Grupo de Apoio a Portadores de Hepatites e Transplantados de Fígado. Suas ações são sobre a forma de voluntariado. Os recursos materiais são provenientes de campanhas e doações. Sua denominação deve-se a confiança e a fé de que podemos construir uma sociedade mais justa, exercendo a cidadania através do controle social. Lutamos para que o governo assuma a sua responsabilidade constitucional, que é de assegurar e promover a saúde da população.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Hepatites: deputado Geraldo Thadeu participa de reunião com ministro da saúde, Alexandre Padilha
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Edital aberto vai selecionar ONGs que proporão eventos em DST, HIV/Aids e Hepatites para 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
SENADO APROVA INCLUSÃO DE VACINA CONTRA HEPATITE A NO CALENDÁRIO BÁSICO
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
ENC: Carta sobre os critérios de participação no I Encontro Nacional Sobre Hepatites Virais - waldirpedrosa@gmail.com - Gmail
sábado, 7 de agosto de 2010
Campanha contra Hepatites B e C entra em campo hoje (04) durante a final da Copa do Brasil
Durante o jogo do Bahia no último sábado (31) os jogadores também carregaram uma faixa da campanha
Que o Barradão será palco hoje da final da Copa do Brasil, todo mundo já sabe. A novidade é que, durante o jogo, a Toca do Leão também sediará parte da Campanha Nacional de Combate às Hepatites. Ao entrar em campo, os jogadores do Vitória irão apresentar uma faixa com uma mensagem de alerta aos atletas e à torcida para os riscos das Hepatites B e C. A ação da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) em conjunto com a Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP) e com o Grupo Vontade de Viver pretende conscientizar esportistas e a população em geral sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento das hepatites virais.
O que pouca gente sabe é que ex-jogadores de futebol das décadas de 60, 70 e 80 fazem parte do grupo de risco para a Hepatite C. Na época, os indivíduos recorriam às farmácias ou mesmos aos vizinhos para aplicarem injeções de medicamentos simples como Glucanergam, Thiaminose, Complexo B com Vitamina C e até mesmo glicose. Estas aplicações eram feitas por via venosa, mas utilizavam seringa de vidro, cuja esterilização era insuficiente para eliminar o vírus. Esta era uma prática comum no passado entre atletas, principalmente jogadores profissionais de futebol, que tomavam aplicações de vitaminas dentro dos próprios clubes. Atualmente, no Brasil, as doenças acometem 6,9 por 100 mil habitantes (Hepatite B) e 6,6 por 100 mil habitantes (Hepatite C).
Enviado por SBH
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Clique para avaliar
Com o objetivo de promover e proteger a saúde da população, a Anvisa lançou uma cartilha que orienta sobre o uso correto dos medicamentos. Esta iniciativa faz parte do Programa de Melhoria do Processo de Regulamentação da Anvisa. A cartilha "O Que Devemos Saber Sobre Medicamentos" traz informações sobre cuidados ao administrar medicamentos para crianças, gestantes, lactantes1 e idosos, e sobre o uso concomitante de medicações e bebidas alcóolicas.
São abordadas orientações sobre o armazenamento, as bulas e a embalagem das medicações, os cuidados com o uso de plantas medicinais e fitoterápicos, informações sobre medicamentos homeopáticos e biológicos, fracionamento de doses, dentre outros dados relevantes.
Confira o material completo da Anvisa em:
"O Que Devemos Saber Sobre Medicamentos"
Fonte: Anvisa
Esclarecimento da SBH Transmissão da Hepatite C
WWW.SBHEPATOLOGIA.ORG.BR
São Paulo , 30 de Junho de 2010.
Ao
Jornal Folha de São Paulo e demais órgãos da imprensa
Recentemente, uma reportagem acerca da transmissão sexual da Hepatite C gerou grandes questionamentos por parte de pacientes e familiares.
A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) esclarece:
- A hepatite C não pode ser considerada uma doença sexualmente transmissível (DST) a luz dos conhecimentos científicos atuais.
- Vários trabalhos publicados em revistas médicas de reconhecido rigor científico não confirmam a transmissão sexual da hepatite C como um fator importante.
- Os trabalhos que lidam com este assunto podem ter fatores de confundimento que repercutem na clareza das conclusões.
- Até o presente momento, as Sociedades Européia e Americana para Estudos das doenças do Fígado, assim como a SBH não reconhecem a Hepatite C como uma DST.
- O sexo seguro deve ser praticado por todos, independente da suspeita do parceiro ter ou não ter hepatite C, sobretudo entre parceiros não-fixos.
Raymundo Paraná
Presidente da SBH.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Sociedade Brasileira de Hepatologia- Nota acerca da transmissão sexual da Hepatite C -
São Paulo , 30 de Junho de 2010.
Ao
Jornal Folha de São Paulo e demais órgãos da imprensa
Recentemente, uma reportagem acerca da transmissão sexual da Hepatite C gerou grande questionamentos por parte de pacientes e familiares.
A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) esclarece:
1. A hepatite C não pode ser considerada uma doença sexualmente transmissível (DST) a luz dos conhecimentos científicos atuais.
2. Vários trabalhos publicados em revistas médicas de reconhecido rigor científico não confirmam a transmissão sexual da hepatite C como um fator importante.
3. Os trabalhos que lidam com este assunto podem ter fatores de confundimento que repercutem na clareza das conclusões.
4. Até o presente momento, as Sociedades Européia e Americana para Estudos das doenças do Fígado, assim como a SBH não reconhecem a Hepatite C como DST.
5. O sexo seguro deve ser praticado por todos, independente da suspeita do parceiro ter ou não ter hepatite C, sobretudo entre parceiros não-fixos.
Raymundo Paraná
Presidente da SBH
diretoria@sbhepatologia.org.br
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Curso de Capacitação em Biópsia Hepática para médicos de Belém e do interior do estado
Nos dias 10 e 11/06, ocorreu no Hospital Universitário João de Barros Barreto UJBB um Curso de Capacitação de Biópsia Hepática para médicos de Belém e do interior do estado, com 26 inscritos, inclusive com a participação de profissionais de Santarém e Marabá.
Este curso teve entre outros objetivos, auxiliar no processo de descentralização do tratamento das hepatites virais.
Como facilitadores participaram os professores Simone Conde, Maria Silvia Barbosa, Lizomar Moia, Samia Demachki e José Emílio Campos Magno.
Ocorreram 19 biópsias hepáticas na etapa prática do curso.
sábado, 12 de junho de 2010
FÓRUM DEBATERÁ INTEGRAÇÃO DAS AGENDAS ENTRE AIDS, TUBERCULOSE E HEPATITES VIRAIS
Antecedendo a abertura do VIII Congresso Brasileiro de Prevenção de DST/Aids, e do I Congresso Brasileiro de prevenção as Hepatites Virais acontece no dia 16 de Junho, às 14h, na sala Caliandra, do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o Fórum que reunirá gestores e membros da sociedade civil com atuação na área de Aids, Tuberculose e Hepatites Virais. A atividade, que funcionará no modelo de “conversa afiada” debaterá o nível de integração das agendas entre os três programas analisando, entre outros, os aspectos de diagnóstico e tratamento na rede pública além de efetividade no acesso a informações e referências.
Também participam dos debates membros do movimento social das três patologias que analisarão, do seu ponto de vista, a atual realidade de integração destas áreas. A participação do movimento social de Aids na luta contra a tuberculose será um dos aspectos enfocados, assim como a análise dos efeitos da integração do Programa de Hepatites Virais ao Departamento de Aids e o papel do movimento social diante da realidade das co-infecções também serão temas trazidos ao debate.
A tuberculose é a hoje a doença que mais causa a morte entre pessoas com Aids e o índice de hepatites virais ( principalmente B e C) entre esta população é bastante elevado, sobretudo em populações vulneráveis.
Participam da discussão a diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Mariangela Simão e os coordenadores dos programas de Tuberculose, Draurio Barreira, e Hepatites Virais, Ricardo Gadelha. A sociedade civil será representada pelos ativistas Carlos Duarte (Aids), Ézio Távora ( Tuberculose) e Waldir Pedrosa ( Hepatites Virais). A mediação do debate será do jornalista Liandro Lindner ( Fio Cruz).
As inscrições são limitadas e devem previamente serem feitas pelo site http://sistemas.aids.gov.br/
. O local tem disponibilidade de 200lugares.
