família da adolescente Eloá Pimentel, assassinada tragicamente pelo ex-namorado, autorizou a doação dos órgãos da menina. "Nunca registramos um impacto como esse", afirma o coordenador da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde, Luiz Augusto Pereira. Segundo ele, nem a doação dos órgãos do músico dos Titãs Marcelo Fromer, em 2001, nem a cirurgia que deu um novo coração ao ator Norton Nascimento, em 2003, incrementaram tanto a lista de doadores em São Paulo. Até o ano passado, os hospitais do Estado faziam em média 30 transplantes por mês. Já em janeiro de 2008 esse número começou a subir e passou para 36. Mas outubro foi um mês à parte. A média de cirurgias para transplantes de órgãos chegou a 47. Como nenhum estudo foi feito, Pereira diz que não é possível relacionar categoricamente o crescimento à decisão da família de Eloá de doar os órgãos. "Mas os números nunca foram tão evidentes." No total, sete pessoas foram beneficiadas com os órgãos da adolescente de Santo André. No Estado, 14.191 pessoas estão na fila de espera por um órgão. Para cada órgão há uma lista única. Quando a situação de um paciente se agrava muito ele pode, depois de passar por exames que comprovem seu estado de saúde, ser priorizado na fila.
As informações são do Jornal da Tarde.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Saúde terá comitê para tratar do controle das hepatites virais

Rio Grande, 30 de Outubro de 2008, Quinta-Feira.
Agora o Jornal do Sul

O governo estadual irá editar um decreto criando o comitê intersetorial para tratar, no Rio Grande do Sul, da questão das hepatites virais. A informação foi prestada pelo diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Francisco Paz, que participou da abertura oficial do 1º Encontro Regional de ONGs de Hepatites Virais (Erong-Sul), realizado na Escola de Saúde Pública (ESP). "Este governo tomou a decisão política, clara, concreta de enfrentar a situação", afirmou. O Rio Grande do Sul poderá ser o Estado pioneiro no diagnóstico, realização de exames, acolhimento e no tratamento dos doentes. Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do CEVS, Marilina Bercini, o problema das hepatites virais é ainda trabalhado no âmbito da vigilância e da contagem dos casos. "Temos consciência do desafio e do tamanho do problema e estamos avançando e construindo parcerias para que o programa se amplie para além da vigilância e englobe também o controle da doença", explicou, lembrando que portaria do Ministério da Saúde estendeu a vacinação contra a hepatite B a podólogos e manicures e que o Rio Grande do Sul incluiu barbeiros e tatuadores. O 1º Erong, iniciado na segunda-feira, teve encerramento ontem, 29. No encontro, são abordados temas como evolução da doença e acesso ao transplante, assistência aos portadores de hepatite C em tratamento, panorama das hepatites virais no Estado e em Porto Alegre e prevenção das hepatites B e C, entre outros. Estiveram presentes à abertura a presidente do Comitê de Ação Solidária do governo do RS, Tarsila Crusius, e o coordenador do Programa Nacional de Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (PNHV-SVS-MS), João René Mattos Filho.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Clic aqui e assista noticia do Grupo Esperança - sobre prevenção da hepatite B na Baixada Santista

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Novo exame reduz risco de infecção em transfusão de sangue

RICARDO WESTIN
da Folha de S.Paulo


O Ministério da Saúde pretende levar para a rede pública em janeiro de 2010 um exame de sangue, com tecnologia nacional, que reduz o tempo em que os vírus da Aids e da hepatite C ficam no organismo sem serem detectados pelos exames convencionais. Com a medida, o governo busca tornar as transfusões de sangue realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mais seguras. São coletados pouco mais de 4 milhões de bolsas de sangue por ano no país, sendo 3,5 milhões no serviço público. O período em que um vírus não aparece nos testes é conhecido como janela imunológica. Pelos exames usados hoje no SUS, o HIV só é detectado 21 dias após a pessoa ter sido infectada. Com o novo teste, a janela cairá para oito dias. Assim, o risco de se coletar sangue contaminado com HIV passará de 1 bolsa em 250 mil para 1 bolsa em 3 milhões. No caso do vírus da hepatite C, a janela imunológica passará de 72 dias para 14. O exame que o governo vai adotar foi desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz e é conhecido pela sigla NAT (teste de ácido nucleico, em inglês). Enquanto o teste usado hoje no SUS, o Elisa, detecta os anticorpos produzidos pelo organismo na tentativa de destruir o vírus, o NAT identifica o material genético do próprio vírus. A janela imunológica do Elisa é maior porque o organismo da pessoa infectada leva algum tempo para produzir os anticorpos. O NAT não depende da resposta imunológica. Essa tecnologia foi aprovada para uso na rede de saúde dos EUA em 2002. No Brasil, apenas os hospitais privados de ponta de São Paulo, Rio e Brasília utilizam o NAT. A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia diz que o governo demorou demais para adotar a tecnologia. "O governo nunca quis pagar os preços do mercado. Já estamos há seis anos atrasados", afirma Dante Langhi, um dos diretores da entidade. Para o Ministério da Saúde, a espera valeu a pena. "O novo produto leva vantagem sobre os NATs disponíveis no mercado internacional. A janela imunológica é menor, e o preço é 80% mais baixo. Além disso, ficamos livres de interesses comerciais", diz Alberto Beltrame, diretor do Departamento de Atenção Especializada. O projeto foi encomendado pelo Ministério da Saúde à Fiocruz em 2004. Também participam dos trabalhos a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná. Em fevereiro de 2009, os testes começarão a ser usados experimentalmente em alguns Estados.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Organização Mundial da Saúde declara que 30% das mortes podem ser prevenidas

Alerta: CÂNCER pode matar 12 milhões em 2030

CÂNCER pode matar 12 milhões em 2030
O CÂNCER é a principal causa de morte no Mundo. Em 2007 morreram7,9milhõesde pessoas, 13 por cento do total das mortes. Dentro de apenas duas décadas o quadro pode ser ainda mais negro, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a prever que em 2030 o número de mortes ascenda aos 12 milhões por ano. O alerta ontem divulgado vem acompanhado com a boa notícia de que é possível prevenir trinta por cento das mortes por CÂNCER.
Os tipos de doença oncológica mais frequentes, de acordo com o número global de mortes, são os do pulmão, estômago, fígado, colo-rectal, esófago e próstata para o homem e para a mulher os CÂNCERs da mama, pulmão, estômago, colo-rectal e cervical.
De acordo com a OMS, as mortes anuais por neoplasia são, respectivamente, do pulmão (1,4 milhões de casos), estômago (866 mil), cólon (677 mil), fígado (653 mil) e mama (548 mil).
O CÂNCER é o termo genérico para um grupo grande de doenças que afectam qualquer parte do corpo. Os factores de risco que causam o aparecimento são o excesso de pe-so ou obesidade, consumo reduzido de fruta, legumes e vegetais, falta de exercício físico, consumo de tabaco e álcool.
Mas não são apenas estes factores que podem causar o tumor. Na origem podem estar ainda o sexo não protegido, poluição do ar em meio urbano, vírus das hepatites B e C e ainda o fumo produzido nas habitações proveniente dos combustíveis sólidos.
Conhecer os factores de risco do CÂNCER e reduzi-los ou evitá-los ajuda a prevenir o aparecimento da doença, cuja estratégia de combate passa não apenas pela prevenção mas também pela detecção precoce e aumento dos tratamentos.
A OMS alerta ainda para a necessidade de se evitar os factores de risco, apostar na vacinação contra os vírus do papiloma humano e hepatite B, controlar os riscos profissionais e reduzir a exposição ao Sol.
APONTAMENTOS
ALTERAÇÃO DE CÉLULA
O CÂNCER surge da alteração de uma única célula. As metástases são a maior causa de morte.
EXTERNOS E GENÉTICOS
A alteração na célula pode ser causada por agentes externos ou por factores genéticos.

Cristina Serra
30 Julho 2008 - 00h30


FONTE: CORREIO DA MANHÃ – PORTUGAL
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF&contentid=851C59B7-3148-4208-AE12-75894B8F3D1E

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A metformina pode intensificar a redução de peso em adolescentes do sexo feminino

Autora: Michelle Rizzo
Publicado em 08/07/2008


Nova York – De acordo com os resultados de um estudo publicado no mês de junho do Journal of Pediatrics, a metformina associada a mudanças no estilo de vida pode auxiliar as adolescentes a perder peso, desde que também aconteçam mudanças na alimentação.
Dra. Kathryn Love-Osborne, do Denver Health and Hospitals, Colorado, e colaboradores avaliaram, através de um estudo duplo-cego randomizado, o efeito causado pela a adição de metformina (ou placebo) a um programa personalizado de reeducação alimentar e de exercícios físicos entre 85 adolescentes obesos e com resistência à insulina.
A média de idade dos participantes deste estudo era 15,7 anos e o índice de massa corporal (IMC) médio era de 39,7. Dos 85 indivíduos, 71% eram meninas, 58% eram de origem hispânica e 34% de etnia afro-americana.
Os pesquisadores relataram que as metas estabelecidas de redução de peso não foram atingidas nesta população. Não houve diferenças detectáveis entre o grupo que utilizou metformina ou placebo com relação à redução do peso ou metabolismo glicídico.
Entretanto, foi observada uma redução significativa do IMC entre meninas que recebiam metformina que não foi detectada naquelas que utilizavam placebo. Sessenta por cento dos participantes que utilizavam metformina e que também reduziram as porções de sua alimentação apresentaram uma redução de mais de 5% do seu IMC.
Dra. Love-Osborne disse à Reuters Health que “as opções atuais de medicamentos para perda de peso são muito caras e geralmente os planos de saúde não fornecem cobertura. Desta forma, os remédios não são acessíveis aos pacientes de baixa renda que apresentam risco elevado para as complicações relacionadas com a obesidade”.
“A disponibilidade de uma medicação barata e segura, que pode trazer benefícios para pacientes que se encontram motivados a realizar pequenas modificações em seus hábitos de vida, poderá ser uma opção adicional para que os profissionais de saúde possam melhorar as condições de saúde de adolescentes obesos na atenção primária”.


J Pediatr 2008;152:817-822

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Acesse a matéria de TV afiliada da Globo sobre Campanha de detecção da Hepatite B do Grupo Esperança.

http://www.tvtribuna.com/videos/?video=16832

domingo, 13 de julho de 2008

Hepatite crônica: o maior mal da saúde pública no Brasil?