SERVIÇO:
FÓRUM AIDS, TUBERCULOSE E HEPATITES VIRAIS
16 de JUNHO (QUARTA-FEIRA)
14H
SALA CALIANDRA
CENTRO DE CONVENCOES ULISSES GUIMARÃES
Brasília (DF)
Inscrições em : http://sistemas.aids.gov.br/
sexta-feira, 11 de junho de 2010
CHAMADA PARA SELEÇÃO DE PROJETOS DE EVENTOS – 2º SEMESTRE DE 2010 DEPARTAMENTO DE DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Departamento de DST, Aids e
Hepatites Virais, torna pública a chamada para a seleção de eventos relacionados ao tema das
DST/HIV/aids e hepatites virais para o 2º semestre do exercício de 2010. Os recursos financeiros previstos
nesta seleção destinam-se a projetos de eventos a serem executados por Organizações da Sociedade
Civil (OSC), sem fins lucrativos, que atuam diretamente no controle das DST e hepatites virais na
construção de respostas sociais frente às epidemias de HIV/aids e hepatites virais.
As propostas deverão estar alinhadas com as diretrizes do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais,
priorizando o aumento da cobertura da testagem para diagnóstico precoce e prevenção da transmissão
vertical, ações de assistência e prevenção, promoção da defesa dos direitos humanos em DST/HIV/aids e
hepatites virais, redução do estigma e da discriminação às pessoas vivendo com HIV/aids e populações
vulneráveis.
2 – OBJETO DO EDITAL
Apoiar projetos de eventos, de abrangência regional ou nacional, a serem realizados no 2º semestre do
ano de 2010, consonantes com as diretrizes do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e
relacionados diretamente à temática de DST/HIV/aids e hepatites virais.
3 – PÚBLICO-ALVO
Organizações da Sociedade Civil (OSC), sem fins lucrativos, que trabalhem com DST/HIV/aids e hepatites
virais que atendam ao disposto no item 6 deste Edital.
4 – NATUREZA DOS EVENTOS
O financiamento dos eventos será dividido em:
4.1 Eventos de âmbito nacional com foco na temática DST/HIV/aids e/ou hepatites virais. As
propostas deverão contemplar no mínimo 2 estados de cada região (N, NE, CO, SD e SU)
totalizando no mínimo 10 Estados.
4.2 Eventos de âmbito regional com foco na temática DST/HIV/aids e/ou hepatites virais. As
propostas deverão contemplar:
· As propostas com foco na região Nordeste mínimo de 4 Estados da região;
· As propostas com foco na região Norte mínimo de 3 Estados da região;
· As propostas com foco na região Sul mínimo de 2 Estados da região;
· As propostas com foco na região Sudeste mínimo de 3 Estados da região;
· As propostas com foco na região Centro Oeste mínimo de 2 Estados da região.
4.3 Não serão consideradas para análise propostas de eventos estaduais e/ou municipais.
5 – DO PROCEDIMENTO DE SELEÇÃO
Os projetos devem ser apresentados conforme modelo constante no Anexo, com os devidos documentos
de envio obrigatório, conforme especificado no item 6. A seleção dar-se-á em duas fases especificas:
a) Habilitação do projeto (eliminatória – item 6);
b) Análise e classificação dos projetos (classificatória – item 7).
6 – DA HABILITAÇÃO DAS PROPOSTAS
6.1 O processo de habilitação dos projetos será realizado por meio de um Comitê Técnico
especificamente constituído para esse fim e norteado pelos termos deste Edital.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
DEPARTAMENTO DE DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS
2 de5
6.2 No ato da habilitação, a proponente deve estar em situação de adimplência junto ao
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e apresentar todos os documentos (item 6.6)
exigidos neste Edital.
6.3 Proposta de projeto, devidamente preenchida, no formulário específico para este
financiamento (ANEXO).
IMPORTANTE: As propostas encaminhadas em outro modelo de formulário poderá
inviabilizar a análise do projeto;
6.5 Ter pelo menos três anos de constituição formal, comprovados por meio de Estatuto e/ou
CNPJ;
6.6 Documentos de envio obrigatório:
a. Cópia do Estatuto Social da Instituição, devidamente registrada em cartório;
b. Cópia do Cartão de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ, ativo e
emitido pela Receita Federal (http://www.receita.fazenda.gov.br);
c. Cópia do cartão de Cadastro de Pessoa Física - CPF do/a responsável legal pela
Instituição;
d. Cópia da Carteira de Identidade do/a responsável legal pela Instituição. Serão aceitos
como documentos de identidade a Carteira Funcional, expedida por entidade de classe,
bem como qualquer documento reconhecido por Lei como documento de identidade,
desde que válidos em todo o território nacional e que contenham fotografia, nome
completo, filiação, data e local de nascimento do/a titular;
e. Cópia da Ata de eleição e posse da atual Diretoria (em que conste o nome e poderes da
pessoa que assina a proposta) ou documento correlato, devidamente registrado em
cartório;
f. Carta de ciência à realização do evento, emitida pelo Programa Municipal e/ou Estadual
no ano de 2010 – ver modelo no ANEXO.
7 – DA SELEÇÃO DE PROJETOS
7.1 O processo de análise e classificação dos projetos será realizado por meio de um Comitê
Técnico especificamente constituído para esse fim e norteado pelos termos deste Edital.
7.2 Critérios para análise dos projetos:
7.2.1. Histórico do evento, priorizando eventos com edições anteriores;
7.2.2. Histórico dos trabalhos da OSC com a temática DST/HIV/aids e hepatites virais
(mínimo de três anos de trabalho);
7.2.3. Objetivo do evento e temas abordados;
7.2.4. Relevância do evento;
7.2.5. Abrangência geográfica do evento;
7.2.6. Público-alvo do evento;
7.2.7. Mecanismos de divulgação dos resultados do evento e formas de acompanhar os
encaminhamentos propostos;
7.2.8. Estabelecimento de parcerias políticas, técnicas e financeiras, bem como articulação
com o SUS, e;
7.2.9 Adequação do financiamento solicitado à proposta deste Edital.
7.3. Após a divulgação do resultado da seleção dos projetos, o Departamento de DST, Aids e
Hepatites Virais poderá solicitar outras informações sobre a proposta encaminhada e
condicionar o financiamento da proposta às reformulações/readequações sugeridas.
8 – FINANCEIRO
8.1 O recurso orçado para a presente seleção não será superior a R$ 1.000.000,00 (Um milhão
reais). Caso haja maior disponibilidade de recursos financeiros, outras propostas poderão ser
aprovadas.
8.2 Teto máximo por projeto:
Âmbito nacional com foco em DST e HIV/aids e/ou Até R$70.000,00
3 de5
hepatites virais;
Âmbito regional com foco em DST e HIV/aids e/ou
hepatites virais;
Até R$40.000,00
8.3 Serão financiados, preferencialmente, os itens mencionados abaixo:
Itens financiáveis Nacional Regional
Coordenação (40 horas semanais) Até R$ 1.000,00 X 3 meses (nível
superior);
Até R$ 800,00 X 3 meses (nível
médio).
Até R$ 1.000,00 X 2 meses
(nível superior);
Até R$ 800,00 X 2 meses
(nível médio).
Consultoria Até R$ 800,00 X 2 meses. Não contempla.
Consultor administrativo (40 horas
semanais)
Até R$ 400,00 X 3 meses.
Até R$ 400,00 X 2 meses.
Passagem aérea
Passagem terrestre
Número de passagens e orçamento previsto.
Diárias Número de diárias e orçamento previsto (até R$ 177,00 por
pessoa).
Ajuda de custo para participantes
residentes em outras cidades:
R$ 95,00/dia, por pessoa. Essa ajuda de custo é paga uma só vez,
ainda que a pessoa permaneça em viagem por mais de um dia, não
devendo ser superior à metade de uma diária.
Ajuda de custo para participantes
residentes locais:
R$15,00/dia, por pessoa, para custeio de traslado e alimentação.
Coffee-break Até R$5,00 por pessoa X nº de participantes X nº de dias do evento,
sendo permitido apenas um coffee break por dia em jornadas de
oito horas diárias. Bebidas alcoólicas são inelegíveis.
Material informativo / publicação Todos os materiais deverão estar discriminados, item por item, e
devidamente justificados; deverão, ainda, corresponder aos preços
praticados pelo mercado local e, no momento da produção e
reprodução, serem submetidos à análise e à aprovação do
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.
Material de consumo/escritório Até R$100,00 (cem reais) para cada 25 (vinte e cinco) participantes,
com especificação e previsão orçamentária.
Observação:
Não serão financiados os seguintes itens:
· Equipamentos (aquisição ou aluguel);
· Camisetas;
· Pastas / mochilas / bolsas;
· Pins / bottoms;
· Ornamentos e decoração.
Outros itens não listados deverão ser detalhados e justificados para análise técnica e avaliação da
possibilidade de financiamento.
9 – PRAZO DE EXECUÇÃO DOS PROJETOS
O prazo de execução das propostas selecionadas terá início a partir da data da liberação do recurso, não
podendo ultrapassar o dia 31/12/2010.
10 – PRESTAÇÃO DE CONTAS
10.1 A prestação de contas ocorrerá de acordo com as orientações contidas no presente Edital e
no instrumento jurídico a ser firmado entre o UNODC e a Instituição financiada, devendo
obedecer aos parâmetros exigidos no manual de “Instruções para a Aplicação de Recursos
Destinados ao Financiamento de Projetos Aprovados pelo Departamento de DST, Aids e
Hepatites Virais”.
10.2 É obrigatório o encaminhamento do Relatório de Progresso Final (modelo disponível no site
4 de5
do Departamento DST, Aids e Hepatites Virais) e de Relatório Narrativo para finalização do
projeto.
10.3 Caso seja identificada malversação dos recursos públicos, o Departamento de DST, Aids e
Hepatites Virais solicitará a devolução parcial ou total do financiamento, independentemente
de outras medidas administrativas, civis e/ou criminais cabíveis.
11 – DOS PRAZOS
11.1 O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e o UNODC solicitam às organizações
proponentes que as propostas sejam submetidas às Secretarias Estaduais e/ou Municipais
de Saúde (Coordenação Estadual/Municipal de DST e Aids e/ou de Hepatites Virais) pelo
menos 05 (cinco) dias úteis antes do prazo de encerramento do Edital, para tempo hábil de
emissão das cartas de ciência. Caso couber à Coordenação Municipal / Estadual de DST e
Aids e/ou Hepatites Virais normatizar o prazo para emissão das cartas de ciência, a
observância aos prazos locais é de responsabilidade da proponente.
11.2 Será considerada, para fins de aceitação e análise das propostas, a data de postagem
constante no envelope (no caso de envio pelo correio) ou a data de carimbo do protocolo do
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (no caso de entrega direta) até o dia
11/06/2010.
11.3 A proponente que tiver seu projeto selecionado terá que encaminhar o “de acordo” das
respectivas reformulações/readequações técnicas e orçamentárias sugeridas pelo Comitê de
Seleção, caso houver, em até 5 (cinco) dias úteis após o recebimento do Parecer de
Análise do Projeto. Juntamente com o “de acordo”, deverá ser enviada declaração de
abertura de conta corrente específica para o projeto, devidamente encaminhados para o email
: scdh@aids.gov.br;
11.4 O resultado final da seleção dos projetos será divulgado até o dia 01/07/2010, no site do
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (www.aids.gov.br);
11.5 Os recursos financeiros serão repassados aos projetos aprovados em um prazo máximo de
até 30 (trinta) dias, após o recebimento pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites
Virais do contrato devidamente assinado pela Instituição financiada.
12 – ENVIO DAS PROPOSTAS E DOCUMENTOS
O envelope contendo a proposta e toda a documentação exigida deverá ser encaminhado com a seguinte
descrição, para:
SELEÇÃO NACIONAL/2010
EDITAL DE PROJETOS DE EVENTOS 2º Semestre/2010
DEPARTAMENTO DE DST, AIDS E HEPATITES VIRAIS
SVS/MINISTÉRIO DA SAÚDE
A/C: SCDH
SAF SUL – TRECHO 02 - BLOCO F – TORRE 1 – EDIFÍCIO PREMIUM
Brasília / DF
CEP: 70.070-600
Obs: Não serão aceitas propostas via fax ou e-mail.
Demais informações poderão ser obtidas pelo telefone (61) 3306-7517 ou pelo e-mail: scdh@aids.gov.br.
13 – DISPOSIÇÕES FINAIS
13.1 A participação no processo de seleção implica que as entidades proponentes:
- Observem os regulamentos e se responsabilizem pela veracidade e legitimidade das
5 de5
informações e dos documentos apresentados; e
- Aceitem plena e irrevogavelmente todos os termos, cláusulas e condições constantes neste
Edital e seus Anexos, bem como nos instrumentos contratuais que vierem a ser assinados
em decorrência da aprovação da proposta apresentada.
13.2 Não será aprovado mais de um projeto por Instituição.
13.3 É vedado alterar o objeto do projeto, exceto com a autorização expressa do Ministério da
Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) / Departamento de DST,
Aids e Hepatites Virais e, no caso de ampliação da execução do objeto pactuado ou
redução/exclusão de meta, não deve haver prejuízo da funcionalidade do objeto contratado.
13.4 A qualquer tempo, a seleção poderá ser revogada ou anulada, no todo ou em parte, seja por
decisão unilateral do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, seja por motivo de
interesse público ou exigência legal, sem que isso implique direito a indenizações ou
reclamações de qualquer natureza.
13.5 Informações sobre a situação da proponente poderão ser obtidas, mediante solicitação de
seu representante, pelo e-mail uad1@aids.gov.br.
14 – CASOS OMISSOS
Questões não previstas neste Edital serão avaliadas por um comitê constituído para essa finalidade.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Brasil contra as Hepatites -
Amanhã, 19 de maio, é comemorado o “Dia Mundial de Luta contra as Hepatites”. Em todo o mundo, mobilizações irão defender a maior divulgação sobre uma doença que age silenciosamente, sendo que no Brasil afeta milhões de pessoas. “Fortalecer ações sociais, ampliar o debate e esclarecer a população sobre a doença são trabalhos constantes da nossa Frente”, ressalta Geraldo Thadeu.
A Frente Parlamentar das Hepatites e Transplantes foi criada em 2003. Hoje, 130 parlamentares e mais de 80 organizações não governamentais fazem parte do grupo. Desde a sua fundação, parcerias e mobilizações por todo o país buscam a consolidação de políticas públicas que garantam mais qualidade de vida para os infectados. No ano passado, a Frente, em parceria com o Ministério da Saúde, o Sesi/DF, ONGs e a Farmacêutica Bristol-Myers Squibb realizaram evento no Congresso Nacional, com palestras educativas, vacinação para adolescentes e testes para o diagnóstico.
De acordo com Geraldo Thadeu, o encontro de hoje também servirá como base para novas estratégias contra a doença. “Nos últimos anos, ampliamos o diálogo com o governo e com as ONGs. As demandas apresentadas serão importantes ferramentas para os nossos novos projetos”.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hepatite é uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo. No país, estima-se cerca de seis milhões de infectados.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Curto e Grosso
Coluna de João Manuel no Jornal Contraponto- João Pessoa PB.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Martine Bulard: Como funcionam os sistemas de saúde - Le Monde Diplomatique Brasil
Clic no link abaixo:
Martine Bulard: Como funcionam os sistemas de saúde - Le Monde Diplomatique Brasil
quarta-feira, 24 de março de 2010
Sobre vacinação para portadores de doença hepática.
- “Conforme definido pelo MS, através da Coordenação Geral do Programa de Imunizações, no Informe Técnico Operacional para a Estratégia de Vacinação contra a Influenza Pandêmica (H1N1)”, estão incluídos entre os portadoras de doenças crônicas “Pessoas com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada ás doenças crônicas”, condição que inclui os portadores de Hepatite C em tratamento antiviral com Interferon Peguilado associado à Ribavirina, além de pacientes submetidos à imunossupressão e pós-transplante hepático;
- A vacinação ocorrerá no período de 22 de março a 2 de abril/2010,dar-se-á nos próprios serviços de saúde, pois, de modo geral, os portadores dessas patologias freqüentam as unidades de saúde ou serviços de referência, sendo acompanhados por profissionais de saúde;
- Informamos que a vacina contra a influenza pandêmica (H1N1) 2009, adquirida pelo Ministério da Saúde, é monovalente, sendo constituída de um vírus inativado. A resposta máxima na produção de anticorpos é observada entre o 14º e o 21º dia após a vacinação.