08/07/2008 15h18m
Aleandro Rocha
As metas para as políticas sociais devem ser pauta obrigatória nas agendas governamentais. A garantia de uma gestão salutar e democrática dessas políticas, no interesse do cidadão, relaciona-se, nesse contexto, a ações efetivas que possam ir ao encontro das aspirações da sociedade.
No Brasil, a incidência de hepatite revela sintomas de mal estar decorrentes da falta de mobilização. Dados do Ministério da Saúde apontam seis milhões de portadores do vírus das hepatites B e C. Hoje, 95% dos infectados não sabem que carregam o vírus, confirmando a falta de campanhas de conscientização. Fato confirmado pelos números do próprio Ministério. Dos seis milhões de infectados, apenas uma média de dez mil pessoas recebem tratamento anualmente. Menos de meio por cento do número total dos casos registrados.
De acordo com a Frente Parlamentar das Hepatites e Transplantes, presidida pelo deputado Geraldo Thadeu (PPS/MG), a falta de diagnóstico precoce é hoje um dos maiores responsáveis pelo sofrimento dos infectados. A detecção tardia do vírus permite o avanço da doença para cirrose hepática e até mesmo para o câncer.
Além disso, a morosidade nas ações agrava o problema. O protocolo do Ministério da Saúde, por exemplo, não tem registrado novos medicamentos à lista do Sistema Único de Saúde. Sem a atualização, pouco se avança no tratamento e na conquista de resultados mais positivos.
Silencioso, o vírus da hepatite atinge diretamente o fígado. Sua transmissão dá-se por meio do sangue, seringas compartilhadas e materiais perfurocortantes contaminados. Em se tratando da hepatite B, cerca de 70% dos casos de transmissão ocorre pelo contato sexual.
Os sintomas iniciais são geralmente imperceptíveis. Em muitos casos, assemelham-se aos da gripe, o que dificulta a percepção por parte dos infectados. Com o tempo, a doença tende a tornar-se crônica. Pesquisas revelam que 10% dos portadores de hepatite B desenvolvem a infecção crônica. Percentual que aumenta para 80% no caso da hepatite C.
No estágio avançado, com o comprometimento do fígado, a solução para os portadores é partir para a imensa fila do transplante. Neste caso, além de exigir mais gastos do Governo do que a prevenção e o tratamento com medicamentos, estima-se que mais da metade dos doentes que aguardam transplante morrem na fila de espera.
O portador que recebe tratamento tardio e inadequado pode ter sua vida produtiva diminuída em até 15 anos. Mais alarmante do que o número de infectados, falta de tratamento e diagnóstico precoce, é a falta de informação ao cidadão; de ações e mobilizações que poderiam evitar o aumento no número de casos, principalmente impedir milhares de mortes.
Campanhas de vacinação, conscientização sobre regras básicas de higiene e obras de saneamento básico são fortes aliados na luta por salvar vidas. Para debater essas e outras estratégias e ações, a Frente Parlamentar aguarda audiência pública com o ministro da saúde. Geraldo Thadeu também quer fortalecer a parceria com o Programa Nacional de Controle e Prevenção às Hepatites Virais. Para isso, quer estreitar os laços, sugerindo e incentivando ações cada vez mais incisivas por seus dirigentes.
Enquanto isso, é necessário fortalecer o diálogo entre os governos e o terceiro setor, no intuito de propiciar a divulgação da doença, com um alerta sobre seus riscos e sobre formas eficazes de prevenção. Ações efetivas que levem à agilidade do testes de diagnóstico são também demandadas. O incentivo oficial à pesquisas e a novos medicamentos que possibilitem o combate a esse mal quase invisível, mas de efeitos nefastos no corpo social, não pode ficar de fora da agenda do dia das políticas públicas de saúde.

Aleandro Rocha – assessor de imprensa da Frente Parlamentar das Hepatites e Transplantes da Câmara dos Deputados

Fonte: http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=08&mes=07&ano=2008&idnoticia=56297

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Indústria farmacêutica da Europa passa a utilizar um código de relacionamento com as ONGs

A partir de 1° de julho mais de 1.200 empresas farmacêuticas da Europa passam a adotar o "Código de Conduta para as relações entre a Indústria farmacêutica e as Organizações de Pacientes" O código foi elaborado pela Federação Européia de Associações e Indústrias Farmacêuticas (EFPIA), instituição que representa as diversas associações de fabricantes de trinta países, com o objetivo de estabelecer princípios éticos e transparentes nas relações entre a indústria farmacêutica e as organizações de pacientes. É conhecido e aceito que o movimento social das organizações de pacientes (ONGs) necessitam do apoio da indústria farmacêutica e, também do governo, para realizar atividades que ajudem os pacientes e difundir informações sobre as doenças, a prevenção e os cuidados necessários, inclusive sobre o andamento das pesquisas de novos tratamentos. Existe necessidade para que a relação com a indústria e o governo seja realizada de forma ética e transparente, evitando interpretações erradas. Não é absolutamente bom quando o governo acusa as ONGs de defender a venda de medicamentos como também não e nada bom quando por convênios as ONGs batem palmas para o gestor de plantão. Receber apoio ou subvenções não deve contaminar a atuação independente das associações de pacientes. O código aprovado na Europa se resume em assumir alguns compromissos básicos: 1) Proibição da promoção de medicamentos de prescrição dirigida ao público; 2) A colaboração entre as empresas farmacêuticas e as associações de pacientes deverá ser sempre realizada por contratos de patrocínio específicos, seja qual seja a finalidade; 3) Os logotipos e material das associações de pacientes por parte das empresas farmacêuticas sempre deverá ser aprovada previamente, devendo se indicar seu propósito e formas de utilização; 4) As empresas não poderão influenciar no conteúdo editorial realizado pelas associações de pacientes com o objetivo de favorecer seus próprios interesses comerciais; 5) As empresas farmacêuticas colocaram na sua página da internet quais associações de pacientes apóia e de que forma, alem de garantir que o seu patrocínio seja claramente reconhecido e divulgado pela ONG; 6) As empresas farmacêuticas devem incentivar as associações de pacientes a procurar outras fontes de patrocínio e não poderão solicitar serem patrocinadores exclusivos;

O código completo poderá ser acessado clicando no título desta postagem

Fonte: Notícia encaminhada por mail pelo Grupo Otimismo
http://www.hepato.com/

Ministério Público Federal aceitou a denuncia sobre a falta de testes

O Ministério Público Federal aceitou os fundamentos da denuncia sobre a falta de distribuição dos testes de detecção das hepatites B e C durante 11 meses para os centros de testagem e aconselhamento e nos Lacens, instruindo no dia 16 o Procedimento Administrativo de n° 130012000492200875 -MPF/PR/RJ o qual será conduzido pela procuradora Dra. Marina Fernandes. A denuncia não é referente à falta dos testes e, sim, para apuração das responsabilidades que ocasionaram a falta. É estimado que entre 300 e 500 mil pessoas foram prejudicadas com a falta de testes, não se conseguindo entender como ninguém no ministério da saúde providenciou compras emergenciais. Até 15.000 infectados podem estar transmitindo a doença e progredindo no dano hepático por não ter recebido o resultado do exame. Identificar os responsáveis e necessário para que a situação não volte a se repetir!

Fonte: notícia original veiculada pelo Grupo Otimismo
www.hepato.com

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Precoce Falecimento de Oswaldo Luís, Presidente da ONG Amigos do Transplante.

ATÉ QUANDO O EVITÁVEL PERMANECERÁ INEVITÁVEL

Nosso pesar pelo precoce falecimento do inteligente e bravo companheiro Oswaldo Luis Pereira de Sousa, presidente do Grupo Amigos do Transplante do Rio de Janeiro. Nossa solidariedade especial à sua família e o testemunho de que pessoas como o Oswaldo provocam uma grande lacuna pela sua ausência; contudo, por haverem vivido com intensa paixão e doação à vida, fornecem um material afetivo e humano aos que conviveram consigo que se perpetua em eterno movimento.
Há pouco o que se dizer da morte, da separação, a não ser que doem muito em quem permanece. Não canso de repetir nestas circunstâncias um frevo canção, da minha terra Recife. O transcrevo, grifando a primeira estrofe:

FREVO DA SAUDADE
Nelson Ferreira e Aldemar Paiva

Quem tem saudade
Não está sozinho,
Tem o carinho
Da recordação...

Por isso quando estou
Mais isolado
Estou bem acompanhado
Com você no coração...

Um sorriso,
Uma frase, uma flor,
Tudo é você na imaginação...

Serpentina ou confete
carnaval de amor,
Tudo é você no coração...

Você existe como um anjo de bondade
E me acompanha
Neste Frevo de Saudade!!!