- E por fim, cabe ressaltar que continuam mantidas as orientações fornecidas pelos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) para indivíduos portadores de quadros clínicos especiais.
terça-feira, 23 de março de 2010
Obama conquista vitória histórica com aprovação da reforma da saúde.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante pronunciamento após a aprovação da reforma da saúde, ao lado do vice, Joe Biden
O presidente Barack Obama obteve uma grande vitória política com a aprovação no Congresso de uma reforma da saúde que é considerada a maior iniciativa social dos últimos 50 anos nos Estados Unidos, ao ampliar a cobertura a 32 milhões de americanos.
Minutos depois da aprovação de uma série de modificações solicitadas por Obama, o presidente afirmou que a reforma é uma "vitória do povo americano e do senso comum".
Também destacou que o Congresso demonstrou que os Estados Unidos ainda é capaz de "grandes coisas".
"Esta vitória tem a cara da mudança. Esta noite respondemos ao chamado da história, assim como tantos americanos fizeram antes de nós. Não fugimos de nossa responsabilidade, a enfrentamos. Não tememos o nosso futuro, demos forma a ele", disse, ao lado do vice-presidente Joe Biden.
LEIA TAMBÉM:
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* Veja os principais pontos da reforma da saúde lançada por Obama
* Reforma da saúde, uma longa batalha da política; veja o histórico
Os congressistas aprovaram o projeto de lei que já havia passado pelo Senado com uma votação de 219 representantes favoráveis e 212 contrários. Em seguida aprovaram modificações (220-211), que agora devem ser votadas no Senado antes da promulgação de Obama.
O Senado aprovará as últimas mudanças durante a semana.
A reforma pretende elevar a 95% o percentual de cidadãos americanos com menos de 65 anos com plano de saúde privado.
A cobertura de saúde nos Estados Unidos é discutida desde a presidência de Theodore Roosevelt (1901-1909), mas uma reforma nunca havia sido aprovada.
A votação veio após um ano de confrontos políticos e de uma semana dramática, na qual Obama se viu obrigado a adiar uma viagem pela Ásia para obter os apoios necessários para a aprovação do projeto de reforma que, em caso de rejeição, colocaria em risco boa parte das esperanças despertadas com a chegada do democrata ao poder.
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sociedade Brasileira de Hepatologia e FAAP parceiras em campanha nacional contra a hepatite C
secretaria@sbhepatologia.org.br
www.sbhepatologia.org.br
São Paulo, 10 de março de 2010.
Prezados companheiros das ONGs e Grupos de defesa dos portadores de Hepatites virais
Tenho o prazer uma parceria estabelecida entre a Sociedade Brasileira de Hepatologia e a FAAP (Fundação das Associações de ex-atletas de Futebol) para uma grande campanha nacional de alerta a Hepatite C que deverá ser levada a termo até o mês de maio do corrente ano, no dia mundial da Hepatite C.
As hepatites Virais sentem falta de campanhas nacionais, as quais já se mostraram muito eficazes para a prevenção e o esclarecimento sobre a AIDS. Por mais de uma década o Brasil tem dedicado especial atenção à AIDS e tem demonstrado que é um país capaz de responder as suas demandas através do departamento DST/AIDS, motivo de orgulho para todos os brasileiros. Agora, sabiamente, este departamento do Ministério da Saúde aumentou o seu escopo de ação tornando-se o departamento DST/AIDS/Hepatites Virais, em reconhecimento a importância do tema.
Infelizmente as Hepatites Virais, embora como problema de saúde pública de impacto inigualável, ainda não conseguiu ter a sua visibilidade no limite da sua importância.
A Organização Mundial da Saúde reconhece que no mundo existem 300 milhões de portadores do vírus da hepatite B e 200 milhões do vírus da Hepatite C. No Brasil. Os dados são escassos, mas a maioria dos estudos demonstra heterogeneidade na distribuição do vírus da Hepatite B que se situa mais nas pequenas cidades situadas, sobretudo, nas regiões mais pobres do país (Norte e Nordeste), enquanto que o vírus da Hepatite C tem uma distribuição mais homogênea. A partir destes estudos, podemos definir que mais de 2.000.000 de brasileiros estão infectados, mas a maior parte deles se encontra fora da rede SUS, até porque esta é uma doença que evolui silenciosamente por 2 a 4 décadas.
A Hepatite C lota os ambulatórios de Hepatologia no país. É responsável pela indicação de mais de 80% das Biopsias de fígado na Bahia e por mais de 50% dos transplantes de fígado no país.
Apesar dos números alarmantes, poucos brasileiros alcançam a rede de saúde para tratar a sua doença. Também temos a necessidade de implantar mais consistentes programas de Educação Médica Continuada aliados à programas de educação a esclarecimento à população.
No caso particular da Hepatite C, temos peculiaridades no Brasil que justificam campanhas de esclarecimento com elevadas chances de sucesso na introdução de muitos pacientes portadores do Vírus na rede pública de saúde.
A Hepatite C tem cura e controle se tratada a tempo. O Ministério da saúde oferece o caríssimo tratamento cuja duração varia de 24 a 48 semanas. Falta-nos detectar os pacientes que estão fora da rede de assistência.
Do ponto de vista histórico, informo que em 1999, o ambulatório de doença de fígado do Hospital Universitário Professor Edgard Santos da UFBA em Salvador-BA, observou um elevado número de ex-jogadores de futebol da Bahia freqüentando o ambulatório. Um deles me referiu a perda de muitos colegas contemporâneos do seu time da região de Feira de Santana-Ba.
Naquele momento, foi solicitado a este paciente que convocasse todos os seus colegas, doentes ou não, para uma avaliação. Para surpresa de todos, quatro deles atenderam ao nosso pedido e os quatros foram avaliados. Todos eles tinham Hepatite C, embora três deles não tivessem qualquer sintoma.
Realizada a análise genética do Vírus percebeu-se que se tratava da mesma fonte. Este artigo foi publicado em 1999 na conceituada revista médica internacional American Journal Gastroenterology.
A partir de então, vários colegas do Brasil se manifestaram no intuito de confirmar que tinham exatamente esta mesma experiência nos seus ambulatórios em São Paulo, Mato Grosso, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Posteriormente, um dos colegas do Rio Grande do Sul apresentou no Congresso da Associação Européia para o Estudo do Fígado – EASL, o acompanhamento de 71 ex-jogadores de futebol da década de 70 e 80 portadores de Hepatite C.
Na Bahia, em 2007, uma campanha de esclarecimento capitaneada pelo ex-craque de futebol do esporte clube Bahia, DOUGLAS, permitiu a avaliação de mais de 50 ex-jogadores de futebol do estado.
Na avaliação dos fatores de risco desta época, percebemos que estes indivíduos eram expostos a sucessivas injeções de complexos vitamínicos e estimulantes endovenosos (tiaminose, complexo B com vitamina C, glicose, glucanergam, energizam e etc.). Além disso, sofriam sucessivas infiltrações articulares para conter os desgastes das suas articulações pela maratona de jogos.
As seringas utilizadas eram seringas de vidro, com pouco tempo para esterilização, por isso a transmissão se dava entre todos os companheiros, muitas vezes nos vestiários dos seus clubes de futebol.
Mais ainda, esta prática não era só dos jogadores profissionais. Muitos clubes amadores das ligas das pequenas cidades do interior do país a utilizavam também, seguindo o espelho dos ídolos dos clubes maiores.
Também, principalmente no Nordeste, esta era a prática comum entre os foliões do carnaval e das micaretas, os quais recorriam às farmácias para tomar glicose no imaginário de que estariam protegendo os seus fígados dos males causados pelo excesso de álcool.
Assim, esta forma de contaminação se tornou o principal fator de risco para Hepatite C no país, entre homens, que atualmente chegam aos nossos ambulatórios e que têm idade > 45 anos.
Esta é uma peculiaridade brasileira que precisa ser muito bem esclarecida, uma vez que nas campanhas habitualmente implementadas pelos órgãos competentes, fala-se muito nos usuários de drogas ilícitas, todavia os nossos pacientes não se expuseram ao uso venoso de droga ilícita como aconteceu na Europa e nos Estados Unidos.
Este contraste é nítido. Na Europa, 70% dos pacientes masculinos nessa faixa etária, portadores de Hepatite C, têm o uso de drogas ilícitas como causa da sua contaminação. No Brasil, menos de 5% dos nossos pacientes tem como causa drogas ilícitas, contudo o uso de medicamentos lícitos, mas com manipulação inadequada de seringas de vidro e agulhas foi o grande risco de contaminação.