Este exercício de conquistas e perdas, que é a vida de todos nós, nos impõe perdas necessárias e outras que nos são desnecessárias e dependentes do nosso estágio social de desenvolvimento.
Sem dúvida, enquanto não for o homem o centro e objeto do progresso e do desenvolvimento, seremos servos e vítimas dos interesses do capital. Enquanto o humanismo e a ética não se restabelecerem, inclusive pelas nossas ações, enfrentaremos perdas e danos desnecessários e irreparáveis.
Quando ocorre o que é natural e inevitável, estamos diante da vocação própria de todo o universo e resta-nos a interioridade e meditação de uma música, de uma fonte, de uma oração, de um poema, mesmo que regados das nossas frágeis lágrimas.
Quando advém o que não deveria suceder, por ser evitável, por ser injusto, às vezes não a si, mas a uma comunidade de pessoas humanas, doe muito, muito, e demais, e, resta continuar.
Cá entre nós, vivenciamos perdas por hepatites cuja freqüência nos estarrece.
Prosseguir como se tudo fosse um desígnio inevitável, é não lutar, é prosseguir pela metade. Fazer cada qual a sua parcela, compreendendo a necessidade de se inteirar do universo que o cerca, é crer que somos agentes de uma sociedade e um mundo a ser aperfeiçoado.
Unir-se para transformar o status quo, o velho em novo, o que teima em ser imutável, o que repetidamente é tido como sem solução; é exercer a cidadania de forma competente e legar aos que virão, dias melhores. Mesmo aparentemente parecendo que nos debatemos contra moinhos de vento.
Nossos egos e sentimentos de vaidade se esvaem, quando, o viver que nos é tão caro, torna-se ameaçado. Não se mede nem se estima perdas de vidas humanas; porém com certeza a ausência de alguém, repercute sobremaneira nos entes queridos representados principalmente pela família.
As hepatites B e C, diariamente ceifam muitas vidas de pessoas anônimas, sem que tenham tido sequer a chance de detectar a doença, se submeter a algum tratamento ou ao transplante hepático. Ao atingir estágios avançados de gravidade, morre-se à espera de um órgão, não por falta de solidariedade da população que o doa, e sim, por falta de mecanismos institucionais promotores da necessária difusão da doação, de um contingenciamento eficaz de equipes de captação e um gerenciamento institucional aperfeiçoado dos grupos de transplante hepático e seus insumos.
Todos sabem que sou médico hepatologista, no exercício de minha profissão, dedicando parte do meu tempo a uma ONG de portadores de hepatites e transplantes de fígado. Eventualmente estou presidente do Núcleo Confiantes no Futuro, em João Pessoa, que, junto com portadores e um transplantado, ajudamos a criar, até ter sido registrado como ONG pelo seu primeiro presidente, o engenheiro Frederico Pitanga, à época em tratamento.
Não existem razões de natureza profissional, científica ou pecuniária, para que optássemos em desenvolver este trabalho voluntário. Éramos e somos um grupo de pessoas dispostas a enfrentar as dificuldades, respaldadas apenas na união pelo bem comum. Não tenho dúvidas que este universo de troca e apoio mútuo entre médicos, ou melhor, dito, cuidadores e pacientes, seja especialmente rico, eficaz e construtivo para ambas as partes. Outras organizações existem cujo elemento aglutinador ou impulsionador, por óbvias razões é o médico. Assim, este grupo existe desde o ano de 2002, sendo atualmente declarado de utilidade pública municipal.
Poucos recursos, na sua maioria, emanados dos que compõem a própria ONG; outros decorrentes de doações sob a forma de impressos com conteúdo de divulgação ou destinados a ações específicas, como é o caso dos kits de testagem rápida para o vírus C e da biópsia hepática, para os que não conseguem realizá-la através do Sistema Único de Saúde. Não somos subsidiados por qualquer organismo público ou privado; embora saibamos e constatemos muitas parcerias e desenvolvimento de projetos éticos em diversas organizações do terceiro setor.
Muitos projetos elaborados, discutidos, defendidos junto a gestores públicos e instituições como à Secretaria Estadual de Saúde e ao Hospital Universitário Lauro Wanderley, por anos a fio, sem que se consiga solucionar o problema da implantação de um centro de referência para tratamento multidisciplinar das hepatites nas cidades de João Pessoa e Campina Grande, que possui o Hospital Universitário Alcides Carneiro.
Apesar de conseguirmos a duras penas a constituição de um Comitê Estadual de Hepatites, composto por profissionais representativos, tanto da comunidade científica quanto da sociedade civil, as decisões ali tomadas tornam-se letras mortas não viabilizadas. Prosseguimos com problemas com medicamentos, exames de biologia molecular, biópsia hepática; além da já enfatizada ausência de um protocolo estadual de tratamento e controle para as hepatites e ações de testagem, divulgação e notificação.
Nunca nos negamos à construção de parcerias, nos limites dos nossos objetivos. Estes são especialmente, o controle social, a divulgação e conscientização da doença, a construção de propostas que conduzam os gestores e as instituições a implantarem mecanismos de prevenção diagnóstico e tratamento sérios e eficazes. Desenvolvemos ações de apoio mútuo, para minorar o caminho dos que percorrem sozinhos uma doença crônica e progressiva na maioria das vezes.
Parcerias e apoio têm sido construídos com a secretaria municipal de saúde, em ações de caráter de divulgação e campanhas públicas em João Pessoa.
A integração com o movimento nacional de hepatites passou a ser objeto de preocupação, por acreditarmos, como muitos, que, apenas um movimento nacional coeso e forte, unido a todos os que possuem o mesmo desiderato, incluindo os grupos dedicados ao transplante hepático, (como modalidade de tratamento das complicações causadas por estes vírus), será capaz de ter avanços substanciais nesta luta.
Muitas vitórias, muitas dificuldades, muitos impasses locais e nacionais, várias perdas de companheiros portadores.
Naturezas variadas de óbitos. Dentre estas notamos o agravamento dos indivíduos contaminados por falta de divulgação da doença, falta de busca por testagem, número reduzido de tratamentos nas fases onde estes poderiam promover a cura, reduzido número de casos em tratamento. Tudo isto revelando a ausência de diagnósticos, manutenção dos reservatórios humanos do vírus e das práticas de risco. No que diz respeito a hepatite B, a baixa difusão e conscientização da população em campanhas para uma cobertura vacinal mais extensa é outro fato inconteste.
Sabemos que o tratamento cirúrgico, seja pela remoção de segmento hepático acometido por câncer, quer por procedimentos pouco invasivos associados à imagem, destinados à destruição de nódulos tumorais, ou através do transplante hepático ou do retransplante, é apenas uma modalidade de tratar complicações de doenças denominadas hepatites B e C.
O portador transplantado prossegue a necessitar de tratamento dirigido à erradicação do vírus, (quando indicado) e ao combate à rejeição e infecções oportunísticas. A imunossupressão encurta em muitos casos o tempo em que o novo fígado tornar-se-á mais uma vez um fígado cirrótico.
Não faz muito tempo e o companheiro Oswaldo Luis denunciava a situação calamitosa dos transplantes no estado do Rio de Janeiro, onde um órgão captado fora jogado ao lixo por razões burocráticas, enquanto se padece e morre por carência de órgãos.
Não é infreqüente a falta de medicamentos, ditos excepcionais, quer para o tratamento das hepatites, quer como coadjuvantes deste, ou imunossupressores que quando suspensos atentam contra a vida do transplantado. Em sua própria defesa, os pacientes tornam-se obrigados a estocar medicação antes dos tratamentos, depositarem sobras nos grupos de apoio, compartilhar medicações entre parceiros de estados muitas vezes longínquos.
Nós médicos por outro lado, muitas vezes sem a devida formação ou carentes de programas de educação continuada e outros fóruns que habilitem ao menos a rastrear doenças emergentes e endêmicas, contribuímos para que as hepatites B e C não sejam numericamente mais detectadas. A onipotência e a vaidade, no trato aos pacientes, especialmente aos mais carentes, quantas vezes tornou o doente precocemente diagnosticado, em um indivíduo com uma doença avançada, pelo simples fato de não o encaminharmos ao especialista e seguirmos minimizando as conseqüências destas doenças.
Ninguém procura o que não conhece!
Procurar os casos de hepatites B e C requer conhecimento. Este tem que ser alertado e promovido por todas as sociedades de especialidades médicas, pelo Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde. As unidades básicas são a porta de entrada do sistema e carecem de capacitação dos seus profissionais.
Mas não se evolui criando normas e leis que não sejam acompanhadas, aferidas periódica e continuamente em sua execução e em seus resultados.
Carecemos por em nossas mentes que o preço da liberdade continuará sendo a eterna vigilância e união. A isto toda a sociedade civil organizada em torno das hepatites tem de manter-se atenta.
À véspera do dia mundial das hepatites, a notícia de que foi ceifado do movimento um companheiro diretor de uma organização da sociedade civil. Baseado na perda de quem tive o privilégio de conhecer durante o último ENONG de Hepatites, escrevo este desabafo que me serve de reflexão. Aguardo que se preste a outros.


Waldir Pedrosa Amorim

Este texto pode ser copiado e publicado em sua íntegra, desde que seja mencionado o seu autor e a fonte.

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Blog do Waldir

segunda-feira, 19 de maio de 2008

:: Tv CaboBranco - JPB 2º EDIÇÃO ::

:: Tv CaboBranco - JPB 2º EDIÇÃO ::

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Conhecendo a Hepatite C



Entre três e quatro milhões de brasileiros podem estar infectados com o vírus da hepatite C!


A hepatite C é causada por um vírus que ataca o fígado de forma lenta e silenciosa, inicialmente sem sintomas físicos para o portador. O vírus pode danificar o fígado da pessoa contaminada, ocasionando, às vezes, cirrose e câncer do fígado. A evolução do dano ao fígado é diferente para cada indivíduo, podendo levar entre 20 e 30 anos, quando 1 de cada 4 infectados evolui para cirrose ou câncer no fígado. O portador de hepatite C que desconhece estar infectado aparentemente leva uma vida totalmente normal, pois a doença na maioria dos casos não apresenta sintomas e os riscos de contágio na vida social, na família ou no trabalho são pequenos quando tomadas algumas precauções. Mas silenciosamente pode estar perdendo o seu fígado!

A maior fonte de contaminação aconteceu no passado com as transfusões sanguíneas, possibilidade hoje muito reduzida pelos testes de sangue realizados nos hemocentros. O compartilhamento de seringas e agulhas de injeção por uso médico também é coisa do passado, já que hoje se emprega material descartável.

Atualmente, os maiores fatores de risco de contaminação são o compartilhamento de utensílios empregados para o uso de drogas injetáveis, que representa dois terços das novas infecções, e acidentes com instrumentos cortantes, inclusive com instrumentos de manicure ou pedicure.

A prevenção é importante, porém é muito importante detectar os milhões de
infectados existentes e evitar que evoluam para danos irreversíveis na sua saúde.
É muito importante que você realize o teste de detecção, caso faça parte dos grupos de maior risco de já estarem contaminados, que são:

• pessoas que receberam transfusão de sangue, antes de 1993;
• usuários de drogas injetáveis ou inaladas, inclusive aqueles que o fizeram
só uma vez, em qualquer época da vida;
• filhos de mães contaminadas com a hepatite C;
• pessoas em tratamento de hemodiálise;
• hemofílicos;
• pessoas contaminadas pelo HIV;
• pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou com histórico de
doenças sexualmente transmissíveis;
• pessoas com tatuagens ou piercings.


O teste de detecção, chamado ANTI-HCV é simples, barato, não é traumático (praticamente não dói). É coberto por todos os planos de saúde, podendo ainda ser realizado, nos hospitais públicos, nos Centros de Testagem e Acompanhamento - CTA e ainda em alguns postos de saúde.

Na sua próxima consulta médica, converse com o seu médico sobre a conveniência de realizar o teste de detecção da hepatite. Se o resultado for positivo, procure assistência médica especializada (infectologistas, hepatologistas ou gastroenterologistas) ou os hospitais de referência do SUS.
Se o resultado for positivo, para não acelerar a progressão da destruição do fígado, você deve evitar totalmente a ingestão de bebidas alcoólicas e procurar receber as vacinas para prevenir as hepatites A e B.

Como evitar o contágio com a Hepatite C?

Infectar-se com o vírus da hepatite C é muito difícil, pois ele somente é transmitido através do contato com sangue contaminado penetrando na pele por algum ferimento.
Não há comprovação de contaminação por fluidos corporais, como saliva, suor,lágrimas, sêmen ou leite materno (a mãe contaminada pode amamentar).
Não ocorre transmissão do vírus C por meio de abraços, beijos, ou pelo compartilhamento de pratos, copos, talheres ou roupas. A contaminação sexual é possível, porém de ocorrência extremamente rara. O contágio sexual é muito difícil e somente acontece se os parceiros tiverem algum ferimento ou no caso de sexo violento.
Por precaução use sempre a camisinha.
Tenha cuidado na manicure e pedicure, nem todos possuem ou utilizam a autoclave de maneira correta — prefira sempre utilizar seus próprios instrumentos, pois nesses lugares pode ocorrer a contaminação.
Exija de seu dentista o uso de máscara facial, luvas e protetores da base da turbina, do micro-motor, da seringa de ar e da “asa” do foco de luz, descartáveis e trocados na sua frente. O vírus se mantém ativo até por três dias nos instrumentos contaminados.
Não existe vacina para se proteger da hepatite C.

A melhor vacina é a prevenção e os cuidados gerais.

Conhecendo a Hepatite B



A HEPATITE B atinge em todo o mundo na sua forma crônica 350 milhões de pessoas, sendo estimado que no Brasil existam dois milhões de pessoas contaminadas. A maioria dos infectados ainda não foi identificada e não recebem tratamento ou cuidados, motivo pelo qual a Organização Mundial da Saúde estima que por causa da cirrose ou câncer provocado pela hepatite B morram anualmente um milhão de pessoas.

As formas de transmissão da hepatite B são as mesmas que as da AIDS.
A maior fonte da contaminação em adolescentes e adultos é a transmissão sexual. Na relação sexual a hepatite B é 20 a 100 vezes mais fácil de ser transmitida que a AIDS. A hepatite B não é transmitida por alimentos ou água, nem pelo contato casual. Atualmente o sangue usado em transfusões sanguíneas é sempre testado
para marcadores da hepatite B, sendo extremamente rara a possibilidade de contaminação por transfusão.
Outros meios de transmissão da doença acontecem entre usuários de drogas, ou por falta de esterilização adequada na realização de tatuagens, por perfurações de piercings ou ao realizar tratamentos de acupuntura compartilhando as agulhas. O compartilhamento de escovas de dentes, instrumentos de manicure ou aparelhos de barbear também podem transmitir a doença.
A transmissão "vertical" da mãe infectada para o filho durante o parto é outra forma de contaminação. Assim, a maioria das crianças infectadas ao nascimento podem tornar-se doentes crônicos, caso não recebam a vacina e uma imunoglobulina anti Hepatite B (HBIG) nas primeiras horas após o nascimento.

Na sua próxima consulta médica, converse com o seu médico sobre a conveniência de realizar o teste de detecção da hepatite. Se o resultado for positivo, procure assistência médica especializada (infectologistas, hepatologistas ou gastroenterologistas) ou os hospitais de referência do SUS.
O exame de sangue para detectar a hepatite B é simples, embora a interpretação dos resultados seja complexa, havendo necessidade de ser avaliado por profissionais experientes, a fim de se evitar que casos que necessitem de acompanhamento e tratamento sejam subestimados.
Uma recomendação obrigatória para todos os casos diagnosticados é a vacinação contra a hepatite B de todo seu círculo familiar e parceiros sexuais informando-se sobre as vias de transmissão e as formas de prevenção, ressaltando que a transmissão sexual da hepatite B é uma via muito comum de contágio.

Neste momento existe uma única recomendação que todos os indivíduos infectados devem seguir: a proibição de ingestão de bebidas alcoólicas é essencial. O álcool é o maior aliado do vírus na destruição do fígado!


PREVENÇÃO

Existe vacina para prevenir a hepatite B, motivo pelo qual é inconcebível que o número de infectados esteja aumentando. A vacinação é obrigatória nas crianças, nas primeiras horas após o parto.
A vacinação para prevenir a hepatite B confere uma proteção efetiva em 90 a 95% dos casos. Para se conseguir uma proteção efetiva são necessárias três aplicações, sendo a segunda 30 dias após a primeira e a última aos 180 dias (seis meses) a contar da primeira aplicação.
O governo oferece gratuitamente vacinação para todos os jovens, com até 19 anos de idade. Estas vacinas são encontradas em todos os postos de saúde e unidades de atenção básica.
Pessoas consideradas como grupos de maior risco de infecção, como médicos, enfermeiros, profissionais do sexo ou com múltiplos parceiros sexuais, laboratoristas, infectados com HIV/AIDS ou hepatite C, pacientes em hemodiálise ou quaisquer outros que se enquadrem em situações de risco de contaminação, também recebem gratuitamente a vacina contra a hepatite B, independente da sua idade.

Relação de eventos já confirmados para o Dia Mundial da Hepatite a acontecer no Brasil durante o mês de maio.

World Hepatitis
Alliance


MAIS DE 96 EVENTOS PROGRAMADOS EM TODO BRASIL:


AC - Rio Branco – APHAC – Tel.: (68) 3224-3828
- 19 de maio - Semana de Diagnóstico e mobilização para as ações de prevenção das hepatites virais – Dia Mundial de Hepatites Virais - 5 tendas a seguir especificado:1 dentro do terminal urbano; 1 na frente da universidade federal; 1 na rodoviária e1 na entrada principal da cidade, ainda na BR-364, onde tem um posto de gasolina, muito freqüentado por camioneiros e consequentemtente por todos os tipos de profissionais do sexo.
Apoio: Coordenação Estadual de hepatites Virais, Sesacre – Secretaria de estado de saúde, Aredacre – Associação de redução de danos do Acre, Lacen, Hemocentro, Vigilância epidemiológica estadual e municipal, SAE Serviço de atendimento Especial, CREME Central de distribuição de medicamentos de alta complexidade, Funasa, Universidade e DST/AIDS municipal.


BA - Salvador - ATX-BA - Associação de Pacientes Transplantados da Bahia - Tel.: (71) 3264.1334
- 19 de maio - Dia Mundial da Hepatite
Terminal Rodoviário de Salvador - Stand no local e voluntários que irão circular por todo terminal.


BA - Salvador - Grupo Vontade de Viver de Apoio ao Portador de Hepatite C – Tel.: (71) 3321.7646
VI semana baiana de divulgação da hepatite C
- De 19 a 24 de maio - Atividades de divulgação no shopping Iguatemi, Pituba parque center, estação do "ferry-boat", estação rodoviária, centro de saúde Carlos Gomes, centro de saúde prof. Eduardo Araújo e centro de saúde Itapuã.


CE - Fortaleza – ABC VIDA Grupo de Apoio ao portador de hepatite – Tel.: (85) 8848.6798
Dia Mundial da Hepatite
- 10 de maio – Distribuição de material no Shopping Center Maracanaú – Apoio da Secretaria Municipal de Saúde- Maracanaú/CE
- 17 de maio – Distribuição de material no Shopping Benfica – Fortaleza
- 19 de maio – Distribuição de material na Praça do Ferreira – Centro – Fortaleza
- 24 de maio – Distribuição de material no Complexo de Cidadania Adauto Bezerra – Fortaleza.


CE – Juazeiro do Norte – Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte – Tel. (88) 8816.1666
- 19 de maio - HEPA C CUIDAR - Distribuição de material informativo r testagem rápida.


DF - Brasília - Grupo C de Apoio a Portadores de Hepatite C – Tel.: (61) 9961.5020
- 19, 20, 21 e 23 de maio - Distribuição de material no Edifício Sede 1 e Edifício Sede 2 da Matriz da Caixa Econômica Federal - SBS Q 4 Lt 3/4 - Brasília/DF
- 19 a 30 de maio - Divulgação de material por meio eletrônico pela Intranet da Caixa Econômica Federal.
Apoio: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, da Caixa Econômica Federal


ES – Colatina – CTA – Centro de Testagem e Aconselhamento
- De 16 a 19 de maio - Divulgação para a população geral antes e durante o pré-teste no CTA, veiculação nas rádios da Cidade de maior alcance e TV local, informação para jornalistas locais.
Apoio: TV local em parceria com Programa de Hepatites.


ES – Linhares - Programa Municipal de Hepatites
- 19 de maio - Atividades de promoção e prevenção com relação a hepatite no Dia Mundial.
Apoio das as equipes de PACS e ESF.


GO - Goiânia – ONG SOS HEPATITES VIRAIS – Tel.: (62) 9134.9793
- 19 de maio - Dia mundial de luta contra as hepatites virais
No cruzamento das Av. Anhanguera e Av. Goiás St. Central Goiânia – Goiás


MA - Imperatriz - Grupo VenCer de apoio aos portadores de hepatites – Tel.: (99) 8112.4037
- 24 de maio - Ato de conscientização em relação às hepatites virais na praça de Fátima, Rua Simplício Moreira com Getúlio Vargas - centro.
- 23 de maio - Distribuição de panfletos - Rodoviária da cidade.


MA - São Luis - Grupo UNA-C de Apoio a Portadores de Hepatite C – Tel.: (98) 8138.8455
- 15 de maio - VII painel maranhense sobre hepatite c
Apoio da secretaria estadual de saúde e municipal e do Sebrae


MG - Belo Horizonte - AMIPHEC - Associação Mineira de Portadores de Hepatite C – Tel.: (31) 3223.9422
- 19 de maio - Passeata de conscientização das hepatites - Praça Sete - Centro de Belo Horizonte.


MS - Campo Grande - Grupo Solidário de Apoio a Portadores de Hepatite C – Tel.: (67) 9616.0404
- 12 a 19 de maio – Panfletagem no Calçadão da Barão; Postos de Saúde e Hemocentro.


PA - Belém - APAF - Associação Paraense dos Amigos do Fígado - Tel.: (91) 9148.6222
Hepatite Não esta na Cara, esta no Sangue
- De 15/05/ e 16/05/2008 - Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Deodoro de Mendonça. Av Gov. José Malcher s/n Centro.
- 17/05 e 18/05/2008 - Hepatites Virais. Como se prevenir.
Colégio Opção. Av Roberto Camelier nº 490 Jurunas
Apoio: Coordenação Estadual de HV. Educação em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, CNCDO Belém


PB - João Pessoa - Confiantes no Futuro - ONG de Apoio a Portadores de Hepatites – Tel.: (83) 3224.7243
- 17 de maio - Tendas localizadas no Parque Sólon de Lucena ( Ao redor da Lagoa situada no Centro de João Pessoa) - Testagem para HCV - Divulgação das hepatites B e C entre a população.
- 18 de maio - Tendas localizadas na orla marítima de Tambaú - Testagem para HCV - Divulgação das hepatites B e C entre a população.
Apoio e coparticipação da Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa.


PE – Recife – Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo - GTP+
- 23 e 30 de maio - Ações locais nos municípios que compõem a região metropolitana do Recife junto com o Governo de Pernambuco.