Assim, o paciente que usou esses medicamentos em farmácias ou em seus clubes de futebol não se reconhece como grupo de risco, uma vez que o estigma do grupo de risco é usuário de drogas ilícitas. Este aspecto necessita ser muito bem esclarecido para a nossa população, dado que se trata de uma peculiaridade brasileira.
Em face à essa questão, a Sociedade Brasileira de Hepatologia busca junto a FAAP organizar uma campanha nacional para alertar sobres estes riscos. O envolvimento dos ex-jogadores de futebol é oportuno no país do futebol no ano da Copa do Mundo. Não só ajudará a quebrar preconceitos como também proporcionará um grande impacto na mídia, alcançando os nossos objetivos de informação e educação da nossa população.
Temos ao nosso favor o fato da Presidência da FAAP ser exercida neste momento pelo Sr. Wilson Piazza. Trata-se de um dos grandes líderes da Seleção Brasileira tri-campeã mundial de 1970. O Sr. Wilson Piazza abraçou a causa e envolverá mais outros tri-campeões mundiais, fato que será emblemático, pois foi justamente na década de 70, enquanto comemorávamos o tri-campeonato mundial com a melhor Seleção de todos os tempos, que milhares de brasileiros se contaminaram com o vírus da Hepatite C.
Já iniciamos uma campanha nacional como os nossos modestos recursos, buscando sensibilizar a mídia e utilizando os nossos sites para replicar as nossas ações junto aos membros da Sociedade Brasileira de Hepatologia, das demais sociedades de especialidades e aos associados da FAAP. Este aspecto é louvável, contudo não terá condições de alcançar a grande mídia nem de capilarizar a informação para as pequenas cidades do país onde encontramos também boa parte desses pacientes contaminados, não só pelo Viris C, como também pelo vírus da Hepatite B.
Deste modo, buscamos junto a imprensa a parceria para implementarmos uma grande campanha nacional no ano da Copa do Mundo, para esclarecer este assunto e promover o rastreamento daqueles que se encontram neste peculiar grupo de risco brasileiro.
Para todos os assuntos que envolvam Políticas Públicas de saúde na área das doenças do fígado, a Sociedade Brasileira de Hepatologia estará sempre a disposição.
Mui respeitosamente,
Raymundo Paraná
Presidente
diretoria@sbhepatologia.org.br
domingo, 31 de janeiro de 2010
A Sociedade Brasileira de Hepatologia e o PNHV mobilizados para sanar a deficiência na capacitação de profissionais para execução de Biópsia hepatica!
Trata-se de uma aspiração antiga da nossa Sociedade na gestão do Dr. Galizzi. Este projeto foi retomando nesta gestão e submetido ao Fundo Nacional de Saúde. Após avaliação de mérito, recebeu aprovação para que o seu desenvolvimento seja realizado de forma tripartite envolvendo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, UFBA e o Ministério da Saúde.
Assim sendo, deveremos iniciar o programa de capacitação em 02 etapas. Numa 1ª etapa, os alunos deverão realizar a biópsia em modelos experimentais (porcos) no Hospital Universitário Veterinário da UNIDERM em Campo Grande-MS. Posteriormente, serão realizadas Biópsias Hepáticas, em planejamento regional, com colegas que participam do curso.
Peço que todos os centros de referência de todo o país identifiquem colegas que trabalham, preferencialmente, no serviço público de saúde e que tenham interesse em adquirir a capacitação para realização do procedimento através da via transcutânea.
É importante que tenhamos a inclusão de jovens médicos neste projeto (residentes, estagiários, etc.), uma vez que objetivamos um efeito multiplicador.
Identificados os colegas potencialmente interessados em fazer parte deste projeto de capacitação, peço que o nome dos mesmos com os seus email e telefones sejam encaminhados a nossa secretaria da SBH, através do email sbh001@terra.com.br.
O período de recrutamento e seleção para participação do curso dar-se á na última semana do mês de fevereiro até a primeira quinzena do mês de março. Por isso, solicitamos urgência na identificação desses colegas.
Muito cordialmente,
Raymundo Paraná
Presidente
Sociedade Brasileira de Hepatologia
Fone: 11 3812-3253
E-mail: anapaula@sbhepatologia.org.br
Site: www.sbhepatologia.org.br
Av. Brigadeiro Faria Lima 2391 – Conj 102
Jardim Paulistano – São Paulo – SP 01452-000
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O país da "democracia" é também o país do preconceito - do medo - do individualismo. Mas isto também pode mudar!
Decisão dos EUA de permitir entrada de soropositivos pode ser ponto de partida para outras conquistas, avaliam ativistas brasileiros 04/01/2010 - 18h25
Ter passaporte e sorologia negativa para HIV. Até domingo (3) estas eram algumas condições que poderiam ser exigidas para um estrangeiro entrar nos EUA. Porém, a partir de hoje, dia 4, a presença do vírus da aids no organismo não pode mais impedir alguém de ingressar no país norte-americano, de acordo com lei local definida em outubro do ano passado. Para dois ativistas ouvidos pela Agência de Notícias da Aids, a mudança pode ser o ponto de partida para outras conquistas.
“As decisões dos EUA sempre influenciam os demais países. Pode ser que a proibição ou algumas barreiras que existem para a entrada de pessoas com HIV em outros locais também terminem”, disse o presidente do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer. Segundo ele, o momento é propício para que o governo brasileiro e a sociedade civil se unam por essa causa.
De acordo com Scheffer, um dos motivos da decisão do presidente Barack Obama é o desgaste da imagem dos EUA diante de outros países caso a proibição da entrada de soropositivos estrangeiros se mantivesse. ”Uma pena que a decisão veio tão tarde, mas é um avanço”, completou.
Para a advogada e coordenadora do Gapa (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids) de São Paulo, Áurea Abbade, a mudança beneficia não só as pessoas com HIV, mas contribui, de forma mais ampla, com a dignidade humana. “O fim da discriminação a soropositivos pode impedir que outras pessoas também sejam discriminadas, independente do motivo.” Áu rea acredita que a mudança na lei dos EUA ocorreu por pressão da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Brasil liderou movimento contra proibição
Durante encontro promovido em 2008 pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UNAIDS), na Genebra, o Brasil foi escolhido para liderar o processo na OMS (Organização Mundial da Saúde) para acabar com as dificuldades e impedimentos imigratórios por causa do HIV.
”A aids não é uma doença que se transmite pelo ar. Portanto, não há motivos para que as restrições existam”, disse na época a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão.
O Brasil também apresentou sua experiência na área de imigração e HIV/aids durante a XVII Conferência Internacional de Aids, no México. “O País não é invadido por estrangeiros, mesmo quando as nações vizinhas não garantem acesso aos antirretrovirais ”, informou Mariângela (saiba mais).
Nos EUA, a lei que impedia a entrada de estrangeiros com o vírus da aids vigorou por 22 anos. Ela foi anulada em outubro, mas as mudanças começaram a valer somente hoje.
Atualmente, segundo informações da agência de notícias EFE, pelo menos 57 países e territórios mantêm alguma forma de restrição ou impedem a entrada e residência de pessoas infectadas com HIV.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Eric Jenner Rosas um médico paraibano cuja trajetória profissional, política e intelectual está intimamente vinculada à criação do SUS e à democracia.

"Memorial Dr. Eric Jenner Rosas
(*27/12/1949 - † 26/06/2001)
Eric Jenner Rosas nasceu em João Pessoa, Paraíba em 27 de dezembro de 1949.
Começou a estudar medicina em 1968, tendo se formado em 1973, na Universidade Federal da Paraíba.
Fez o internato na Dinamarca em 1972 e retornou ao Brasil para fazer residência em Cirurgia Geral, no Hospital dos Servidores do Estado no Rio de Janeiro.
A partir daí, abraça a saúde pública e dela nunca mais se separa.
Participou como pesquisador do PESES - Programa de Estudos Socioeconômicos em Saúde em 1976.
Fez mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz em 1979 com a tese defendida em 1981 – “A extensão da cobertura dos serviços de saúde no Brasil: Programa de Interiorização de Ações de Saúde e Saneamento - PIASS; análise de uma experiência”.