PE - Recife - NAPHE - Núcleo de Apoio aos Portadores de Hepatite – Tel.: (81) 3421.1815
- 17 de maio - Atividade de Comunicação- Detecção e Prevenção de Agravo as Hepatites Virais na cidade de Vitória de Santo Antão. Parceria Sesi e NAPHE.
- De 16 a 18 de maio - XII Workshop Internacional de Hepatites Virais de Pernambuco
- 30 de maio - Atividade de Comunicação- Detecção e Prevenção de Agravo as Hepatites Virais nos 06 mercados públicos, que contemplam os 06 distritos a campanha, com detecção para hcv, informação e esclarecimentos sobre a patologia. Parceria. Secretaria municipal de saúde da cidade de Recife e NAPHE.


PR - Curitiba - - APHECPAR - Associação dos Portadores do Vírus da Hepatite C – Tel.: (41) 9982.9402
- 19 de maio – Panfletagem no Calçadão.


RJ - Niterói - Grupo Gênesis de Apoio a Portadores de Hepatite – Tel.: (21) 9895.1814
- 18 de maio – Evento na Praça Araribóia em frente a estação das barcas
Apoio - Secretaria Municipal de Saúde e Rotary Club de Niterói.


RJ - Petrópolis - Grupo Hepato Certo de Apoio a Portadores de Hepatite C - Tel.: (24) 8823.3682
- 19 de maio - Workshop de Hepatites Virais
Campus do Barão - Rua Barão do Rio Branco - Centro Histórico/Petrópolis
Haverá testagem AntiHCV
APOIO: FASE e Centro de Referência Nacional para Hepatites Virais/Fiocruz/MS


RJ - Rio de Janeiro - Amigos do Transplante do Hospital Universitário da UFRJ - Tel.: (21) 9961.9339
- 16 de maio no Colégio Santo Ignácio; 17 e 18 de maio no Shopping Botafogo e Shopping da Ilha e no dia - 19 de maio no Hospital do Fundão, Distribuição de material informativo.


RJ - Rio de Janeiro - Dohe-Fígado - Assoc dos Doentes e Transp. Hepáticos - Tel. (21) 2577.6890 e ONG Pró-Fígado de Apoio às Doenças Hepáticas - Tel.: (21) 9979.3818
- 19 de maio - Evento de alerta contra as hepatites
Testagem AntiHCV e divulgação de informações
Praça das Nações - Bonsucesso - Rio


RJ - Rio de Janeiro - Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite – Tel.: (21) 9973.6832
- 19 de maio - Dia Mundial da Hepatite
Tenda montada na Cinelândia – Centro – Testagem, informações e divulgação.
Apoio – Secretaria Estadual da Saúde e Instituto Noel Nutels.


RJ - São Gonçalo - Grupo Amarantes de Apoio a Portadores de Hepatite C – Tel.: (21) 8654.7863
- 12 de maio - Panfletagem no Hospital Luiz Palmier - Praça do Zé Garoto - São Gonçalo - Apoio SMS de São Gonçalo.
- 15 de Maio - Reunião com os Coordenadores do PSF na Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo. Estaremos repassando material informativo sobre as hepatites, para serem distribuídos nas comunidades pelos agentes de saúde. Apoio SMS de São Gonçalo.
- 19 de maio - Estaremos colaborando com os trabalhos do Grupo Otimismo no RJ.
- 27 de Maio - Audiência Pública das 14:00 as 18:00 na Câmara Municipal.


RN – Currais Novos - APHERN - Associação dos Portadores de Hepatites do Rio Grande do Norte - Tel.: (84) 3201.5959
- 17 de maio - Currais Novos contra as hepatites
Caminhada pública no centro da cidade
Apoio - Secretaria Municipal de Saúde Currais Novos - Hospital Dr.Mariano Coelho - Grupo de Escoteiro Mandacaru - CDL (Clube de Diretores Lojistas).


RS - Bage – GAPH BAGÉ - Grupo de Apoio aos Portadores de Hepatite de Bagé - Tel.: (53) 9148.7304
- 17 de maio - Carro de som para fazer uma divulgação e informação onde a população deve procurar atendimento atingindo 20 bairros.
- A partir do dia 12 maio divulgação com apoio jornal minuano, radio difusora, radio cultura, radio delta FM, radio clube e algumas radio comunitárias .


RS - Bento Gonçalves - Grupo Primavera de Bento Gonçalves - Tel.: (54) 9175.8013
- 17 de maio – Panfletagem na rua Mal. Deodoro esquina Rua Mal. Floriano – Centro e na Av. Osvaldo Aranha em frente à Escola Agrotécnica e Corpo de Bombeiros.
- 21 de maio - Triagem de pessoal de risco e testagem da Hepatite B e C.
Apoio do Grupo Escoteiros e Secretaria da Saúde do Município.


RS - Marau - AMHE-C - Associação Marauense de Hepatite C - Tel.: (54) 9166.8334
- 15 de maio - III encontro municipal e I encontro micro regional de hepatites virais - Salão Paroquial, aberto ao público.
- 16 de Maio - III encontro municipal e I encontro micro regional de hepatites virais - Para profissionais da saúde - Anfiteatro do IESTA. Rua Rui Barbosa.
Apoio das Secretarias Municipais de Saúde de Marau, Gentil, Casca, Nicolau Vergueiro, Vila Maria,Nova Alvorada, Camargo, Santo Antonio Palma, Serafina Correa.


RS – Palmeira das Missões – CTA, Centro de Testagem e Aconselhamento – Tel.: (55) 3742.4750
- 19 de maio - Palestra com jovens e adultos, explicação sobre o vírus da hepatite, formas de transmissão, tratamento, etc.


RS - Passo Fundo – Grupo Viva Melhor de Apoio a Portadores de Hepatite C – Tel.: (54) 9968.1788
- 19 de maio - Auditório Biomédico da Universidade de Passo Fundo - Palestra com o Dr. Paulo Raicher (chefe da equipe de transplantes de fígado do Hospital São Vicente de Paula).


RS – Porto Alegre – ASTRAF – Tel.: (51) 99176476
- 19 de maio – Distribuição de folders no Shopping Iguatemi em Porto Alegre e Caxias do Sul.



RS - Porto Alegre - Grupo Força e Vida de Apoio a Portadores de Hepatite C - Tel.: (51) 9985.2959
- 19 de maio – Distribuição de folders na Esquina Democrática. Rua dos Andradas esq. Borges de Medeiros


SC - Chapecó - Grupo Desbravador de Apoio aos Portadores da Hepatite C - Tel.: (49) 9919.1888
- 12 de maio - Encontro de profissionais de salões de beleza, vigilância sanitária e grupo
- 13 de maio - Palestra motivacional com as coordenadoras da educação das escolas regionais e municipais
- 14 de maio - Palestra técnica aos médicos da rede municipal e regional estadual.
- 17 de maio - Panfletagem na praça e ruas da cidade
Apoio: Governo estadual e municipal


SC - Florianópolis - Grupo Hercules de Apoio a Portadores de Hepatite C - Tel.: (48) 9959.7417
- Semana do dia 19 de maio - Distribuição de material informativo nas Universidades UFSC - Campus Universitário no Pantanal; UDESC - Campus Universitário do Itacorubi); Lagoa da Conceição - Praça Bento Silvério - Pracinha da Lagoa da Conceição; Rede Escolar e de Saúde de Florianópolis
Apoio: Instituto Voluntários em Ação; SINTRASEM; Correio da Rede Municipal de Educação; Conselhos Locais e Agentes de Saúde da Capital


SC - Joinville - Grupo SALVHE Solidariedade e Apoio na luta Contra os Vírus de Hepatites - (47) 30287310
- 19 de maio – Dia Mundial da Hepatite
Divulgação de informações no Shopping Muller, Shopping Cidade das Flores e escolas públicas.
Apoio CTA Secretaria Municipal de Saúde


SP - Araçatuba - Grupo ARAÇAVIDA de Araçatuba – Tel,: (18) 3623.5988
- 17 de maio - Panfletagem com folhetos no calçadão da Marechal Deodoro e Calçadão da Princesa Isabel, Centro da cidade.


SP - Barretos - Grupo Direito de Viver de Apoio a Portadores de Hepatite C – Tel.: (17) 8113.5765
- 17 de maio - Panfletagem com folhetos no calçadão do centro da cidade.


SP - Campinas - APOHIE - Associação de Assistência aos Portadores de Hepatites- Tel.: (19) 3235.3065
- 12 a 23 de maio - Distribuição de material informativo nas concessisonarias de carros campinas.
(Renault Valec, Darhuj, Nova Darhuj Chevrolet, Adara, Nippokar Veiculos, Forte Veiculos, Tempo Fiat Tempo Volks, Geupo Alpini - Nove lojas.)
- 19 a 23 de maio - Distribuição de material informativo sobre a conscientização hepatites Virais na Pucc Campinas – Hospital Celso Pierro
- 12 a 23 de maio - Distribuição de material informativo sobre a conscientização hepatites Virais no TRT – Tribunal Regional do Trabalho – Campinas
- 12 a 23 de maio - Distribuição de material informativo sobre a conscientização hepatites Virais na OAB – Ordem dos Advogados Campinas
- 12 a 23 de maio - Distribuição de material informativo sobre a conscientização hepatites Virais na Grhus (FIESP) – Grupo de recursos humanos da Campinas e região.


SP - Guarujá - Grupo Hepatos Guarujá - Tel.: (13) 9107.0726
- 16 de maio - Inauguração do Pólo para Aplicação de Interferon no Hosp. Dia Willian Rocha
- 17 de maio - Dia Mundial da Hepatite – Atividades de divulgação na Praça 14-Bis – Apoio Rotary Club – Secretaria Municipal de Saude
- De16 a 18 de maio - Blitz educativa nas rodovias que dão acesso a cidade – Apoio Policia Militar Rodoviária.


SP - Limeira - APOHIE - Associação de Assistência aos Portadores de Hepatites - (19) 3404.3118
- De 12 a 16 de maio - Dia Municipal de luta contra hepatite C na cidade de Limeira – Atividades de divulgação na secretaria municipal da saúde de limeira, postos de saúde, unidades básicas de saúde, semil – serviço especializado em moléstias infecto-contagiosas de limeira, programa de saúde família, centros comunitários.
Apoio da secretária municipal da saúde de limeira e do Grupo de Apoio a Portadores de Hepatites de Americana


SP - Osasco – GAPHOR - Grupo de Apoio a Portadores de Hepatite de Osasco e Região – Tel.: (11) 7486.4829
- 16 de maio - Teste rápido para hepatite C em funcionários do hospital cruzeiro do sul.
- 12, 13 e 14 de maio - Orientação sobre hepatites virais para profissionais da área de saúde - anfiteatro do hospital Cruzeiro do Sul - Av.dos Autonomistas,2502
- 15 de maio - Hepatites virais - prevenção e orientações sobre a doença - Clube Floresta - Rua Primitiva Vianco
- 17 de maio – Passeata no Largo de Osasco.


SP - Ribeirão Preto – ONG - A.P.H.V. "Coração Valente" - Tel.: (16) 3622-5567
- 19 de maio - Estou entre os 12? – Atividades de divulgação e recreação (palhaços, corte de cabelos, etc.) na Praça Carlos Gomes, centro da cidade.
Apoio: Secretária Municipal da Saúde de Ribeirão Preto - Ruy Center Escola de Cabeleireiros - DAERP- Departamento de Água e Esgotos de Rib. Preto - Escola Circense da Prof.ª Sra. Carmem


SP - Santos - Grupo Esperança de Apoio ao Portador de Hepatite C – Tel.: (13) 3222.5724
- 12 a 16 de maio - VII Campanha Municipal de Prevenção e Controle das Hepatites Virais.
Local : a) 25 UBSs(policlínicas); b) 04 PFS; c)01 CTA; d) 01 Tenda na Pça Mauá (Paço Municipal); e) 01 Tenda no Boulevard do Bairro do Gonzaga; f) 01 Balcão na Zona Noroeste (em fte Hospital Arthur Domingues Pinto; g) Ambulatório da Sociedade Portuguesa de Beneficência.
Apoio: - Secretaria Municipal de Saúde de Santos - Secretaria de Estado da Saúde (DRS IV) - Sociedade Portuguesa de Beneficência.
- 19 de maio - Dia Mundial de Prevenção e Combate à Hepatite C
Hospital da Sociedade Portuguesa de Beneficência - Testagem rápida para HCV - Mesa redonda, participando da mesma a nossa entidade, Secretaria Municipal de Saúde, SESSP-DRS, presidência da SPB, PEHV e autoridades locais.


SP - São José do Rio Preto – GADA Grupo de Aids e Co-infectados HIV/HCV – Tel.: (17) 3235.1889
- 19 de maio - Intensificação das ações de prevenção e diagnóstico das hepatites B e C
Praça Rui Barbosa.
- Durante o mês de maio, realização nas 23 Unidades Básicas de Saúde do município.
Apoio: : Programa Municipal de Hepatites Virais


SP - São Manuel – C Tem que Saber C Tem que Curar de Apoio a Portadores de Hepatite C – Tel.: (14) 3841.1172
- 15 de maio - Palestra dos diretores da ONG e Dr. Giovanni Faria Silva no Terceiro Encontro Municipal e Primeiro Encontro Microregional da cidade de Marau (RS), Tel.: (54) 3342 22 94.
- 1 a 30 de maio. Testagem com o quit rápido anti hcv na cidade de Lençóis Paulista (SP) em todos os postos de saúde. Parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.
- Maio. Testagem com o quit rápido anti-hcv no município de Salto de Pirapora (SP). Parceria com a Secretaria da Saúde
- 19 de maio haverá a panfletagem com as secretaria municipais de saúde que já são nossas parceiras das cidades de Boituva, Pereiras e Mogi das Cruzes, todas do Estado de SP.
- 19 de Maio . Panfletagem e palestra no Departamento de gastro do Hospital das Clínicas da UNESP de Botucatu coordenada pelo Prof. Dr. Giovanni Faria Silva.
- 19 de maio - Distribuição de cartilhas na Unidade do Fígado do Hospital Dante Pazanese, na Unidade do Fígado, em São Paulo.
- De 10 a 20 de Maio. Distribuição de cartilha de casa em casa á população de São Manuel (SP) cidade sede da ONG C TEM QUE SABER C TEM QUE CURAR, em parceria com a Prefeitura Municipal e Secretaria da saúde. Contato na própria ONG (14) 3841 11 72.


SP - São Paulo - TransPática – Ass. Brasileira dos Transplantados e Doenças Hepáticas – Tel.: (11) 3256.8746 e Grupo Unidos Venceremos - Grupo de Apoio a Portadores de Hepatite C - Tel.: (11) 9939.3593
- 18 de maio - Campanha Hepatites Virais
Parque da Juventude – Av. Ataliba Leonel, 500 – Carandiru


APOIO AO MOVIMENTO DO DIA MUNDIAL DA HEPATITE:
Associação Paulista de Estudos do Fígado - APEF
Federação Brasileira de Gastroenterologia - FBG
Sociedade Brasileira de Hepatologia - SBH
Sociedade Brasileira de Infectologia - SBI

12 metas propostas para o Governo assinar e implementar até o ano 2012

1) Reconhecimento que as hepatites B e C representam o maior desafio na saúde pública merecendo atenção urgente do governo, passando a ser incluídas e consideradas uma política estratégica de Saúde, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual, Plano Plurianual, Plano Nacional de Saúde e Conselho Nacional de Saúde;

2) Compromisso do Ministério da Saúde em trabalhar estrategicamente no combate a epidemia, centralizando a aquisição de todos os insumos (testes e medicamentos) para tratamento das hepatites B e C;

3) Implementação de um cronograma de atualização dos valores dos procedimentos necessários para o diagnostico, acompanhamento e tratamento das hepatites B e C, incluindo todos eles na categoria FAEC ESTRATÉGICO;

4) Compromisso de atualizar anualmente os protocolos e portarias de tratamento conforme a melhor pratica internacional definida nos consensos médicos, discutidas em consultas públicas;

5) Compromisso de trabalhar junto à sociedade civil (ONGs), as sociedades médicas e os conselhos de saúde nos projetos, políticas e implementação das ações objetivando oferecer tratamento assistido e multidisciplinar;

6) Realização de duas campanhas por ano em radio, televisão, jornais e revistas objetivando divulgar a doença e reduzir o estigma e discriminação;

7) Divulgação publica da real e efetiva incidência e prevalência (notificação) das hepatites virais em cada município brasileiro;

8) Disponibilidade de testes de detecção gratuitos e anônimos em todas as cidades com mais de cem mil habitantes a partir do ano de 2009 e implementação de um cronograma progressivo para os próximos cinco anos com metas quantificáveis para testagem anônima das hepatites B e C em todos os postos de saúde e hospitais públicos;

9) Compromisso para disponibilizar as vacinas das hepatites A e B a toda a população, realizando campanhas anuais, com um cronograma progressivo de implementação até 2010;

10) Elaboração em 120 dias, em parceria com as ONGs e Sociedades Médicas, de um cronograma progressivo para os próximos cinco anos com ações e metas quantificáveis para reduzir a incidência e prevalência das hepatites B e C;

11) Elaboração em 120 dias, em parceria com as ONGs e Sociedades Médicas, de um cronograma progressivo para os próximos cinco anos com metas quantificáveis para reduzir as estatísticas de óbitos e transplantes por causa das hepatites B e C;

12) Elaboração em 120 dias, em parceria com as ONGs e Sociedades Médicas, de um cronograma progressivo para os próximos cinco anos com metas quantificáveis em relação ao aumento da infra-estrutura de atendimento e a quantidade de pacientes em tratamento nas hepatites B e C a cada ano.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Por que o brasileiro não reclama?

Porque ele acredita que, se ninguém reage, é melhor ele também não reagir.

Essa é a conclusão de um novo estudo sobre a notória passividade nacional.