Em 1977, ajudou a estruturar no Rio de Janeiro o núcleo do Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde - CEBES, fundado por David Capistrano, em São Paulo, no ano anterior. Participou do Movimento de Renovação Médica do Rio de Janeiro que deu uma sacudida nas estruturas profissionais da corporação e de lá se expandiu para todo o país.
Assumiu desde o final da década de 1970 um visceral e completo compromisso com a transformação do sistema de saúde brasileiro e com a democracia. Viveu a época das utopias com dedicação e persistência.
Participou e teve um papel fundamental na organização, em 1979, do Seminário de Política de Saúde da Câmara, cujo relatório Saúde e Democracia consolidou a agenda da reforma sanitária para os dez anos seguintes."
Junto com Eleutério Rodriguez Neto, José Gomes Temporão, Sonia Fleury e Sérgio Arouca, assumiu a direção nacional do CEBES e foi o seu presidente de 1978 a 1981.
Em 1982, participou do projeto “Medicina Comunitária no Brasil”.
Em 1985, com a Nova Republica veio para Brasília onde trabalhou com Eduardo Kertz no Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN). Participou da estruturação do Núcleo de Saúde Coletiva da UnB.
Foi assessor legislativo no gabinete do Deputado Sérgio Arouca.
Em 1985 foi consultor do Instituto de Estudos Sócio Econômico INESC
Participou da VII e da VIII Conferencia Nacional de Saúde, a última na condição de presidente da Comissão Organizadora e de relator.
Participou do II Seminário Internacional de atuação Primária á Saúde realizado em Cuba de 13 a 19 de novembro de 1988.
Em 1989 integrou a Equipe de Coordenação do Grupo de Assessoramento para a Elaboração de Legislação Ordinária sobre a Seguridade Social Pós Constituinte como Coordenador do grupo de trabalho “Ciência e Tecnologia, Equipamentos, Insumos e Assistência Farmacêutica”.
Em 1989, participou também, do anteprojeto denominado Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde concebido pelo Núcleo de Estudos em Saúde Pública.
Publicou em dezembro de 1994 na revista Saúde em Debate o artigo “A Vigilância Sanitária em crise”.
Eric Jenner Rosas faleceu em Brasília em 26 de junho de 2001.
A sua trajetória profissional, política e intelectual está intimamente vinculada à criação do SUS. Conforme o julgamento qualificado do sanitarista Sérgio Arouca, que o conhecia bem: “Se nossas lutas pela Reforma Sanitária Brasileira tiveram êxitos, grande parte do mérito cabe a esse militante silencioso. Como disse Ferreira Gullar sobre o PCB, quando contarem a história e não disserem isso, estarão mentindo”.
Fonte:enviado por Rosalina Jenner Rosas via email.
Certas palavras: Tive a ventura de conhecer Éric, ainda quando eu residia em Recife e ele em João Pessoa. Preparo um texto sobre os reflexos desta convivência.
A importância desta homenagem, para além da memória a um cidadão comprometido com os ideários de dignidade humana, que um sistema de saúde mais justo pode operar, deve realçar a importância do poder, que, a sociedade civil organizada possui, como protagonista, na construção e defesa do Sistema Único de Saúde. Aspiração vislumbrada por muitos homens e mulheres valiosos, para o que, muitas vezes dedicaram toda uma vida.
Que não deixemos de relembrar nossos combatentes, de possuirmos a necessidade justa de comemorar os nossos avanços no campo social, sabendo que devemos capitalizá-los e empreender continuamente aperfeiçoamentos e novas conquistas.
Entendo que o maior engenho do SUS é a plasticidade que enseja, quando tornado dialético e dinâmico, quando bem utilizado e gerenciado, desde que as forças sociais não o deixem caducar ou desvirtuar-se por falta do seu contrôle.
Se lamentamos a contingência humana que não permite que pessoas como Dr. Éric Jenner Rosas, Dr. Sérgio Arouca, Dr. Carlos Gentile de Melo, Dr. David Capristano e tantos não o possam avaliar e intervir no aqui e no agora; temos por outro lado como certeza, que, nenhuma grande ideia prossegue sem que se cuide de forjar seguidores.
Assim é a vida.
Waldir Pedrosa Amorim
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Residência em Hepatologia como área de atuação da Gastro na Unicamp
um abraço,
Tiago
Tiago Sevá Pereira
Unidade de Hepatologia e Transplante hepático.
Disciplina de Gastroenterologia - Unicamp"
Câmara mantém veto e projeto sobre salões de beleza é barrado
Da Redação
Numa votação acirrada, que terminou 8 a 7 votos, a Câmara Municipal de Cuiabá manteve nesta terça (3) o veto do Executivo ao projeto do vereador Paulo Borges (PSDB) que pretendia obrigar os salões de beleza e estética a afixar cartaz contendo informações profiláticas contra hepatite e doenças dermatológicas. O parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) foi pela derrubada do veto ao considerar que a aplicação da medida não acarretaria em ônus ao poder público, porém, a maioria decidiu manter o veto. A proposta tinha o intuito de garantir a segurança dos profissionais que trabalham no ramo deestética e das pessoas usuárias desses serviços.
Os estabelecimentos deveriam, caso a medida fosse promulgada pelo Legislativo com a derrubada do veto, disponibilizar em local visível sobre os riscos a que são submetidos profissionais e usuários do serviço, caso as medidas profiláticas não sejam adotadas. Além disso, deve ser informado o tempo de esterilização de instrumentos, a lista de materiais descartáveis que devem ser usados no serviço, assim como oi modo e maneiras de utilização dos instrumentos, medidas preventivas que evitam o contágio da hepatite e doenças dermatológicas afins e a obrigatoriedade do uso de luvas pelo profissional.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Tenofovir - Droga para Aids vai tratar hepatite B
Lígia Formenti, BRASÍLIA
O Diário Oficial da União vai estampar na sua edição de amanhã o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para que o medicamento Tenofovir, atualmente usado para Aids, seja indicado também para portadores de hepatite B. A medida é resultado de uma ação inédita, adotada pelo Ministério da Saúde. Diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir a autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio ministério decidiu fazer a solicitação à agência.
"A hipótese mais provável é a de que havia um acordo entre empresas, dividindo o mercado brasileiro", afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a resistência da fabricante. Nesse trato, a Gilead, multinacional de origem americana, não entraria no mercado de tratamento de hepatites no Brasil, deixando espaço para outras fabricantes. Com a iniciativa do ministério, o possível acerto foi minado.
Além do Tenofovir, o governo tinha como escolha adotar uma outra droga, o Adefovir, produzido pela multinacional GSK. Mas há pontos desfavoráveis. "Além do problema de preço, há um risco maior de pacientes desenvolverem resistência ao medicamento", conta a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, que liderou a organização de um novo protocolo de tratamento para hepatite B. O protocolo procura trazer uma padronização da terapia.
Pelas novas diretrizes, o Tenofovir seria usado como primeira opção de tratamento para portadores de hepatite B. A previsão é a de que, no primeiro ano, 2,5 mil pessoas recebam indicação para o remédio.
O Adefovir continuaria a ser usado por pacientes que já iniciaram o tratamento com a droga - graças às decisões judiciais em ações movidas para obtenção do medicamento. Há ainda um terceiro remédio, o Entecavir, fabricado pela Bristol, laboratório americano, cuja indicação é mais restrita.
Mariangela Simão conta que sua equipe mostrou à empresa fabricante do Tenofovir o interesse em comprá-lo para tratar portadores hepatite B. "Mas a empresa não esboçou nenhum movimento para fazer o pedido de registro à Anvisa." Tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos, a droga já é usada para tratamento de hepatite.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, afirma que esta é a primeira vez que o próprio ministério requer a autorização do uso de um remédio para indicação diferente da que havia sido registrada.
NOVA POLÍTICA
Desde setembro, a política para tratamento da hepatite B crônica - uma das maiores preocupações em saúde pública - mudou. A coordenação do trabalho agora é feita pelo Programa Nacional de DST-Aids, que passou a se chamar Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais.
Depois de sete anos sem alteração, o ministério lança amanhã um novo protocolo para tratamento da forma crônica da hepatite B. O documento inclui quatro medicamentos para distribuição gratuita aos portadores da doença, entre eles o Tenofovir. A incorporação de novas drogas ao protocolo deve reduzir o número de ações judiciais de pacientes que reivindicam o fornecimento de remédios que não estão na lista de distribuição gratuita do governo.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, há ainda uma lacuna: a inclusão de exames de carga viral para portadores de hepatite B crônica.