SOCIEDADE
Revista Época


Por: Martha Mendonça e Ronald Freitas

Na volta para casa, na hora do rush, a barriga de nove meses da operadora de caixa Josy de Sousa Santos, de 30 anos, vai espremida entre os passageiros do metrô que liga Brasília a Ceilândia, na periferia da capital. Josy, assim como outras gestantes, mulheres com bebê no colo, idosos e pessoas com deficiência, tem direito a um assento especial em transporte público. É o que diz a Lei Federal no 10.048, em vigor desde 2000. No aperto do trem, porém, são poucas as pessoas que cedem o lugar especial à grávida. Josy não reclama. “Não peço, não gosto de incomodar nem de criar confusão”, diz. Nesse mesmo metrô, até dois anos atrás, o aposentado Antônio Alves Barbosa, de 76 anos, queixava-se quando não lhe cediam o espaço reservado para idosos. Depois que um jovem o agrediu verbalmente, desistiu de reclamar. “Ele disse que velho tinha de morrer”, afirma Barbosa.
Não se trata de um problema exclusivo do metrô de Brasília. O brasileiro não tem o hábito de protestar no cotidiano. A corrupção dos políticos, o aumento de impostos, o descaso nos hospitais, as filas imensas nos bancos e a violência diária só levam a população às ruas em circunstâncias excepcionais. Por que isso acontece? A resposta a tanta passividade pode estar em um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna.
Não peço, não gosto de incomodar, de criar confusãoJosy de Sousa Santos, grávida de nove meses, que viaja de pé no metrô, apesar de ter direito a um assento
“Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?”, diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e conseqüentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado. O brasileiro, de acordo com Iglesias, tem necessidade de pertencer a um grupo. “Ele não fala sobre si mesmo sem falar do grupo a que pertence.”
Iglesias começou sua pesquisa com filas de espera. Ele observou as reações das pessoas em bancos, cinemas e restaurantes. Quando alguém fura a fila, a maioria finge que não vê. O comportamento-padrão é cordial e pacífico. Durante dois meses, ele analisou o pico do almoço num restaurante coletivo de Brasília. Houve 57 “furadas de fila”. “Entravam como quem não quer nada, falando ao celular ou cumprimentando alguém. A reação das pessoas era olhar para o teto, fugir do olhar dos outros”, afirma. O aeroviário carioca Sandro Leal, de 29 anos, admite que não reage quando vê alguém furar a fila no banco. “Fico esperando que alguém faça alguma coisa. Ninguém quer bancar o chato”, diz.
Iglesias dá outro exemplo comum de ignorância pluralística: “Quando, na sala de aula, o professor pergunta se todos entenderam, é raro alguém levantar a mão dizendo que está com dúvidas”, afirma. Ninguém quer se destacar, ocorrendo o que se chama “difusão da responsabilidade”, o que leva à inércia.
Mesmo quem sofre uma série de prejuízos não abre a boca. É o caso da professora carioca Maria Luzia Boulier, de 58 anos. Ela já comprou uma enciclopédia em que faltava um volume; pagou compras no cartão de crédito que jamais fez; e adquiriu, pela internet, uma esteira ergométrica defeituosa. Maria Luzia reclamou apenas neste último caso. Durante alguns dias, ligou para a empresa. Não obteve resposta. Foi ao Procon, mas, depois de uma espera de 40 minutos, desistiu de dar queixa. “Sou preguiçosa. Sei que na maioria das vezes reclamar não adianta nada”, afirma.
O “não-vai-dar-em-na-da” é um discurso comum entre os “não-reclamantes”. O estudante de Artes Plásticas Solano Guedes, de 25 anos, diz que evita se envolver em qualquer situação pública. “Sou omisso, sim, como todo brasileiro. Já vi brigas na rua, gente tentando arrombar carro. Mas nunca denuncio. É uma mistura de medo e falta de credibilidade nas autoridades”, afirma.
A apatia diante de um escândalo público também é freqüente no Brasil. Nas décadas de 80 e 90, o contador brasiliense Honório Bispo saiu às ruas para lutar pelas Diretas Já e pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor. No mês passado, quando o plenário do Senado realizou uma sessão secreta para julgar o presidente da casa, Renan Calheiros, o contador tentou reunir alguns colegas para uma manifestação em frente ao Congresso Nacional. Poucos compareceram. Depois disso, Bispo disse que ficou desestimulado. “Os movimentos estudantis não se mobilizam mais. A UNE sumiu”, diz, referindo-se à outrora influente União Nacional dos Estudantes.
Sou preguiçosa. Sei que na maioria das vezes não adianta reclamarMaria luzia boulier, professora que desistiu de reclamar de uma esteira ergométrica entregue com defeito
O estudo da UnB constatou que a “cultura do silêncio” também acontece em outros países. “Portugal, Espanha e parte da Itália são coletivistas como o Brasil”, afirma o psicólogo. Em nações mais individualistas, como em certos países europeus, os Estados Unidos e a vizinha Argentina, o que conta é o que cada um pensa. “As ações são baseadas na auto-referência”, diz o estudo. Nos centros de Buenos Aires e Paris, é comum ver marchas e protestos diários dos moradores. A mídia pode agir como um desencadeador de reclamações, principalmente nas situações de política pública. “Se o cidadão vê na mídia o que ele tem vontade de falar, conclui que não está isolado”, afirma o pesquisador.
O antropólogo Roberto DaMatta diz que não se pode dissociar o comportamento omisso dos brasileiros da prática do “jeitinho”. Para ele, o fato de o povo não lutar por seus direitos, em maior ou menor grau, também pode ser explicado pelas pequenas infrações que a maioria comete no dia-a-dia. “Molhar a mão” do guarda para fugir da multa, estacionar nas vagas para deficientes ou driblar o engarrafamento ao usar o acostamento das estradas são práticas comuns e fazem o brasileiro achar que não tem moral para reclamar do político corrupto. “Existe um elo entre todos esses comportamentos. Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto”, diz o antropólogo.
O sociólogo Pedro Demo, autor do livro Cidadania Pequena s (ed. Autores Associados), diz que há baixíssimos índices de organização da sociedade civil – decorrentes, em boa parte, dos também baixos índices educacionais. Em seu livro, que tem base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o sociólogo conclui que o brasileiro até se mobiliza em algumas questões, mas não dá continuidade a elas e não vê a importância de se aprofundar. Um exemplo é o racionamento de energia ocorrido há cinco anos: rapidamente as pessoas compreenderam a necessidade de economizar. Passada a urgência, não se importaram com as razões que levaram à crise. Para o sociólogo, além de toda a conjuntura atual, há o fator histórico: a colonização portuguesa voltada para a exploração e a independência declarada de cima para baixo, por dom Pedro I, príncipe regente da metrópole. “Historicamente aprendemos a esperar que a decisão venha de fora. Ainda nos falta a noção do bem comum. Acredito que, ao longo do tempo, não tivemos lutas suficientes para formá-la”, diz Demo.
Já vi roubo de carro e não denunciei Solano Guedes, estudante de Artes Plásticas que evita se envolver em situações de confl ito em público
A historiadora e cientista política Isabel Lustosa, autora da biografia Dom Pedro I, um Herói sem Nenhum Caráter (ed. Companhia das Letras), acredita que os brasileiros reclamam, sim, mas têm dificuldades de levar adiante esses protestos sob a forma de organizações civis. “Nas filas ou mesas de bar, as pessoas estão falando mal dos políticos. As seções de leitores de jornais e revistas estão repletas de cartas de protesto. Mas existe uma espécie de fadiga em relação aos resultados das reclamações, especialmente no que diz respeito à política.” Segundo Isabel, quem mais sofre com a falta de condições para reclamar é a população de baixa renda. Diante da deterioração dos serviços de educação e saúde, o povo fica sem voz. “Esses serviços estão pulverizados. Seus usuários não moram em suas cercanias. A possibilidade de mobilização também se pulveriza”, diz.
Apesar das explicações diversas sobre o comportamento passivo dos brasileiros, os estudiosos concordam num ponto: nas filas de espera, nos direitos do consumidor ou na fiscalização da democracia, é preciso agir individualmente e de acordo com a própria consciência. “Isso evita a chamada espiral do silêncio”, diz o pesquisador Iglesias. O primeiro passo para a mudança é abrir a boca.
Paulo Procon, o campeão de reclamações
Em 1977, em plena ditadura, poucas pessoas falavam em direito do consumidor. Uma delas era o funcionário público piauiense Paulo Vinícius Basto. Naquele ano, Basto comprou um Fusca com defeito na parte elétrica. Mesmo sem o amparo de leis ou ouvidores, conseguiu fazer a Volkswagen trocá-lo por outro, ameaçando sustar o pagamento das prestações futuras. Trinta anos depois, Basto, de 55 anos, já fez 86 reclamações só no Procon do Distrito Federal. “Nunca perdi uma ação”, diz Basto, que ganhou o apelido de “Paulo Procon”. Basto tornou-se uma espécie de consultor informal de familiares e amigos no Tribunal de Contas da União, onde trabalha. “Não existe artigo do Código de Defesa do Consumidor que eu desconheça”, diz. Paulo Procon guarda folhetos promocionais, manuais e notas fiscais. Certa vez, depois de comprar um toca-fitas, percebeu que a qualidade do som não era boa. Foi à loja tentar a substituição. Sem sucesso, fez uma reclamação por escrito, em carta registrada. Foi ignorado. Parou de pagar as prestações até o departamento jurídico da empresa convocá-lo. “Quando o advogado da empresa leu minha carta, mandou devolver o dinheiro da compra”, diz. Ele já acionou companhias aéreas, operadoras de cartão de crédito e de TV por assinatura e lojas de informática, entre outros. “Nunca quis ganhar dinheiro fácil.” Mesmo assim, recebeu R$ 37 mil de indenização depois que um banco enviou indevidamente seu nome ao cadastro de inadimplentes do Serasa.
Fotos: Felipe Varanda e Anderson Schneider/ÉPOCA
Fonte: Revista Época
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG79639-6014-492,00.html

quarta-feira, 12 de março de 2008

Novo critério de fila por fígado ainda não reduziu mortalidade

Mas desde adoção, em julho de 2006, Meld diminuiu inscrições desnecessárias na lista.
por Fabiane Leite e Letícia Santos

Dados inéditos da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indicam que o novo critério de organização da fila do transplante de fígado, adotado no País em julho de 2006, que leva em conta a gravidade do estado de saúde dos pacientes, ainda não teve o resultado desejado - reduzir a espera para todos os casos graves e assim baixar as taxas de mortalidade de pessoas que precisam do órgão. Em São Paulo, onde estão mais de 50% dos doentes da lista do País, houve aumento das mortes. Por outro lado, já há indícios de que o critério Meld (sigla em inglês para Model for End-Stage Liver Disease) diminuiu o número de inscrições desnecessárias na lista do fígado. Com o novo parâmetro, médicos não podem mais inscrever pacientes só para “guardar lugar”, como ocorria quando o critério de organização da fila era cronológico (pela data de inscrição na lista). Hoje 6.452 pessoas no País esperam um fígado - a maior fila entre os órgãos, sendo que 3.432 pacientes estão no Estado de São Paulo.A avaliação dos dados também aponta que, pela primeira vez, foi possível priorizar pacientes com câncer de fígado e com doenças metabólicas, que no critério cronológico muitas vezes não tinham chances. Os números indicam ainda que, diferentemente do que previam críticos da adoção do Meld, não houve piora da sobrevida dos pacientes transplantados.“O Meld foi um progresso e a grande vantagem do critério é que ele permite ajustes. Agora, torna-se aparente um fato: podemos considerar que houve um exagero no atendimento dos cânceres”, afirma Silvano Raia, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e pioneiro em transplantes de fígado no País que vem realizando um acompanhamento dos dados do Estado e também um estudo para o Ministério da Saúde sobre o impacto do critério em oito Estados, incluindo São Paulo. Para ele, dispositivos introduzidos junto com o Meld que beneficiaram os portadores de câncer acabaram por prejudicar outros doentes graves, o que também explicaria o aumento da mortalidade.O Meld atribui uma pontuação ao paciente, que varia de 6 a 40, de acordo com cálculos realizados a partir de três exames realizados periodicamente. No entanto, casos como os de câncer são considerados especiais e entram na lista já com pontuação 20, que é gradativamente aumentada, o que garante prioridade em relação a doentes graves já com insuficiência do fígado, por exemplo. Segundo Raia, a situação em outros Estados é semelhante. “Os resultados confirmam esta tendência de São Paulo. A porcentagem de câncer nos transplantes aumentou.” Para o professor, é hora de discutir aperfeiçoamentos do critério.Um melhor acompanhamento dos casos inscritos na espera também pode explicar o aumento dos óbitos, diz o coordenador da Central de Transplantes do Estado, Luiz Augusto Pereira. Ele reconhece que muitos pacientes graves ainda não estão sendo contemplados. “Só cerca de 40% dos transplantados são operados pela situação de gravidade segundo o Meld.” O Ministério da Saúde não comentou.Para Boutros Sanossian, de 64 anos, o Meld representou a cura. “Quando me inscrevi no sistema, era o 190º”, diz. Após oito meses, ele passou para 23º. “Estou muito bem. Para mim, é um método fantástico, porque fica monitorando quem está na fila.”

notícia enviada por Micky Woolf

sábado, 8 de março de 2008

Procuradorias tentam reduzir processos por medicamentos

Por Luiza Carvalho, de São Paulo

Parte dos Estados brasileiros tem desenvolvido, nos últimos meses, estratégias jurídicas na tentativa de reduzir o número crescente de ações judiciais por meio das quais pacientes pedem o fornecimento de medicamentos às secretarias de saúde. Isto ocorre porque o cumprimento destas decisões judiciais desorganiza o sistema financeiro dos Estados e gera o bloqueio de valores no orçamento da saúde. No Rio de Janeiro, onde os bloqueios correspondem a 20% do orçamento da saúde, a procuradoria estadual encomendou um estudo para definir critérios para o fornecimento dos medicamentos ou tratamentos. Em São Paulo, a defensoria pública tenta um acordo com a Secretaria da Saúde para regularizar o fornecimento de remédios e evitar os processos só em 2007, R$ 400 milhões foram gastos para atender a cerca de 25 mil ações judiciais no Estado.

Em grande parte dos processos são pleiteados tratamentos e drogas que não constam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS). Os juízes os concedem por julgarem que o direito à saúde é uma garantia constitucional. As decisões que negam o bloqueio de verbas são minoria no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, geralmente, ocorrem quando há a comprovação de que o paciente não corre o risco de morte.

Apesar de este ser o entendimento predominante, uma decisão do STF, proferida pela ministra Ellen Gracie no ano passado, negou o pedido de concessão de um medicamento de alto custo a um paciente do Rio Grande do Norte. Para a magistrada, a medida prejudicaria os serviços de saúde oferecidos ao restante da coletividade.

A decisão de Ellen Gracie foi um dos fundamentos do estudo desenvolvido pelo advogado Luís Roberto Barroso, do escritório Luís Roberto Barroso & Associados, encomendado pela Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro. Ao fazer uma análise das decisões em prol do fornecimento de medicamentos pelos Estados, Barroso estabeleceu critérios que serão propostos aos magistrados como, por exemplo, determinar a inserção de drogas que não estão na lista do SUS somente por meio de ações coletivas e priorizar medicamentos nacionais e genéricos. "São escolhas trágicas, mas deve se estabelecer padrões para salvar o maior número de vidas", afirma Barroso.

Outra sugestão do estudo é que o réu na demanda deve ser o ente federativo
União, Estado ou Município que tiver incluído em sua lista o medicamento solicitado. Segundo Lúcia Léa Guimarães, procuradora geral do RJ, muitas vezes o pedido é feito a mais de um ente ao mesmo tempo, o que não é conferido pelos magistrados e que, portanto, acarreta desperdício. "Esperamos que, a partir do estudo, a questão possa ser repensada nos tribunais", diz. Outra estratégia, segundo Lúcia, será a tentativa de acordos com a defensoria pública, responsável por 90% dos processos judiciais desta natureza no Estado.

Em São Paulo, os gastos com o cumprimento de decisões também são significativos. Conforme dados fornecidos pela Secretaria da Saúde, o orçamento da saúde é de cerca de R$ 6 bilhões e, em 2007, foram gastos R$ 400 milhões com o cumprimento de decisões judiciais 25% a mais do que em 2006. Segundo Vânia Agnelli Casal, coordenadora da Defensoria Pública de São Paulo que, em 2007, ajuizou cerca de 70 ações por mês pleiteando remédios o órgão tentará neste mês um acordo com a secretaria da saúde para regularizar o fornecimento de alguns medicamentos, principalmente para tratamento de diabetes. Para Vânia, há uma desorganização no sistema de saúde muitas vezes, os remédios não fornecidos pelo Estado foram receitados por médicos da própria rede pública.

Já no Rio Grande do Sul, foram feitos acordos nos últimos dois anos entre a Procuradoria, a Secretaria de Saúde e o Ministério Público para garantir o fornecimento de medicamentos de alto custo. Segundo Bruno Naundorf, coordenador da assessoria jurídica da Secretaria de Saúde do Estado, a iniciativa já surte efeitos positivos, pois os valores bloqueados mantiveram se estáveis no ano passado. Do orçamento destinado à compra de medicamentos para a população, que é de cerca de R$ 120 milhões, foram bloqueados, em 2006, R$ 22 milhões e, no ano seguinte, R$ 23 milhões
em 2005, o valor foi de R$ 7 milhões. Entretanto, os bloqueios continuam consumindo mais da metade do orçamento total da saúde. "Há muitas decisões antigas que precisam ser cumpridas", diz.

Uma das apostas da secretaria de saúde gaúcha, neste ano, é o trabalho de conscientização junto aos juízes. O desembargador Rogério Gesta Leal, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), por exemplo, afirma que tem ponderado, em suas decisões, critérios como a emergência do tratamento e a condição econômica do paciente. "A responsabilidade não é só do Estado, mas também da família", diz.

Outra tentativa de diminuir os bloqueios é o Projeto de Lei nº 219, de 2007, em tramitação no Senado. O projeto, que tem o apoio do Ministério da Justiça e do Ministério da Saúde, estabelece critérios para a dispensa de medicamentos. "Muitos remédios indicados pelo Judiciário poderiam ser substituídos por outros da lista do SUS", diz Pedro Vieira Abramovay, secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça.

Fonte: Valor Econômico Legislação & Tributos 03/03/08

terça-feira, 4 de março de 2008

Procuradorias tentam reduzir processos por medicamentos.

por: Luiza Carvalho, de São Paulo

Parte dos Estados brasileiros tem desenvolvido, nos últimos meses, estratégias jurídicas na tentativa de reduzir o número crescente de ações judiciais por meio das quais pacientes pedem o fornecimento de medicamentos às secretarias de saúde. Isto ocorre porque o cumprimento destas decisões judiciais desorganiza o sistema financeiro dos Estados e gera o bloqueio de valores no orçamento da saúde. No Rio de Janeiro, onde os bloqueios correspondem a 20% do orçamento da saúde, a procuradoria estadual encomendou um estudo para definir critérios para o fornecimento dos medicamentos ou tratamentos. Em São Paulo, a defensoria pública tenta um acordo com a Secretaria da Saúde para regularizar o fornecimento de remédios e evitar os processos só em 2007, R$ 400 milhões foram gastos para atender a cerca de 25 mil ações judiciais no Estado.

Em grande parte dos processos são pleiteados tratamentos e drogas que não constam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS). Os juízes os concedem por julgarem que o direito à saúde é uma garantia constitucional. As decisões que negam o bloqueio de verbas são minoria no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, geralmente, ocorrem quando há a comprovação de que o paciente não corre o risco de morte.

Apesar de este ser o entendimento predominante, uma decisão do STF, proferida pela ministra Ellen Gracie no ano passado, negou o pedido de concessão de um medicamento de alto custo a um paciente do Rio Grande do Norte. Para a magistrada, a medida prejudicaria os serviços de saúde oferecidos ao restante da coletividade.

A decisão de Ellen Gracie foi um dos fundamentos do estudo desenvolvido pelo advogado Luís Roberto Barroso, do escritório Luís Roberto Barroso & Associados, encomendado pela Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro. Ao fazer uma análise das decisões em prol do fornecimento de medicamentos pelos Estados, Barroso estabeleceu critérios que serão propostos aos magistrados como, por exemplo, determinar a inserção de drogas que não estão na lista do SUS somente por meio de ações coletivas e priorizar medicamentos nacionais e genéricos. "São escolhas trágicas, mas deve se estabelecer
padrões para salvar o maior número de vidas", afirma Barroso.

Outra sugestão do estudo é que o réu na demanda deve ser o ente federativo União, Estado ou Município que tiver incluído em sua lista o medicamento solicitado. Segundo Lúcia Léa Guimarães, procuradora geral do RJ, muitas vezes o pedido é feito a mais de um ente ao mesmo tempo, o que não é conferido pelos magistrados e que, portanto, acarreta desperdício. "Esperamos que, a partir do estudo, a questão possa ser repensada nos tribunais", diz. Outra estratégia, segundo Lúcia, será a tentativa de acordos com a defensoria pública, responsável por 90% dos processos judiciais desta natureza no Estado.

Em São Paulo, os gastos com o cumprimento de decisões também são significativos. Conforme dados fornecidos pela Secretaria da Saúde, o orçamento da saúde é de cerca de R$ 6 bilhões e, em 2007, foram gastos R$ 400 milhões com o cumprimento de decisões judiciais 25% a mais do que em 2006. Segundo Vânia Agnelli Casal, coordenadora da Defensoria Pública de São Paulo que, em 2007, ajuizou cerca de 70 ações por mês pleiteando remédios o órgão tentará neste mês um acordo com a secretaria da saúde para regularizar o fornecimento de alguns medicamentos, principalmente para tratamento de diabetes. Para Vânia, há uma desorganização no sistema de saúde muitas vezes, os remédios não fornecidos pelo Estado foram receitados por médicos da própria rede pública.

Já no Rio Grande do Sul, foram feitos acordos nos últimos dois anos entre a Procuradoria, a Secretaria de Saúde e o Ministério Público para garantir o fornecimento de medicamentos de alto custo. Segundo Bruno Naundorf, coordenador da assessoria jurídica da Secretaria de Saúde do Estado, a iniciativa já surte efeitos positivos, pois os valores bloqueados mantiveram se estáveis no ano passado. Do orçamento destinado à compra de medicamentos para a população, que é de cerca de R$ 120 milhões, foram bloqueados, em 2006, R$ 22 milhões e, no ano seguinte, R$ 23 milhões em 2005, o valor foi de R$ 7 milhões. Entretanto, os bloqueios continuam consumindo mais da metade do orçamento total da saúde. "Há muitas decisões antigas que precisam ser cumpridas", diz.

Uma das apostas da secretaria de saúde gaúcha, neste ano, é o trabalho de conscientização junto aos juízes. O desembargador Rogério Gesta Leal, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), por exemplo, afirma que tem ponderado, em suas decisões, critérios como a emergência do tratamento e a condição econômica do paciente. "A responsabilidade não é só do Estado, mas também da família", diz.

Outra tentativa de diminuir os bloqueios é o Projeto de Lei nº 219, de 2007, em tramitação no Senado. O projeto, que tem o apoio do Ministério da Justiça e do Ministério da Saúde, estabelece critérios para a dispensa de medicamentos. "Muitos remédios indicados pelo Judiciário poderiam ser substituídos por outros da lista do SUS", diz Pedro Vieira
Abramovay, secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça.

Fonte: Clipping: Sindhrio, Valor Econômico - legislação & tributos 03/03/08

sábado, 23 de fevereiro de 2008

LEI MUNICIPAL Nº 11.375, DE 10 DE JANEIRO DE 2008.


ESTADO DA PARAÍBA
Câmara Municipal de João Pessoa
Casa de Napoleão Laureano

LEI Nº 11.375, DE 10 DE JANEIRO DE 2008.
RECONHECE DE UTILIDADE PÚBLICA O NÚCLEO
CONFIANTES NO FUTURO, E ADOTA OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA, FAÇO
SABER QUE O PODER LEGISLATIVO DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica reconhecido de utilidade pública o NÚCLEO CONFIANTES NO FUTURO
de apoio a portadores de hepatite e transplantados hepáticos – NCF, entidade sem fins
lucrativos, localizada na cidade de João Pessoa, fundada em 04 de março de 2004, com registro no
Cartório Toscano de Brito de nº. 313.687 – Livro A nº. 178 e devidamente inscrito no CNPJ –
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica sob o nº 06.144.798/0001-21.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
PAÇO DO GABINETE DA PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA,
EM 10 DE JANEIRO DE 2008.
RICARDO VIEIRA COUTINHO
Prefeito