Fonte: ESTADÃO ONLINE 26/OUTUBRO/09
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Governo declara de interesse público o medicamento Tenofovir
Com a medida, o ministério espera que o processo da patente seja resolvido mais rapidamente, abrindo a possibilidade para o Brasil negociar preços do medicamento, do laboratório farmacêutico Gilead.
"Se a patente não for concedida no INPI, o país estará livre para negociar preços, seja de medicamentos genéricos ou de marca", afirmou nesta quinta-feira uma fonte do Ministério da Saúde.
Segundo portaria assinada pelo ministro José Gomes Temporão, e publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, o Tenofovir é indispensável no tratamento de pessoas que vivem com Aids e é indicado na terapia inicial. Em 2008, 31.300 pessoas usarão o anti-retroviral, segundo o ministério.
O Tenofovir representa 10 por cento do orçamento gasto com drogas anti-retrovirais pelo governo, que distribui gratuitamente medicamentos à população.
Entre os argumentos do governo, além do direito de acesso à saúde, "a apresentação de pedido de patente ao INPI gera expectativa de direito monopolístico, com impacto no preço do produto". O governo gasta atualmente 2.500 dólares ao ano no tratamento de cada paciente, em média.
Segundo a portaria, o laboratório estatal Farmanguinhos (Fiocruz) já forneceu subsídios técnicos ao INPI com relação ao pedido de patente do laboratório, demonstrando "falta de atividade inventiva, ou seja, ausência de um dos requisitos de patenteabilidade necessários para a concessão de patente".
Pelo mesmo motivo, o Escritório de Patentes Norte-Americano negou em janeiro deste ano um pedido para o mesmo medicamento, segundo o governo.
Em abril de 2007, o Brasil declarou o medicamento Efavirenz, do laboratório Merck, de "interesse público" e solicitou o licenciamento compulsório no mês seguinte. Segundo a fonte do ministério, no entanto, desta vez "não é o mesmo caso".
A representante da Gilead no Brasil, a United Medical, não quis comentar a medida do ministério, mas informou que um funcionário da Gilead está em contato com o governo brasileiro.
(Por Maria Pia Palermo, com reportagem adicional de Pedro Fonseca)
Fonte: Estadão - http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid154475,0.htm
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Trauma pede a colaboração da sociedade para doação de sangue
12/10/2009 às 16:40
Tudo mundo sabe que ‘Sangue é vida’. Mas alguns podem não saber que a única forma de se conseguir sangue é através da doação voluntária. Por isso, o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL) está desenvolvendo uma estratégia interna no sentindo de sensibilizar os familiares de pacientes para a importância do ato.
Para que o hospital possa atender com tranqüilidade todos os casos de alta complexidade, perfil no qual o Trauma está inserido, a partir de agora, será solicitado a todos os familiares de pacientes que efetivamente ficarem internos, dois doadores. Nos casos de cirurgia, o número de doadores passa a ser quatro. De acordo com Roseneide de Pontes, Coordenadora da Agência Transfusional, a medida é necessária para que o hospital possa normalizar seu estoque de sangue e, consequentemente, continuar salvando vidas. “A demanda no hospital de Trauma é bastante grande. Estamos atendendo mais, consumindo mais e se doando menos. Existe histórico de pacientes que para estabilizar o quadro clínico foram necessárias 20 bolsas de sangue”, exemplificou a médica. O Trauma é o hospital referência na Paraíba e recebe toda a demanda dos municípios. “Geralmente é o sangue tipo negativo que é mais difícil de manter no estoque, mas atualmente a carência é tão grande, que estamos necessitando até de sangue tipo a positivo”, alertou a coordenadora.
No mês de setembro, só o Hospital de Trauma de João Pessoa consumiu do Hemocentro da Paraíba, que abastece de sangue todas as unidades públicas e privadas, 526 bolsas. Desse total, o HT só conseguiu repor 129, ou seja, apenas 20%. “Temos que dividir essa responsabilidade. É preciso que a comunidade se sensibilize e nos ajude a manter o nosso estoque, que vai servir para salvar a vida de milhares de pessoas que diariamente precisam do Trauma. Com essa estratégia de trabalho, objetivamos manter um estoque regular”, enfatizou Roseneide de Pontes. E o alerta é justamente porque a única fonte para se conseguir sangue é através do doador voluntário. “O hospital pode ter mil médicos, equipamentos de última geração para atender o paciente, mas se não tiver doadores, tiver sangue, não vai poder socorrê-lo”, frisou a coordenadora.
Para fazer a doação é bem simples. Basta ir até o Hemocentro da Paraíba, localizado na Avenida Dom Pedro II e dizer que quer doar sangue. É importante não esquecer que a doação é dirigida ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Após o ato de solidariedade, a pessoa recebe um protocolo, que deve ser entregue no setor de Serviço Social do Trauma, para que a equipe possa fazer o controle da doação. O Hemocentro funciona de segunda à sexta no horário das 7h da manhã às 18h, sem intervalo para almoço. No sábado, o atendimento é das 7 às 13h.
Requisitos – Para ser doador, basta ter idade de 18 a 65 anos, estar com peso acima de 50 kg, não tomar remédio controlado, não ter ingerido bebida alcoólica até 24 horas antes da doação e gozar de boa saúde. Todo o material coletado passa por exames de Sífilis, HIV, hepatite B e C, entre outros que garantam a qualidade do sangue coletado. Na doação de sangue convencional se coleta de 400 a 450 ml de sangue de acordo com sexo e peso. Esta doação gerará de 3 a 4 hemocomponentes, o que representa um concentrado de glóbulos vermelhos, um concentrado de plaquetas, um concentrado de plasma ou um concentrado de crioprecipitado, que poderão ser utilizados por até 4 pacientes no hospital.
Os glóbulos vermelhos são responsáveis por carregar oxigênio a todas as partes do nosso organismo; as plaquetas têm função na coagulação e são utilizadas para evitar ou interromper sangramentos; o plasma é composto por água e várias proteínas, entre elas os fatores de coagulação; o crioprecipitado é um sub-produto do plasma contendo grande concentração de alguns dos fatores da coagulação.
Atendimento - O Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa é referência na Paraíba no atendimento de casos de alta complexidade. Trabalhando em regime de plantão de 24 horas, a unidade de saúde possui uma equipe formada por 150 profissionais em cada turno de plantão. A cada 12 horas, se reversa um grupo de 42 médicos de várias especialidades. Com todo esse aparato clínico, o Trauma se transformou na porta de entrada para os pacientes de todos os municípios paraibanos. A comprovação do trabalho realizado na unidade é demonstrada nos números. De primeiro de janeiro até o dia 12 de outubro desde ano, só no setor de emergência, o HT atendeu 46.459. Os números detalham que neste período foram 921 acidentes de automóvel, 3.760 acidentes de motos, 719 vítimas de arma de fogo e quase 500 casos de arma branca, ocorrências que sempre há a necessidade de consumo de sangue nos procedimentos realizados.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Anunciada a atualização da portaria contendo novo protocolo clínico para Hepatite B.
http://www.grupoesperanca.org.br/ grupoesperanca@hotmail.com
Prezados Parceiros e Colaboradores
Após uma ansiosa espera, tivemos no dia de hoje, anunciada oficialmente, a atualização da Portaria que preconiza os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para Hepatite B e suas Co-Infecções. Como integrante do Comitê Técnico Assessor do MS para Hepatites Virais, sentimos que nossa tarefa é finalizada em momento eminente de enfrentamento da enfermidade, e como integrante das OSCs voltadas para as Hepatites Virais e Doenças do Fígado, percebemos como foi válida nossa intercedência na busca de uma assistência mais adequada e atual para a população envolta com essa séria questão de saúde pública, entre elas, a solicitação de audiência com o Sr. Ministro (em 21/08), exatamente para a tratativa da atualização da Portaria em questão, e com a subscrição de quase a totalidade das entidades do país.
Teremos uma cerimônia, para a qual estamos sendo convidados, e que contempla a representação das OSCs, além da titular e suplente do Comitê, de todas as 5 macro-regiões do país:
- A assinatura do Sr. Ministro José Gomes Temporão ocorrerá no próximo dia 27/10 às 10h30, em Brasília, em momento que antecede a abertura do I Encontro Nacional de Coordenadores de Hepatites Virais.
Independente para o momento, da analise técnico-científica dos esquemas terapêuticos a serem utilizados na nova Portaria, que poderão e deverão ser paulatinamente adequados, em periodos certamente mais curtos (essa decorreu 7 anos), temos a certeza que esse momento, com a inclusão dos medicamentos com eficácia superior amplamente comprovada, traduzirá um imenso ganho para a promoção da saúde dos portadores da Hepatite B.
Agradecemos e parabenizamos à todos envolvidos nesse processo de atualização, sejam gestores, técnicos, parlamentares, funcionários da saúde, e em especial aos portadores de Hepatites Virais e Doenças do Fígado e aos que outorgaram como seus representantes.
Jeová Pessin Fragoso Pela Diretoria e Corpo de Voluntários
sábado, 12 de setembro de 2009
Bulas terão letras maiores e serão específicas para pacientes e profissionais da saúde
Bulas terão letras maiores e serão específicas para pacientes e profissionais da saúde
Publicado em 09.09.2009, às 18h53
A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da União determina que todos os medicamentos deverão ter duas versões da bula, uma para o paciente e outra para os profissionais da saúde. A nova norma também determina o aumento do tamanho da letra e obriga os laboratórios a oferecerem modelos de bula para deficientes visuais.“A bula do paciente terá uma linguagem mais didática”, afirmou Tatiana Lowande, gerente-geral de Medicamentos da Anvisa. As bulas também estarão disponíveis na internet, no bulário eletrônico da Anvisa.
O subgerente de uma farmácia, em Brasília, Leonardo da Costa Romualdo, disse que, eventualmente, recebe reclamações de consumidores que não entendem a bula. “Acontece, em especial, porque a bula vem em uma linguagem técnica. Facilitaria também aumentar o tamanho”, afirmou. A enfermeira aposentada, Maria das Graças Carvalho Pereira também considera positiva a a decisão da Anvisa em aumentar o tamanho da letra na bula.“Acho que as letras tem que ser maiores, e a linguagem mais simples”, disse.
De acordo com a resoluçao da Anvisa, a bula será organizada na forma de perguntas e respostas, explicando a função terapêutica do medicamento, quando não deve ser usado e o que fazer em caso de super-dosagem, por exemplo. Ela ainda deverá conter o alerta para atletas quanto à potencialidade em causar doping e expor de forma mais clara a idade mínima para o seu uso. A resolução determina ainda o tamanho mínimo obrigatório da letra das bulas (fonte Times New Roman com tamanho mínimo de 10 pontos).
Os pacientes com deficiência visual poderão solicitar ao serviço de atendimento ao cliente (SAC), do laboratório farmacêutico, a bula em formato especial, impressas em braile ou em formato digital, por exemplo. Os fabricantes terão dez dias após a solicitação para enviá-las gratuitamente.
Os fabricantes terão 180 dias, a partir de hoje, para enviar os novos modelos de bula para a Anvisa e, depois da aprovação, mais 90 dias para disponibilizar os medicamentos com as novas bulas.
De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirdeu Raposo, com exceção dos genéricos e similares, que devem adotar o modelo do medicamento de referência (podendo diferir quanto a informações específicas dos produtos, como composição e prazo de validade, por exemplo), todos os medicamentos terão que conter na sua embalagem o novo modelo de bula.
Fonte: Agência Brasil
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Bom humor para abordar um tema sério!
Radionovela feita por alunos do ensino médio do Centro Educacional 03, do Guará II, ganha espaço e é veiculada pela Rádio Justiça, emissora vencedora de uma premiação internacional promovida pelo Unicef
Mara Puljiz
As eleições presidenciais se aproximam e não é só gente grande que se preocupa com eventuais maus políticos candidatos a uma vaga no Congresso Nacional. Cansado do famoso "eu prometo", um grupo de 20 alunos do Centro Educacional 03 do Guará II resolveu protestar. Em uma radionovela (1)chamada Fubasada da Guariroba, eles denunciam de modo sarcástico as mazelas do poder público e questionam a garantia de direitos humanos em relação à saúde, à educação, ao esporte e ao lazer. O produto é uma das peças escolhidas pela Rádio Justiça, vencedora do prêmio International Children's Day of Broadcasting - ICDB (Dia Internacional da Criança na Mídia), promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef). A premiação será em novembro, em Nova York (EUA).
Mais de 200 gravações de jovens da rede pública de ensino que cumprem medida socioeducativa nos centros de internação do DF foram selecionadas. Entre elas havia poesias, músicas e radiojornais elaborados dentro do tema Unidos pela infância: em sintonia com as crianças. Toda a produção foi coordenada e veiculada pela Rádio Justiça em março deste ano, com enfoque voltado para o exercício da cidadania e garantia dos direitos fundamentais do ser humano. A radionovela produzida pelos alunos do CED 03 - local também conhecido como "Centrão"- relata a trajetória de Romildo Dantas, um político que vence as eleições na cidade de Guariroba com falsas promessas de campanha. Depois que ele cumpre quatro anos de mandato, a população, encarada como "fubasada", ou ralé, se revolta com as mentiras e o faz perder as eleições seguintes.
Toda gravação foi feita de modo descontraído, mas, para produzir a radionovela, os jovens tiveram de se esforçar. Foram dois bimestres entre produção de texto e gravação do programa em um estúdio de rádio cedido por uma faculdade particular. "A gente não sabia direito como fazer, mas depois passamos a gostar da ideia e foi tudo muito divertido", disse o estudante do 2º ano do ensino médio Sebastião da Silva Júnior, de 16 anos. Ele e a colega de sala Jussara Siqueira, da mesma idade, foram os roteiristas do programa destinado a fazer uma crítica aos políticos corruptos que desviam dinheiro público em benefício próprio, em vez de investir em uma educação de qualidade, saúde e lazer para a comunidade.
Uma das características a destacar esse trabalho na seleção final foi justamente a abordagem da corrupção. "Acho que conseguimos plantar a consciência política aqui na escola", acredita Sebastião. "Usamos uma linguagem do povão para não ficar aquela coisa formal e chata de se ouvir", resumiu a colega Carolina Carvalho Rodrigues, 16 anos. Para Cândida Vieira, professora de múltiplas linguagens e coordenadora do projeto na escola, a proposta era retratar o respeito ou desrespeito aos direitos humanos. Em foco, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento das Nações Unidas que completou 60 anos em 2008. A partir disso, os estudantes fizeram os trabalhos com base nos artigos previstos na lei. "Eles passaram a observar que, embora exista a Declaração dos Direitos Humanos, ela nem sempre é respeitada. A gente fica muito feliz quando um trabalho desta natureza extrapola os muros da escola", destacou Cândida.
Conscientização
Segundo a coordenadora da Rádio Justiça, Madeleine Lacsko, abordagens com esse viés são fundamentais para fomentar debates sobre os problemas da população, de modo geral. "A mídia pública tem obrigação de abrir espaço para os jovens. Fiquei muito impressionada com as ideias que eles tinham e achei que os trabalhos superaram as expectativas", avaliou. Madeleine irá receber o prêmio pela Rádio Justiça em novembro, durante cerimônia na sede das Nações Unidas, em Nova York. A emissora ganhou o prêmio regional e foi escolhida pelo Unicef como a que tinha a melhor programação entre as da América Latina e Caribe em 1º de março deste ano, quando foi comemorado o Dia Internacional da Criança na Mídia. "Achei que nossa programação era boa, mas não esperávamos ganhar porque concorremos com todas as rádios educativas do continente. Foi uma surpresa", admitiu Madeleine.
Waldir Pedrosa Amorim
sábado, 29 de agosto de 2009
Importante comunicado da Sociedade Brasileira de Hepatologia. Por por iniciativa pessoal repasso ao movimento social de hepatites.
Sociedade Brasileira de Hepatologia
Comunicado aos sócios
COMUNICAÇÃO
Vimos, através deste, comunicar que a SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA se fez representar conjuntamente com o Comitê Intersetorial de Enfrentamento às Hepatites do Estado do Rio Grande do Sul, em audiência com o Excelentíssimo Ministro da Saúde, obtendo do mesmo a promessa da publicação da nova Portaria relativa à dispensação de medicamentos para o tratamento da Hepatite B antes da realização do XX Congresso Brasileiro de Hepatologia. Esta será uma conquista da integração de ações entre Gestores, Sociedade Científica e de todos os demais segmentos que, irmanados, envolveram-se na luta para superar o constante desafio das hepatites virais.
A Diretoria



